Terça-Feira -Da nobreza da
alma
Fili, in mansuetudine serva animam tuam, et da illi honorem secundum
meritum suum – “Filho, guarda a tua alma na mansidão, e dá-lhe honra segundo o seu merecimento” (Ecle 10, 31)
Sumário.
A nossa alma é, sem dúvida, mais preciosa do que todos os bens do mundo, não só pela sua nobre origem, senão também, e muito mais,
pelo preço do seu resgate e pela sublimidade do seu destino.
Por isso o demônio estima-a tão alto, que para se apoderar dela não descansa.
Ora dize-me: se o inimigo vela sempre para perder a nossa alma, como podemos nós ficar dormindo o sono da tibieza?
I. Devemos considerar bem que o negócio da nossa eterna salvação é um negócio das mais graves consequências, porque se trata da alma, e, tendo-se perdido esta, tudo está perdido. A alma, diz São João Crisóstomo, deve ser tida por nós como mais preciosa que todos os bens do mundo. E, para compreender esta verdade acrescenta São Eleutério, se não nos basta
saber que Deus a criou à sua imagem e semelhança, seja-nos ao menos
suficiente saber que Jesus Cristo pagou um preço de valor infinito para
remir a alma da escravidão do demônio: Si non credis Creatori, interroga
Redemptorem — “Se não acreditas no Criador, interroga ao Redentor”.
Assim é: para salvar nossas almas, o próprio Deus sacrificou seu Filho à
morte; e o Verbo eterno não duvidou resgata-las a troco de seu sangue.
Empti enim estis pretio magno (1) — “Fostes comprados por alto preço”.
Pelo que um santo Padre, considerando o preço do resgate humano,
chega a dizer: Parece que o homem vale tanto como Deus. — Tinha muita
razão São Filipe Neri de tratar pela salvação da alma. Se tem tamanho
valor a nossa alma, que bens do mundo poderemos dar em troca, se
viermos a perdê-la? Quam dabit homo commutationem pro anima sua?
(2) — “Que dará o homem em troca da sua alma?”
Se houvesse na terra homens mortais e outros imortais, e se os mortais
vissem os imortais preocupados com as coisas do mundo, procurando
granjear honras, bens e prazeres mundanos, dir-lhes-iam sem dúvida:
Quanto sois insensatos! Podeis adquirir bens eternos e pensais nessas
coisas miseráveis e passageiras? E é por elas que vos condenais a penas
eternas na outra vida? Deixai esses bens terrestres para aqueles que,
como nós, tudo vem acabar com a morte. Mas não! Todos somos imortais.
Como é então que tantas pessoas perdem a alma em troca das miseráveis
satisfações deste mundo?
II. Devemos de hoje em diante empregar toda a diligência na salvação da
nossa alma, e por isso devemos fugir das ocasiões perigosas, resistir às
tentações e frequentar os sacramentos. Vede, diz Santo Agostinho; o
demônio estima tanto uma alma, que para se apoderar dela, não dorme,
mas anda continuamente ao redor de nós buscando perdê-la. Ora, se o
inimigo vela sempre para a nossa perdição, havemos de ficar dormindo o
sono da tibieza? Vigilat hostis, dormis tu?
Ah, meu Deus! De que serviram os longos anos que me haveis dado para
adquirir a salvação eterna? Vós, ó Redentor meu, resgatastes a minha
alma à custa do vosso sangue e ma destes para trabalhar pela sua salvação, e eu não trabalhei senão para perdê-la, ofendendo-Vos a Vós,
que tanto me haveis amado. Agradeço-Vos o tempo que ainda me
concedeis para reparar tão grande perda. Perdi a alma e a vossa amável
graça!
Senhor, arrependo-me e sinto-o de todo o coração. Ah, perdoai-me, pois
que d’oravante estou resolvido a perder todos os bens, incluindo a vida,
antes que perder a vossa amizade. Amo-Vos sobre todas as coisas e tenho
a firme vontade de Vos amar sempre, ó Bem supremo, digno de todo o
amor. Ajudai-me, ó meu Jesus, a fim de que esta resolução não seja
semelhante às outras que formei no passado e que foram outras tantas
infidelidades. Deixai-me antes morrer do que tornar a ofender-Vos e
deixar de Vos amar.
— Ó Maria, esperança minha, salvai-me, obtendo-me a santa
perseverança.

MK Ultra (2022) • NR • 1 hr 37 min
ACTORS: Anson Mount, Jaime Ray Newman, Jason Patric
GENRE: Thriller
PLOT: Set during the true and unconscionable Central Intelligence Agency MK ULTRA drug experimentations in the early 1960s. The journey of Ford Strauss, a brilliant psychiatrist, whose moral and scientific boundaries are pushed to the limit as he is recruited to run a subsect of the program in a rural Mississippi Mental Hospital.
MK.Ultra.2022.1080p.WEBRip.x265-RARBG.mp4 (1.5 GB):
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Segunda-Feira - Meios para alcançar o amor de Deus e a santidade.
