QUARTA-FEIRA DA OITAVA DA TRINDADE
Pecado contra o Pai, contra o Filho e contra o Espírito Santo
I. Pecar contra o Pai é pecado de debilidade. Pecar contra o Filho é pecado de ignorância. Pecar contra o Espírito Santo é pecado de malícia. Em outros termos, peca-se contra o Pai não tributando-lhe o que lhe é devido por razão de seu poder; contra o Filho, quando se despreza sua sabedoria, que é seu atributo; contra o Espírito Santo, quando se ofende sua bondade, que é seu atributo.
O pecado se comete de três modos: Por ignorância, por paixão e por livre decisão. Por ignorância, quando se desconhece aquilo cujo conhecimento houvesse impedido o pecado, pelo que a ignorância é a causa neste caso. É o pecado contra o Filho. Por paixão, quando esta obscurece o juízo da razão. E isto é propriamente pecar por debilidade e contra o Pai. Por livre decisão, quando o homem, depois de deliberar, escolhe o pecado, não que ele seja vencido pela tentação, senão porque o coração está corrompido, e lhe apraz o pecado em si. Isto é pecar por malícia, que é o pecado contra o Espírito Santo.
-2 Dist. 43, q. 1, a. 1
II. Quanto ao pecado contra o Espírito Santo, assinalam-se seis espécies, que se distinguem segundo o aleijamento ou desprezo das coisas que podem impedir ao homem a escolha do pecado. Essas coisas provêm, seja da parte do juízo divino, seja da parte de seus dons, seja também da parte do mesmo pecado.
1º O Homem se aparta da escolha do pecado ou por consideração ao juízo divino ou pela esperança que desperta a consideração da misericórdia que perdoa os pecados e premia as coisas boas, a qual se destrói pela desesperação; ademais pelo temor, que surge ao considerar a justiça divina, que castiga os pecados, o qual se destrói pela presunção; quer dizer, enquanto se presume que pode alcançar a glória sem méritos e o perdão sem penitência.
2º Os dons de Deus, que nos afastam do pecado, são dois: um é o conhecimento da verdade, ao que se opõe a impugnação da verdade conhecida, isto é, quando se combate a verdade conhecida da fé com o fim de pecar mais livremente; outro é o auxílio da graça interior ao que se opõe a inveja da graça fraterna; isto é, quando não somente inveja a pessoa do irmão, senão que também a graça de Deus que se acrescenta no mundo.
3º Com relação ao pecado, duas são as coisas que podem afastar o homem dele: uma é a desordem e a fealdade do ato, cuja consideração costuma produzir no homem a penitência do pecado cometido, e a isto se opõe a impenitência, que encerra o propósito de não se arrepender. Outra é a pequenez e brevidade do bem que se encontra no pecado, como diz o Apóstolo: Que fruto tirastes então daquelas coisas, de que agora vos envergonhais? (Rm 6, 21). A consideração disto costuma induzir o homem a que sua vontade não se afirme no pecado, o qual se destrói pela obstinação, quando o homem se aferra em seu propósito de permanecer no pecado.
- S. Th., IIª IIæ, q. 14, a. 2
TERÇA-FEIRA DA OITAVA DA TRINDADE
Do amor e do culto de latria devidos a Deus soberano e infinitamente bom
I. Nós, portanto, amemos, porque Ele nos amou primeiro (1Jo 4, 19). Devemos amar a Deus de três maneiras:
1° Que enchamos todo nosso coração com seu amor. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração (Dt 6, 5).
2° Que não amemos coisa alguma senão por Ele. Santo Agostinho diz: "Menos te ama quem contigo ama alguma coisa a que não ama por ti".
3° Que nenhuma adversidade nos aparte de sua caridade. Quem nos separará, pois, do amor de Cristo? (Rm 8, 35).
Devemos amar muito a Cristo por três motivos:
Por sua bondade. São Bernardo comenta: "A bondade, causa de amar a Deus, é Deus mesmo. Sua bondade é tão grande que, mesmo quando não nos houvesse feito nenhum bem nem o houvesse de fazer, deveríamos, no entanto, amá-lo sempre".
Por sua caridade. Nós, portanto, amemos, porque Ele nos amou primeiro. E Santo Agostinho exclama: "Miserável de mim! Quanto devo amar a meu Deus que me fez o que não era, que me redimiu quando eu havia perecido, quando estava vendido com meus pecados; Ele veio por mim, e tanto me amou que deu por mim o preço de seu sangue".
Por nossa utilidade. Pois dispôs bens inenarráveis para os que lhe amam. Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou no coração do homem, o que Deus preparou para aqueles que o amam (1Cor 2, 9).
