A máquina trabalha para nós ou somos nós que trabalhamos para ela?

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Depende se você vive no mundo Fiat ou não

A máquina que usa o indivíduo só existe no mundo fiat? Se contruo uma máquina melhor, mais livre, mas dependo dela, o que está de fato usando ou sendo usado, eu ou a máquina?

Sim só existe no mundo Fiat. IAs não podem usar bitcoin guardar chaves privadas. A máquina depende das pessoas para existir mas as pessoas não dependem dela. No mundo Fiat as pessoas são jogadas foras em função da máquina Fiat

Bom, o caminho mais lógico seria a máquina trabalhar para nós

Não é o caso para todos

Infelizmente

Bitcoin e nostr resolve isso. Quantos da sua família usam ambos ??

Se uma pessoa depende do Bitcoin e do Nostr para ser independente, ela é realmente independente?

Tu precisa definir o que é independente primeiro. Pois só Deus é

Se povos inteiros já tiveram ou ainda têm muito mais independência (autonomia) antes do surgimento de ferramentas mais tecnologicas e da internet, só mostra que a internet e a descentralização nela é um facilitador, mas não necessariamente gera autonomia no mundo real. Tanto que há muitos países em que mal se tem internet, ou é tudo muito caro, por questões anteriores.

A ideia de 'depender' de apenas algumas alternativas ou se tornar mentalmente dependente das ferramentas é o ponto central aqui, pois pode até ser apenas uma fagulha de liberdade em relação ações mais diretas, como sair de um lugar muito interventor para um bem menos interventor, desenvolver estratégias ou habilidades que garantam mais liberdade.

Mistura de correlação e causa. O que causou a diminuição da liberdade foram as escolas públicas e moeda Fiat não à internet

Onde eu disse que a internet causou a diminuição da liberdade?

Eu apenas disse que ela não é o principal fator de liberdade, pois onde não se tem como ter internet (pela intervenção direta), não tem nem como a internet facilitar nada (sem modo simples de usar Bitcoin ou Nostr).

Assim, a esfera direta antecede a esfera 'virtual', pois é muito mais simples censurar como um todo o acesso a internet por vias diretas (cortar cabo oceânico, muitos impostos, proibir venda de dispositivos...), já que ela depende do hardware e de conexão, que a internet censurar como um todo a esfera prática.

E é isso que acontece com muitos Cubanos e principalmente com Norte Coreanos, e o Brasil está indo no caminho disso com a dificultação de várias áreas e por algumas ações mais diretas.

Rapaz, infelizmente, no segundo. Eu vivi em um mundo sempre de constante mudança, mas nunca vi tanta mudança em um ano, não sei o que esperar do futuro. Gostaria de ter esperança.

As máquinas trabalham para nós, invenções e tecnologias são ferramentas, umas mais ou menos autônomas que outras. Porém em certos casos algumas pessoas trabalham para elas, como quem usa os serviços da Google.

Acho que 'máquina' pode abranger bem mais coisas que o objeto máquina ou o software em si, mas mesmo neles, há a indústria os desenvolvendo e os consumidores cada vez mais servido a eles...

Já na máquina social há o Estado, as propagandas, a cultura, os costumes e o psicológico individual por de trás.

Então quem estaria servindo quem? Estamos usando de fato as coisas como ferramentas, ou as ideias e estruturas é que estão nos utilizando?

Perguntou inspirado pelo Matrix?

Cada tecnologia bem sucedida desloca as alternativas e gera dependência. Então acho que ambos, em certa medida, são verdade.

Perguntei baseado em uma sensação, mas logo depois notei a semelhança com a ideia de Matrix.

Talvez o que tenha me motivado a pensar sobre isso sejam pensamentos anteriores sobre:

- A evolução rápida das IAs (e redes neurais) frente a inteligência humana em si, pelo quanto de foco se dá em melhorar as tecnologias em detrimento das pessoas;

- A individualização em termos de círculos enfraquecidos de relacionamento, apoio entre as pessoas e até na compreensão;

- A crescente dependência tecnologica em termos sociais e psicológicos;

- A influência das narrativas/propagandas na nossa vida;

- O quanto a gigantesca maioria das pessoas confunde senso comum com sensatez, aparência com realidade, impressão com sabedoria, arrogância com conhecimento e poder financeiro/político/fama com valores humanos (moral, ética, educação, justiça e etc).

Mas agora, depois de pensar melhor sobre tudo isso, me parece que o ser humano é escravo da sua própria inconsciência ou ignorância, antes mesmo de tudo isso... Depende antes de qualquer máquina, dos vícios da sua própria máquina mental.

Pensei em 2 coisas lendo sua resposta:

Sobre enfraquecimento de relações, a IA vai substituir a relação humana para muita gente psicologicamente fraca, que prefere um simulacro de relação com um ente subserviente. Muita gente é protoditador no íntimo, a IA é mais agradável que um humano, nesse caso.

O sucesso de canais do youtube como o primitive technology da conta desse sentimento de rejeição, ou não naturalidade, do avanço tecnologico no qual vivemos.

Ponderações pertinentes as suas, obrigado.

Depende do contexto de sua vaga indagação.

Se você for um empresário do ramo industrial, por exemplo, as máquinas e os funcionários trabalharão para você. Já se você for o funcionário, deveria trabalhar para si mesmo, não para o patrão e tampouco para a máquina.

Agora, se você estiver se referindo a um contexto de software, as máquinas são construidas justamente para trabalhar por nós, e não o contrário.

Mesmo que você use os serviços da Google, os softwares da Google Inc. ainda assim trabalharão para você. Claro, em troca, você lhe concederá dados e informações pessoais. Assim como ocorre em absolutamente qualquer relação comercial, até mesmo num pequeno comércio local: você usa tal serviço e, em contrapartida, paga ao comerciante determinado valor, podendo ser dinheiro ou dados pessoais, como no caso da Google ou outras big techs.

Já no caso da máquina estatal, também ocorre uma espécie de relação comercial. Você financia o Estado por meio dos impostos que lhe paga e, em troca, ele lhe concede iluminação pública, saneamento básico, segurança etc. (quase tudo deixa a desejar em termos de qualidade, sim, porque há desvio de verbas públicas, mas ainda assim há a relação de consumo em troca de capital).

Detalhe: ano passado, tive apendicite, fiquei internado por 3 dias no Hospital Estadual Carlos Chagas. Fui muito bem atendido. Sim, há exceções e "o Estado não é satânico" como dizem por aí os papagaios. O Estado é neutro. Os políticos é que são desonestos. Lembre-se: sem impostos, sem hospitais públicos financiados por nós mesmos por meio da arrecadação do Estado. E aí, meu amigo, salve-se quem tiver dinheiro e, ao invés de ficarmos reféns do Estado, ficaremos reféns dos empresários do ramo da Saúde. Sim, esses mesmos que já nos vilipendiam por meio dos reajustes ilegais dos planos de Saúde todos os anos.

Talvez a "solução" seja um futuro anarquista irrefutavelmente inexistente que, logo, só existe na cabeça de adolescentes distópicos ou velhos sonhadores.