Desideria occidunt pigrum... qui autem iustus est tribuet, et non cessabit –
“Os desejos matam o preguiçoso; porém, o que é justo dará e não cessará” (Pv 21, 25-26)
Sumário.
Quem quiser ser santo não se deve contentar com o desejo, mas deve resolver-se a por depressa mãos à obra, porque o demônio não teme as almas irresolutas. Os meios para chegar a um fim tão sublime, são particularmente dois: a oração, que faz o amor divino entrar no coração, e a mortificação, que dele remove a terra e o torna apto a receber o fogo
divino. Ganhemos ânimo; comecemos desde já a empregar estes meios e
nós também chegaremos a ser santos.
I. Quem mais ama a Deus é mais santo. Dizia São Francisco Borges que a
oração faz entrar o amor divino no coração, ao passo que a mortificação
dele remove a terra e fá-lo apto a receber aquele fogo sagrado.
Quanto mais espaço a terra ocupa no coração, tanto menos lugar achará ali o
santo amor: Sapientia... nec invenitur in terra suaviter viventium (1) — “A
sabedoria... não se acha na terra dos que vivem em delícias”. — Por isso é
que os Santos sempre procuraram mortificar, o mais possível, o seu amor
próprio e os seus sentidos. “Os santos são poucos, mas devemos viver
com os poucos, se nos quisermos salvar com os poucos”, escreve São João
Clímaco: Vive cum paucis, si vis regnare cum paucis. E São Bernardo diz:
“Quem quer levar vida perfeita, deve levar vida singular: Perfectum non potest esse nisi singulare.”
Para sermos santos, devemos, antes de mais nada, ter o desejo de nos
tornarmos santos: desejo e resolução. Alguns sempre desejam, mas nunca
começam a por mãos à obra. “De semelhantes almas irresolutas”, dizia
Santa Teresa, “o demônio não tem medo. Ao contrário, Deus é amigo das
almas generosas.”
É, pois, um engano do demônio, no dizer da mesma seráfica Santa, fazer-
nos pensar que há orgulho em se querer tornar santo. Seria orgulho e
presunção se metêssemos a nossa confiança em nossas obras ou
resoluções; mas não, se esperamos tudo de Deus, que então nos dará a
força que nos falta. — Desejemos, portanto, e ardentemente, chegar a um
grau sublime de amor divino e digamos com coragem: Omnia possum in
eo qui me confortat (2) — “Eu posso tudo naquele que me fortalece”. Se
não achamos em nós tão grande desejo, peçamo-lo instantemente a Jesus
Cristo, que não deixará de no-lo dar.
II. Devemo-nos, portanto, alentar, tomar uma resolução e começar;
lembrando-nos de que, na perfeição cristã, segundo a expressão de São
Francisco de Sales, vale muito mais a prática do que a teoria. O que não
podemos fazer com as nossas próprias forças, ser-nos-á possível com o
auxílio de Deus, que prometeu dar-nos tudo o que Lhe pedíssemos:
Quodcumque volueritis, petetis, et fiet vobis (3).
Ó meu amado Redentor, Vós desejais o meu amor e me mandais que Vos
ame de todo o coração. Sim, Jesus meu, quero amar-Vos de todo o meu
coração. Não, meu Deus — assim Vos direi, confiado em vossa
misericórdia, — não me assustam os pecados que cometi, porque agora detesto-os e abomino-os mais do que qualquer outro mal, e sei que Vos
esqueceis das ofensas da alma que se arrepende e Vos ama. Porque Vos
ofendi mais do que os outros, quero, com o auxílio que de Vós espero,
amar-Vos mais do que os outros.
Senhor meu, Vós me quereis santo, e eu quero tornar-me santo, não tanto
para gozar no paraíso, como para Vos agradar. Amo-Vos, bondade infinita!
† Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas, e me consagro todo a
Vós, vós sois o meu único bem, o meu único amor. Aceitai-me, ó meu
amor, e fazei-me todo vosso, e não permitais que ainda Vos dê desgosto.
Fazei com que eu me consuma todo por Vós, assim como Vós Vos
consumistes todo por mim. — Ó Maria, ó Esposa mais amável do Espírito
Santo, e a mais amada, obtende-me amor e fidelidade. Alcançai-me
somente, ó minha Mãe, que eu seja sempre vosso devoto servo;
porquanto quem se distingue na devoção para convosco, distingue-se
também no amor a vosso divino Filho.
4º Domingo da Quaresma -- A multidão faminta e as almas do purgatório.
Unde ememus panes ut manducent hi? – “Onde compraremos pães para
que estes comam?” (Jo 6, 5)
Sumário.
A tenra compaixão que moveu o Senhor a multiplicar os pães para dar de comer à multidão que o seguia, deve mover-nos a socorrer as almas do purgatório, que são muito mais numerosas e muito mais famintas de seu alimento espiritual, que é Deus.
O meio principal de que devemos usar para lhes levar socorro é a santíssima Eucaristia. Em sufrágio dessas almas, visitemos frequentemente a Jesus sacramentado;
aproximemo-nos da mesa da comunhão, e, se não podemos mandar celebrar missas, ouçamos ao menos todas as que as nossas ocupações nos permitam ouvir.