- Serm. 78
II. Pelo culto de latria confessamos nossa dependência de Deus, posto que Ele nos criou. Portanto, devemos o culto de latría enquanto é nosso Criador, nosso fim e primeira fonte de nosso ser. E porque é Criador, bom, sábio e poderoso, e por outros atributos, devemos-lhe o culto de latria e não somente por um deles.
E porque o Pai e Filho e o Espírito Santo são um só Criador, devemos-lhes também esse culto de latria, que é devido a Deus como Criador.
Por todos esses títulos devemos render a Deus culto de latria.
Existem em nós três classes de bens: o espiritual, o corporal e o externo. E como todos eles nos vêm de Deus, por todos eles devemos oferecer a Deus culto de latria. Por nossa alma, devemos-lhe um amor especial; por nosso corpo, oferecemos-lhe prostrações e cânticos; pelos bens exteriores lhe oferecemos sacrifícios, candelas, etc. Não oferecemos a Deus tudo isto porque Ele o necessite, senão para reconhecer que tudo recebemos d'Ele. E porque por tudo lhe damos graças, assim também lhe honramos com tudo.
-3 Dist. 9, q. 1, a. 3
Pedido de oração de emergência para a mãe do Bispo tradicional Charles McGuire, Dona Mary. Ela teve sérias complicações cardíacas e pode estar em suas últimas horas. - Padre Stephen McKenna
SEGUNDA-FEIRA DA OITAVA DA TRINDADE
A imagem de Deus no homem
I. Criou Deus o homem à sua imagem (Gn 1, 27).
O homem é em grande medida semelhante a Deus enquanto a natureza intelectual pode imitar a Deus em grande medida. Porém no que mais imita a Deus a natureza intelectual é em que Deus se conhece e se ama a si mesmo. Por conseguinte, podemos considerar desde três aspectos a imagem de Deus no homem:
Um, na aptidão natural que o homem tem para conhecer e amar a Deus; e esta aptidão reside na mesma natureza do espírito, que é comum a todos os homens.
Outro, em que o homem conhece atual ou habitualmente a Deus e o ama, ainda que de um modo imperfeito, e esta imagem surge da conformidade que dá a graça.
Terceiro, em que o homem conhece a Deus em ato e lhe ama perfeitamente; e esta é a imagem segundo a semelhança que dá a glória. Pelo qual, sobre aquilo: Gravada está, Senhor, sobre nós a luz do teu rosto (SI 4, 7), distingue a Glosa três classes de imagem; de criação, de restauração e de semelhança. A primeira se encontra em todos os homens; a segunda, unicamente nos justos; a terceira, somente nos bem-aventurados.
-S. Th., Iª. q. 93, a. 4
II. A imagem de Deus está principalmente em nós, quando em ato conhecemos e amamos a Deus. Pois a criatura intelectual se assemelha em grande medida a Deus por ser intelectual, já que possui essa semelhança sobre as demais criaturas e isto inclui a todas as outras.
Pelo que faz o gênero humano desta semelhança, mais se assemelha a Deus quando o conhece em ato que quando o conhece em hábito ou em potência, pois Deus é sempre inteligente em ato.
E quando o conhece em ato, se assemelha em grande medida a Deus, porquanto conhece ao mesmo Deus; E Deus conhece todas as outras coisas, conhecendo-se a si mesmo.
- Contra Gentiles, lib. III, cap. 23
Assim, pois, a imagem da Trindade se considera primária e principalmente na alma segundo seus atos, quer dizer, pelo conhecimento que temos pensando, e do que formamos o verbo interno, do qual prorrompemos em amor; secundariamente e como por consequência segundo suas potências e principalmente segundo seus hábitos, isto é, enquanto incluem virtualmente os atos.
-S. Th., Iª, q. 93, a. 7
III. A imagem de Deus no homem pode estar tão apagada que seja quase nula, como nos que não têm uso da razão; ou hem obscura e deforme, como nos pecadores; ou clara e formosa, como nos justos."
-S. Th., I, q. 93, a. 8, ad 3um
FESTA DA SANTISSIMA TRINDADE
Vinda da Trindade à alma
Não somente o Filho, senão também o Pai e o Espírito Santo vêm pela graça à alma humana e habitam nela, segundo aquilo de São João: Viremos a Ele, e faremos n'Ele a nossa morada (Jo 14, 23).
O Pai vem por seu poder, confortando-nos. Ele dá força ao fatigado (Is 40, 29), ao que acrescenta a Glosa: "força de crer e de agir".
O Filho vem por sua sabedoria, iluminando-nos, porque é luz verdadeira, que ilumina todo o homem (Jo 1, 9).