I. Refere o Evangelho que, estando Jesus assentado sobre um monte,
levantou os olhos, e viu ao redor de si uma multidão de quase cinco mil
pessoas, que O seguiam, porque viam os milagres que fazia sobre os enfermos.
Em seguida, sabendo que um moço tinha cinco pães de cevada e dois peixes, tomou-os em suas mãos, e, tendo dado graças, os mandou distribuir à multidão.
Não somente houve o bastante para todos se
fartarem, mas com os pedaços que sobejaram, os apóstolos encheram doze cestos. Eis aí o grande milagre que Jesus Cristo fez por compaixão de tantos pobres corporalmente.
Ora, é justo, ou para dizer melhor, é necessário que tenhamos compaixão das almas de outra multidão muito mais numerosa e incomparavelmente mais faminta do seu alimento espiritual: devemos compadecer-nos das almas benditas do purgatório. — Pobres almas! São muitas as penas que
padecem naquele cárcere de tormentos; porém, acima de tudo aflige-as a privação da dulcíssima presença de Deus, cuja beleza infinita já conhecem.
Não há na linguagem humana palavras apropriadas para exprimir qual seja
esta pena; mas ainda que possuíssemos as palavras adequadas, faltar-nos-
ia a capacidade de compreendê-las, preocupados como estamos com as
coisas terrestres.
Mas a pena que a privação de Deus traz consigo é bem compreendida
pelas pobres almas que a padecem. Por isso levantam a sua voz lamentosa
e pedem-nos que lhes saciemos a fome inconcebível de contemplarem
quanto antes o objeto de seu amor: Miseremini mei, saltem vos, amici
mei, quia manus Domini tetigit me (1) — “Compadecei-vos de mim, ao
menos vós, que sois meus amigos, porque a mão do Senhor me feriu”.
II. O milagre da multiplicação dos pães, assim como se conclui do
Evangelho, foi feito para provar a presença verdadeira de Jesus na
Eucaristia; e mesmo, segundo observavam os doutores, foi uma figura da
Mesa eucarística. Eis, pois, o meio eficacíssimo de que, à imitação do
Redentor, devemos lançar mão para saciarmos a fome das almas benditas
do purgatório. — Visitemos muitas vezes o divino Sacramento,
comunguemos com frequência; sobretudo mandemos celebrar em alívio
das almas o sacrifício incruento da missa, ou ao menos ouçamos para
sufragá-las todas as missas que pudermos. “Cada missa que se celebra”,
diz São Jerônimo, “faz sair várias almas do purgatório”. E São Gregório
acrescenta: “Quem assiste devotamente à missa, alivia as almas dos fiéis
defuntos e contribui para lhes serem perdoados completamente os pecados.
Pelo que uma pessoa muito devota às almas do purgatório, cada vez que
ouvia tocar a entrada para uma missa, afigurava-se ver as almas no meio
das chamas e ouvir os seus gritos lastimosos e angustiados. “Então”, assim
dizia, “por urgentes que sejam as minhas ocupações, não posso deixar de
assistir ao divino sacrifício, nem tenho coragem de lhes dizer: Esperai,
porque hoje falta-me o tempo para vos ajudar”. — Façamos do mesmo
modo, e fiquemos certos de que aquelas santas prisioneiras saberão
mostrar-se agradecidas. Além disso, virá o tempo em que, estando nós
também no purgatório, nos medirão a nós com a medida que nós
tivermos medido aos outros (2).
Ó dulcíssimo Jesus, pela compaixão que mostrastes para com as multidões
famintas que Vos acompanhavam, tende piedade das almas do
purgatório. Volvei também para mim os vosso olhos piedosos, “e fazei, ó
Deus todo-poderoso, que na aflição pelas minhas iniquidades, respire com
a consolação de vossa graça”(3).
† Doce Coração de Maria, sêde minha salvação.
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Sábado -- Terceira dor de Maria
Santíssima – Perda de Jesus no templo.
Ecce pater tuus et ego dolentes quaerebamus te – “Eis que teu pai e eu Te
andávamos buscando cheios de aflição” (Lc 2, 48)
Sumário.
A dor de Maria pela perda de Jesus foi sem dúvida uma das mais acerbas; porque ela então sofria longe de Jesus, e a humildade fazia-lhe
crer que o Filho se tinha apartado dela por causa de alguma negligência sua.
Sirva-nos esta dor de conforto nas desolações espirituais; e ensine-nos o modo de buscarmos a Deus, se jamais para nossa desgraça viermos a perdê-Lo por nossa culpa. Lembremo-nos, porém, de que quem quiser achar a Jesus, não O deve buscar entre os prazeres e delícias, mas no pranto, entre as cruzes e mortificações, assim como Maria o procurou.
I. Quem nascer cego, pouco sente a pena de ser privado de ver a luz do
dia; mas quem noutro tempo teve a vista e gozou a luz, muita pena sente
em se ver dela privado. E assim igualmente as almas infelizes que, cegas
pelo lodo desta terra, pouco têm conhecido a Deus, pouco sentem a pena de O não acharem. Ao contrário, quem, iluminado pela luz celeste, foi
feito digno de achar no amor a doce presença do supremo Bem, ó Deus!
Que tristeza sente em ver-se dela privado.
Vejamos portanto o muito que a Maria, acostumada a gozar
continuamente a dulcíssima presença de seu Jesus, devia ser dolorosa a
terceira espada que a feriu, quando, havendo-O perdido em Jerusalém,
por três dias se viu dele separado. ― Alguns escritores opinam que esta
dor não foi somente uma das maiores que teve Maria na sua vida, mas
que foi em verdade a maior e mais acerba. E com razão, porque então ela
não sofria em companhia de Jesus, como nas outras dores; e porque a sua
humildade lhe fazia crer que Jesus se tinha afastado dela por alguma
negligência no seu serviço. Por esta razão aqueles três dias lhe foram
excessivamente longos e se lhe afiguraram séculos, cheios de amargura e
de lágrimas.
Num quem diligit anima mea vidistis? (1) ― “Vistes porventura àquele a
quem ama a minha alma?” É assim que a divina Mãe, como a Esposa dos
Cantares, andava perguntando por toda a parte. E depois, cansada pela
fadiga, mas sem O ter achado, oh, com quanto maior ternura não terá dito
o que disse Ruben de seu irmão: Puer non comparet, et ego quo ibo? (2)
― “O menino não aparece, e eu para onde irei?” O meu Jesus não
aparece, e eu não sei que mais possa fazer para O achar; mas aonde irei
sem o meu tesouro? Ah, meu filho dileto! Cara luz de meus olhos: faze-me
saber onde estás, a fim de que eu não ande mais errando e buscando-Te
em vão. Numa palavra, afirma Orígenes que pelo amor que esta santa
Mãe tinha a seu Filho, padeceu mais nesta perda de Jesus que qualquer
outro mártir no tormento que o privou da vida.
II. Esta dor de Maria, em primeiro lugar, deve servir de conforto àquelas
almas que estão desoladas e não gozam a doce presença de seu Senhor,
gozada em outros tempos. Chorem, sim, mas chorem com paz, como
chorou Maria a ausência de seu Filho. Não temam por isso de terem
perdido a divina graça, animando-se com o que disse Deus mesmo a Santa
Teresa: “Ninguém se perde sem o conhecer; e ninguém fica enganado sem
querer ser enganado”. ― Se o Senhor se ausenta dos olhos da alma que o
ama, nem por isso se ausenta do coração. Esconde-se muitas vezes para ser por ela buscado com mais desejo e amor. Mas quem quer achar a
Jesus, é preciso que o busque, não entre as delícias e os prazeres do
mundo, mas entre as cruzes e mortificações, como o buscou Maria:
Dolentes quaerebamus te ― “Nós Te andávamos buscando cheios de
aflição”.
Além disso, neste mundo não devemos buscar outro bem senão Jesus. Jó
não foi, por certo, infeliz quando perdeu tudo o que possuía neste mundo,
até descer a um monturo. Porque tinha consigo Deus, também então era
feliz. Verdadeiramente infelizes e miseráveis são aquelas almas que
perderam a Deus. Se, pois, Maria chorou a ausência do Filho, quanto mais
deveriam chorar os pecadores que perderam a divina graça, e aos quais
Deus diz: Vos non populus meus, et ego non ero vester (3) ― “Vós não
sois meu povo, e eu não serei mais vosso”.
Mas a maior desgraça para aquelas pobres almas, diz Santo Agostinho, é
que, se perdem um boi, não deixam de procurá-lo; se perdem uma ovelha,
não poupam diligência para achá-la; se perdem um jumento, não têm
mais repouso; mas se perdem o sumo Bem, que é Deus, comem, bebem e
ficam quietos. ― Ah, Maria, minha Mãe amabilíssima, se por minha
desgraça eu também perdi a Jesus pelos meus pecados, rogo-vos, pelos
méritos das vossas dores, fazei que eu depressa O vá buscar e O ache,
para nunca mais tornar a perdê-Lo em toda a eternidade.
Sexta-Feira -- Comemoração das
cinco Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris – “Tirareis com alegria
águas das fontes do Salvador” (Is 12, 3)
Sumário.
As Chagas de Jesus são aquelas benditas fontes preditas por
Isaías, das quais podemos tirar todas as graças, se as pedimos com fé. São
fontes de misericórdia, fontes de esperança, e sobretudo fontes de amor;
porquanto as suas águas, ao passo que purificam a alma das manchas da
culpa, abrasam-na no santo amor. Avizinhemo-nos muitas vezes daquelas
fontes do Salvador, para apagar a nossa sede das graças.
I. As Chagas de Jesus Cristo são aquelas benditas fontes preditas por
Isaías, das quais podemos tirar todas as graças, se as pedimos com fé:
Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris — “Tirareis com alegria
água das fontes do Salvador”.