O Espírito Santo derrama em nós sua bondade, inflamando-nos em seu amor; porque o amor de Deus é a fonte de todo o bem. Ele se nos comunica de uma maneira soberana. Porém está cheio de suavidade em nós, quando nos alegra com o sabor interno de sua doçura. Por isso, sobre as palavras do Salmo (144, 9), Suave é o Senhor para com todos, acrescenta a Glosa: "porém principalmente para os que lhe provam". E São Bernardo explica: "Somente o Consolador é nosso hóspede, o Deus de caridade, o qual, ainda que nunca abandona aos justos para fazê-los merecer, com freqüência se ausenta, no entanto, e se abstém de consolá-los; aquilo é mais agradável, isto é, mais útil. Tem-se lhe, na verdade, por oculto, quando aquela suavidade possuída não toca a sensibilidade do coração. E assim como o povo israelita, quando ao princípio o Senhor lhe fez chover o maná, dizia admirado: Manhú?, que quer dizer: O que é isto? (Ex 16, 15), assim a alma devota se admira ao experimentar em seu interior a suavidade da bondade divina, porque não a há experimentado assim nas coisas criadas". Por isso diz Santo Anselmo: "Pensai qual seja aquele bem que contém o prazer de todos os bens, o qual não experimentais nas coisas criadas, pois o prazer destas difere daquele prazer como o Criador da criatura".
Ademais, a suavidade desta bondade não se pode expressar com palavras, nem se ensina com a língua senão com a graça. Darei ao vencedor maná escondido (Ap 2, 17), porque não é descoberto por nenhuma linguagem. Por isso diz São Bernardo: "Oh!, que quem está ansioso por saber que é provar do Verbo prepare, não seu ouvido, senão a alma, porque não é a língua a que o ensina, senão a graça".
Todavia, isto, sobrepassa a toda inteligência e a todo desejo, o qual é maior, porque sabemos muitas coisas que não expressamos; porém a suavidade da bondade divina é tão grande que não somente não podemos expressá-la com palavras, senão que ainda somos impotentes para buscá-la. Por isso diz o profeta: Lembrei-me de Deus, e senti-me cheio de gozo, meditei e o meu espírito desfaleceu (SI 76, 4). E São Bernardo nos explica que a inteligência não pode compreendê-lo senão quando tem a experiência.
Assim deve-se entender as palavras do profeta que diz: Maravilhosas as tuas obras. Perfeitamente conheces a minha alma (S1 138, 14), isto é, maravilhosos são o poder do Pai, a sabedoria do Filho, e a doçura do Espírito Santo, que fazem desfalecer a alma quando tenta conhecer a grandeza do poder, a profundidade da sabedoria e a abundância da doce suavidade.
- De Humanitate Chisti
SÁBADO DA OITAVA DE PENTECOSTES
Efeitos atribuídos ao Espírito Santo com relação às dádivas que Deus nos dá
I. O Espírito Santo é quem revela os mistérios secretos. Com efeito, é próprio da amizade revelar seus segredos ao amigo. A amizade é uma fusão de sentimentos; ela faz, por assim dizer, um só coração de dois corações, e parece que não tiramos do coração o que revelamos ao amigo. Por isso diz o Senhor aos discípulos: Não mais vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai (Jo 15, 15).
Se, pois, pelo Espírito Santo somos constituídos amigos de Deus, convenientemente se diz que os mistérios divinos são revelados aos homens pelo Espírito Santo. Por isso diz o Apóstolo: Está escrito: Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou no coração do homem, o que Deus preparou para aqueles que o amam; a nós, porém, Deus revelou-o por meio do seu Espírito (1Cor 2, 9-10).
II. Pelo Espírito Santo expressamos os mistérios divinos. O homem fala do que conhece; e é justo que pelo Espírito Santo o homem fale dos mistérios divinos, segundo aquilo do Apóstolo: O espírito fala coisas misteriosas (1Cor 14, 2), e São Mateus diz: Não sereis vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é o que falará em vós (10, 20). Por isso se diz no Símbolo acerca do Espírito Santo: que falou pelos profetas.
III. O Espírito Santo é quem nos comunica os bens divinos. Não somente é próprio da amizade revelar ao amigo seus segredos, por causa da união dos corações, senão que essa união exige também que tudo o que o amigo possua, o comunique a seu amigo. Com efeito, o homem considera ao amigo como outro eu, e é mister, por conseguinte, que lhe ajude como a si mesmo, dando-lhe participação em suas coisas. Por isso é próprio do amigo fazer bem ao amigo, segundo aquilo de São João: Se alguém que possua bens deste mundo vir o seu irmão em necessidade e lhe fechar o seu coração, como está nele a caridade de Deus? (1Jo 3, 17).