São em primeiro lugar fontes de misericórdia. Jesus Cristo quis que lhe
fossem traspassados as mãos, os pés e o lado sacrossanto, a fim de
aplacar por nós a divina justiça e ao mesmo tempo abrir-nos um asilo
seguro, no qual nos pudéssemos subtrair às setas da ira de Deus.
Por isso, o Senhor mesmo nos anima, dizendo no Cântico dos cânticos:
Vem, pomba minha, nas aberturas da pedra (1); isto é, na interpretação
de São Pedro Damião: vem dentro destas minhas chagas, onde acharás
todo o bem para tua alma. — Mais expressivas ainda são as palavras de
que se serve na profecia de Isaías: Ecce in manibus meis descripsi te (2) —
“Eis aí que te gravei em minhas mãos”. Como se dissesse: Minha pobre
ovelha, tem ânimo; não vês quanto me custaste? Eu te gravei em minhas
mãos, nestas chagas que recebi por teu amor. Elas me solicitam sempre a
ajudar-te e defender-te de teus inimigos; tem, pois, amor e confiança em
mim.
As Chagas de Jesus são também fontes de esperança; porquanto, como
escreve São Paulo, o Senhor quis morrer consumido pelas dores, a fim de
merecer o paraíso para todos os pecadores arrependidos e resolvidos a
emendar-se: Et consummatus, factus est omnibus obtemperantibus causa
salutis (3) — “E pela sua consumação foi feito autor da salvação para
todos os que Lhe obedecem”. — Durante uma enfermidade, São Bernardo
se viu certa vez transportado perante o tribunal de Deus, onde o demônio
o acusava de seus pecados e lhe dizia que não merecia o céu. Respondeu-
lhe então o Santo: “É verdade que eu não mereço o paraíso; mas Jesus
tem dois direitos para este reino: um por ser Filho verdadeiro de Deus,
outro por tê-lo merecido com a sua morte. Contentando-se com o
primeiro, cedeu-me o segundo, em virtude do qual peço e espero a glória
celeste”. É isto, meu irmão, o que nós também podemos dizer: As Chagas
de Jesus Cristo são os nossos merecimentos, a nossa esperança: Vulnera
tua merita mea.
II. As Chagas de Jesus Cristo são, em terceiro lugar, fontes de amor;
porque as águas que ali brotam, purificam as almas e ao mesmo tempo
abrasam-nas daquele santo fogo que o Senhor veio acender sobre a terra
nos corações dos homens. Pelo que São Boaventura exclama:
“Ó Chagas que feris os corações mais duros e abrasais as almas mais frias
de amor divino.”
São Paulo protestou solenemente de si: Non enim indicavi scire me aliquid
inter vos, nisi Iesum Chistum, et hunc crucifixum (4) — “Não entendi saber
entre vós coisa alguma senão a Jesus Cristo, e este crucificado”. Não
ignorava, de certo, o apóstolo, que Jesus Cristo nascera numa gruta, que
passara trinta anos de sua vida numa oficina, que ressuscitara e subira ao
céu. Não obstante isso diz que não queria saber senão de Jesus
crucificado, porque este mistério o excitava mais a amá-Lo, visto que as
sagradas Chagas lhe diziam o amor imenso que Jesus nos teve. —
Recorramos, pois, frequentes vezes por meio de uma meditação atenta a
estas fontes divinas do Salvador: Omnes sitientes venite ad aquas (5) —
“Todos vós os que tendes sede, vinde às águas”.
Eterno Pai, lançai vossos olhos sobre as Chagas de vosso divino Filho: estas
Chagas Vos pedem todas as misericórdias para mim; perdoai-me, pois, as
ofensas que Vos fiz; apoderai-Vos de meu coração todo, para que não
ame, busque, nem deseje coisa alguma fora de Vós. Ó Chagas de meu
Redentor, formosas fornalhas de amor, recebei-me e inflamai-me, não
com o fogo do inferno que mereço, mas com a santa chama de amor a
este Deus que quis morrer por mim, à força de tormentos. — “E Vós,
Eterno Pai, que pela paixão de vosso Filho unigênito e pelo sangue que Ele
derramou por suas cinco chagas, renovastes a natureza humana, perdida
pelo pecado: concedei-me propício que, venerando na terra estas chagas
divinas, eu mereça conseguir no céu o fruto do sangue preciosíssimo de
Jesus.” (6) — Fazei-o pelo amor do próprio Jesus Cristo e de Maria
Santíssima.
Quinta-Feira -- Grandeza da
dádiva que Jesus Cristo nos fez na Santíssima
Eucaristia.
In omnibus divites facti estis in illo – “Em todas as coisas fostes
enriquecidos n’Ele” (1Cor 1, 5)
Sumário.
É tão grande a dádiva que Jesus Cristo nos fez na santíssima Eucaristia, que, apesar de ser poderosíssimo, sapientíssimo e riquíssimo,
não pode, nem sabe, nem tem para dar-nos outra mais excelente.
Como é, pois, possível que os homens, tão sensíveis a qualquer delicadeza, fiquem
insensíveis a tão grande dom e paguem o seu benfeitor com ingratidão…
se nós também fomos no passado tão ingratos, peçamos de todo o
coração que Jesus nos perdoe.
I. Santo Agostinho, considerando a grandeza do dom que Jesus Cristo nos
oferece na santíssima Eucaristia, ficou tão enlevado, que escreveu esta
celebre sentença, que com tal dádiva Jesus esgotou, por assim dizer, os
seus atributos infinitos. — Deus, assim diz o santo Doutor, é
poderosíssimo, e se quisesse, poderia, a um só sinal seu, criar mil mundos
cada qual mais bonito. Contudo, apesar de ser todo poderoso, não nos
pode oferecer outro dom mais precioso do que este: Cum esset
omnipotens, plus dare non potuit. — Deus é sapientíssimo, e a sua
sabedoria, como diz o Real Profeta, não tem limites (1). Mas com toda a
sua sabedoria, não sabe achar um dom mais excelente do que a
santíssima Eucaristia: Cum esset sapientissimus, plus dare nescivit. —
Deus afinal é riquíssimo e os seus tesouros são inesgotáveis. Todavia, com
toda a sua riqueza não tem jóia mais preciosa ou mais estimável do que
esta para nos presentear: Cum esset ditissimus, plus dare nescivit. — E a
razão é óbvia: Na santíssima Eucaristia Jesus Cristo nos dá não somente a
sua humanidade, senão também a sua divindade. Para nos oferecer, pois,
outro dom mais excelente do que este, mister seria que nos desse um
Deus maior do que Ele mesmo; o que é impossível.
Tinha razão Isaias em exclamar: Notas facite adinventiones eius (2) —
“Publicai, ó homens, as invenções amorosas de nosso bom Deus”. Se o
Redentor nos não tivesse feito espontaneamente este donativo quem é
que Lho ousaria pedir? Quem é que se atrevera a dizer-Lhe: Senhor, se
quereis fazer-nos conhecer o vosso amor, escondei-Vos sob as espécies de
pão e vinho e consenti que Vos tomemos como nosso alimento? Mas o
que nunca poderiam imaginar os homens, concebeu-o e cumpriu-o o
grande amor de Jesus Cristo. Ó prodígio de amor!
II. Santa Maria Magdalena de Pazzi costumava dizer que depois da
comunhão a alma pode repetir a palavra de Jesus: Consummatum est —
“Está consumado”. Visto que o meu Deus se me deu a si mesmo nesta
comunhão, ele fez um último esforço de seu amor para comigo, e não tem mais nada para me dar. — Mas como é, pois, possível que os homens, de
ordinário tão sensíveis a qualquer cortesia que se lhes faz, ficam tão
insensíveis ao dom inapreciável do Santíssimo Sacramento e pagam a
Jesus Cristo com a mais negra ingratidão? — Ah! Meu irmão, se no
passado tu também foste um daqueles ingratos, pede sinceramente
perdão e resolve-te a sacrificar de hoje em diante tudo por Jesus Cristo,
assim como ele se sacrificou todo por ti neste inefável mistério.
Ó meu Jesus, o que é que Vos levou a dar-Vos inteiramente para nosso
sustento? E depois deste dom, que mais Vos resta para nos obrigar a
amar-Vos? Iluminai-nos, Senhor, e fazei-nos conhecer qual foi esse
excesso de amor que Vos levou a transformar-Vos em alimento para Vos
unirdes a nós, pobres pecadores. Mas se Vos dais inteiramente a nós,
justo é que inteiramente nos demos a Vós. — Ó meu Redentor, como é
que pude ofender-Vos, a Vós que me haveis amado tanto, e que não
pudestes fazer mais para ganhar o meu amor? Por mim Vos fizestes
homem, por mim morrestes e Vos fizestes meu alimento. Dizei-me, que
Vos restava fazer ainda?
Amo-Vos, Bondade infinita: amo-Vos, Amor infinito; † Jesus, meu Deus,
amo-Vos sobre todas as coisas. Senhor, entrai freqüentes vezes na minha
alma, inflamai-me inteiramente no vosso santo amor e fazei com que tudo
esqueça para só pensar em Vós e não amar senão a Vós.
— Maria Santíssima, rogai por mim. Com a vossa intercessão, tornai-me
digno de receber muitas vezes o vosso Filho sacramentado.
Quarta-Feira - 7 de março - Da glória de São José, Esposo da Virgem Maria.
Qui custos est Domini sui, glorificabitur – “O que é o guarda do seu Senhor, será glorificado” (Pv 27, 18)
Sumário.
Devemos ter por certo que a vida de São José, sob a vista e na
companhia de Jesus e Maria, foi uma oração contínua, cheia de fé, de
confiança, de amor, de resignação e de oferecimento. Visto que a
recompensa é proporcionada aos merecimentos da vida, considera quão
grande será no paraíso a glória do santo Patriarca. Com razão se admite
que ele, depois da Bem-aventurada Virgem, leva vantagem a todos os
demais Santos. Por isso, quando São José quer obter alguma graça para
seus devotos, não tanto pede, como de certo modo manda a Jesus e
Maria.
I. A glória que Deus confere no céu a seus Santos é proporcionada à
santidade de vida que eles levaram em terra. Para termos uma idéia da
santidade de São José, basta que consideremos unicamente o que diz o
Evangelho: Ioseph autem vir eius, cum esset iustus (1) — “José seu
esposo, como era homem justo”. A expressão homem justo significa um
homem que possui todas as virtudes; porquanto aquele a quem falta uma
delas, não pode ser chamado justo.
Ora, se o Espírito Santo chamou a São José justo, na ocasião em que foi
escolhido para Esposo de Maria, avalia, que tesouros de amor divino e de
todas as virtudes o nosso Santo não devia auferir dos colóquios e da
contínua convivência com a sua santa Esposa, que lhe dava exemplos
perfeitos de todas as virtudes. Se uma só palavra de Maria foi bastante
eficaz para santificar ao Batista e para encher Santa Isabel do Espírito
Santo, a que alturas não pensamos que deve ter chegado a bela alma de
José pela convivência familiar com Maria, da qual gozou pelo espaço de
tantos anos?
Além disso, que aumento de virtudes e de méritos não deve ter adquirido
São José convivendo continuamente por tantos anos com a própria
santidade, Jesus Cristo, servindo-O, alimentando-O e assistindo-Lhe nesta
terra?
Se Deus promete recompensar aquele que por seu amor dá um simples
copo de água a um pobre, considera quão alta glória terá dado a José, que
O salvou das mãos de Herodes, Lhe forneceu vestidos e alimentos, O
trouxe tantas vezes nos braços e carregou com tamanho afeto. — Devemos ter por certo que a vida de São José, sob a vista e na companhia de Jesus e Maria, foi uma oração contínua, cheia de atos de fé, de confiança, de amor, de resignação e de oferecimento. Se, pois, a recompensa é proporcionada aos merecimentos ajuntados na vida,
considera quão grande será a glória de São José no paraíso!
II. Santo Agostinho compara os demais Santos com estrelas, mas São José
com o sol. O Padre Soares diz que é muito aceitável a opinião que depois
de Maria, São José leva vantagem a todos os demais Santos em
merecimento e em glória. Donde o Ven. Bernardino de Bustis conclui que
São José, de certo modo, dá ordens a Jesus e Maria quando quer impetrar
algum favor para os seus devotos.
Meu santo Patriarca, agora que gozais no céu sobre um trono elevado
junto do vosso amadíssimo Jesus, que vos foi submetido na terra, tende
compaixão de mim, que vivo no meio de tantos inimigos, maus espíritos e
más paixões, que me dão combates contínuos para me fazerem perder a
graça de Deus. Ah! Pela felicidade que tivestes, de gozar na terra, sem
interrupção, da companhia de Jesus e Maria, alcançai-me a graça de
passar o resto de minha vida sempre unido a Deus e de morrer depois no
amor de Jesus e Maria, para que um dia possa ir gozar, convosco, da sua
companhia, no reino dos bem-aventurados.
E Vós, ó meu amado Jesus, meu amantíssimo Redentor, quando poderei ir
gozar-Vos e amar-Vos no paraíso face a face, seguro de não Vos poder
mais perder? Enquanto viver, estarei exposto a tal perigo. Ah, meu Senhor
e meu único Bem, pelos merecimentos de São José, que Vós amais e
honrais tanto no céu; pelos merecimentos de vossa querida Mãe; e mais
ainda, pelos merecimentos de vossa vida e morte, pelas quais merecestes
para mim todo o bem e toda a esperança: não permitais que em tempo
algum eu me separe nesta terra de vosso amor, a fim de que possa ir para
a pátria do amor, a possuir-Vos e amar-Vos com todas as minhas forças e
nunca mais em toda a eternidade afastar-me da vossa presença e do
vosso amor.
Terça-Feira - - A separação dos
escolhidos e dos réprobos no Juízo Final.
Exibunt angeli, et separabunt malos de medio iustorum – “Sairão os anjos
e separarão os maus do meio dos justos” (Mt 13, 49
Sumário.
Quando todos os homens estiverem reunidos no vale de Josafá, virão os anjos separar os réprobos dos escolhidos. Estes ficarão à direita e aqueles serão, para sua confusão, impelidos para a esquerda. Oh, que triste separação! Meu irmão, de que lado nos acharemos nesse dia? À direita com os escolhidos, ou à esquerda com os condenados? Se quisermos estar à direita, deixemos o caminho que conduz à esquerda.
I. Assim que os homens tiverem ressuscitado, ser-lhes-á intimado que se
dirijam todos ao vale de Josafá, para serem julgados.
Quando todos estiverem ali reunidos, virão os anjos e separarão os réprobos dos
escolhidos: Exibunt angeli, et separabunt malos de medio iustorum.
Os justos ficarão à direita, e os condenados serão impelidos para a esquerda.
— Que mágoa não sentiria quem fosse banido da sociedade ou da Igreja!
Mas que dor muito maior não sentirá, quando se vir expulso da companhia dos Santos! Unus assumetur, et alter relinquetur (1) — “Um
será tomado, e outro será desprezado”. Diz São Crisóstomo que, se os réprobos não tivessem outra pena a sofrer, esta confusão já seria para eles um suplício infernal.
Atualmente no mundo são julgados felizes os príncipes e os ricos; e são
desprezados os santos que vivem na pobreza e humildade.
Ó cristãos fiéis, vós que amais a Deus, não vos aflijais porque neste mundo viveis
desprezados e em tribulações: Tristitia vestra vertetur in gaudium (2) “A
vossa tristeza se há de converter em alegria”. Então se dirá que vós sois os verdadeiros felizes, e tereis a honra de ser proclamados os cortezãos da corte de Jesus Cristo.
Que brilhante figura não fará então um São Pedro de Alcântara, que foi vilipendiado como apóstata! Um São João de Deus, que foi tratado como insensato! Um São Pedro Celestino, que morreu numa prisão depois de ter abdicado o papado! Que honra receberão então tantos mártires, cruciados aqui pelos algozes! Tunc laus erit unicuique a Deo (3) — “Então cada um terá de Deus o louvor”.
Que horrível figura, pelo contrário, não fará um Herodes, um Pilatos, um Nero, e tantos outros grandes da terra, agora condenados! — Ó partidários do mundo, espero-vos no vale de
Josafá. Aí mudareis sem dúvida de sentimentos; aí deplorareis a vossa
loucura. Infelizes! Por uma curta aparição no teatro deste mundo, tendes
de fazer depois o papel de condenados na tragédia do juízo final.
II. Os escolhidos serão colocados à direita, ou antes, segundo o que diz o
Apóstolo, para sua maior glória, serão elevados aos ares sobre as nuvens,
para irem com os anjos ao encontro de Jesus Cristo, que deve vir do céu:
Rapiemur cum illis in nubibus, obviam Christo in aera (4) — “Seremos
arrebatados com eles nas nuvens ao encontro de Cristo”. E os
condenados, como um rebanho de cabritos destinados ao matadouro,
serão impelidos para a esquerda, esperando pelo Juiz, que virá pronunciar publicamente a condenação de todos os seus inimigos. — Meu irmão, de
que lado nos acharemos nós nesse dia? À direita com os escolhidos, ou à
esquerda com os réprobos?
Ó meu amado Redentor, ó Cordeiro de Deus, que viestes ao mundo, não
para castigar, mas para perdoar os pecados: ah! Perdoai-me sem demora,
antes que chegue o dia em que deveis ser meu Juiz. Se eu então viesse a
perder-me, à vossa vista, ó doce Cordeiro, que me tendes aturado com
tanta paciência, a vossa vista seria o inferno do meu inferno. Ah! Perdoai-
me, repito, sem demora. Com o socorro da vossa mão misericordiosa,
fazei-me sair do precipício onde me fizeram cair os meus pecados.
Arrependo-me, ó soberano Bem, de Vos ter ofendido tantas vezes. Amo-
Vos, ó meu Juiz, que tanto me haveis amado.
Suplico-Vos pelos méritos da vossa morte, que me deis uma graça tão
eficaz, que me torne de pecador em santo. Prometestes atender a quem
Vos roga: Clama ad me et exaudiam te (5) — “Clama por mim e Eu te
atenderei”. Não Vos peço bens terrenos; peço-Vos a vossa graça, o vosso
amor e nada mais. Atendei-me, ó meu Jesus, pelo amor que me dedicastes
morrendo por mim na cruz. Meu amado Juiz, sou um culpado, mas um
culpado que Vos ama mais que a si próprio. Tende piedade de mim! —
Maria, minha Mãe, vinde depressa em meu auxílio, agora que me podeis
ainda socorrer. Não me abandonastes quando vivia esquecendo-me de
vós e de Deus. Socorrei-me, já que estou resolvido a servir-vos sempre e a
nunca mais ofender a meu Senhor. Ó Maria, vós sois a minha esperança.
Fonte: Meditações para a Quaresma de Santo Afonso Maria de liguorio.
Arte: o juízo final

Incrível a descrição de guerra econômica dada pela obra "Os protocolos dos Sábios de Sião" dá.
Dizem que a obra é falsa, criada para espalhar antisemitismo contra os Judeus.
Mas que a obra dá uma descrição absolutamente perfeita de como o sistema financeiro moderno atual funciona, não há como negar. 🤔🤣




Para entender as mudanças ocorridas nós últimos 100 anos dentro da igreja católica, você precisa ler este livro.
Uma Obra do Padre mexicano Pe. Saenz y arriaga sob o pseudônimo de Maurice pinay, primeiro sacerdote a se declarar sedevacantistas publicamente após o maldito concílio do Vaticano 2.
https://archive.org/details/complo-contra-a-igreja-maurice-pinay_202008/mode/1up
Adicionei novos pdf's
Único livro que não recomendo nesse link, é o da Rebecca Brown, pois o livro é uma fraude.