Isto sucede sobretudo com Deus, cujo querer é eficaz quanto ao efeito. Por isso se diz muito bem que os dons de Deus se nos são dados pelo Espírito Santo, como afirma São Paulo: A um é dada pelo Espírito a linguagem da sabedoria; a outro, a linguagem da ciência, segundo o mesmo Espírito, e depois de enumerar muitas outras coisas, acrescenta: Mas todas estas coisas as opera um só e o mesmo Espírito, repartindo a cada um como quer (1Cor 12, 8-11),
- Contra Gentiles, lib IV, cap. 21
IV. Cristo é a cabeça da Igreja, mas o Espírito Santo é o coração.
A cabeça tem uma superioridade manifesta sobre os demais membros exteriores; porém o coração tem certa influência oculta; por isso é comparado ao coração o Espírito Santo, que vivifica e une invisivelmente a Igreja; e o mesmo Cristo é comparado à cabeça por causa de sua natureza visível, segundo a qual, como homem, tem a preferência sobre todos os homens.
-S. Th., IIIª, q. 8, a. 1, ad 3um
Daqui umas terá uma Live do Sr. Diogo do católico Controvérsia católica.
SEXTA-FEIRA DA OITAVA DE PENTECOSTES
Descida e permanência do Espírito Santo
Vi o Espírito que descia... e repousou sobre Ele (Jo 1, 32).
A presença do Espírito Santo no Batismo de Cristo realizado por São João harmoniza-se com o batizado e o Batismo. Com o batizado, porque assim como o filho que procede do Pai manifesta o Pai, como diz o Evangelista: Manifestei o teu nome aos homens (Jo 17, 6), assim o Espírito Santo, que procede do Filho, manifesta o Filho, segundo se lê no Evangelho de São João: Ele me glorificará, porque receberá do que é meu (16, 14).
A presença do Espírito Santo se harmoniza com o Batismo, porque o Batismo de Cristo é a inauguração do nosso. Mas nosso Batismo é consagrado pela invocação da Santíssima Trindade, logo o que nós invocamos em nosso Batismo esteve presente no Batismo de Cristo: O Pai na voz, o Espírito Santo na pomba, o Filho na natureza humana.
Diz que descia. Porque existe um duplo espírito: o do mundo e o de Deus. O espírito do mundo é, efetivamente, o amor do mundo, que não procede de cima, mas antes, desde baixo ascende até o homem e faz descender a este; porém o espírito de Deus, quer dizer, o amor de Deus, descende de cima até o homem e o faz subir com Ele: Nós não recebemos o espírito deste mundo, mas o Espírito que vem de Deus (1Cor 2, 12).
Diz depois: e repousou sobre Ele, porque com a permanência se designa o descanso. E que o Espírito Santo não descanse em alguém se deve a duas causas:
Uma se deriva do pecado. Porque todos os homens, exceto Cristo, ou estão feridos pela chaga do pecado mortal, que afugenta o Espírito Santo, ou estão obscurecidos pela mancha do pecado venial, que impede algumas ações do Espírito Santo. Porém em Cristo não existiu nem o pecado mortal, nem o venial, nem o original. Pelo qual não foi inquietado nele o Espírito Santo, senão que repousou sobre Ele, isto é, descansou.
Outra causa é que as graças gratuitas nem sempre dão aos santos o poder de agir por elas; nem sempre têm os santos o poder de fazer milagres, nem os profetas o espírito de profecia.
Porém Cristo possuiu sempre o poder de realizar todas as operações das virtudes e das graças, e isto significa a expressão: repousou sobre Ele. E este foi o sinal apropriado para conhecer a Cristo. Repousará sobre Ele o Espírito do Senhor (Is 11, 2). Isto há de entender-se de Cristo enquanto homem.
- In Joan., I
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Promises of the Sacred Heart of Jesus
by Rev. Irenaeus Schoenherr, O.F.M.
God has always dealt with men in a way consonant with their nature--by drawing them to His Holy Will by promises of reward. It was so with His dealings with the chosen people under the Old Dispensation. It was the way of Christ in the New, promising even a hundredfold return for compliance with His desires. And so it is in the history of the revelation and propagation of the devotion to the Sacred Heart.
"That men might more readily respond to that wonderful and overflowing desire of love," wrote Leo XIII in his Encyclical Annum Sacrum (1899) on the devotion, "Jesus, by the promise of rich rewards, called and drew all men to Him." St. Margaret Mary in her writings insists again and again on the ardent desire of Christ to pour out blessings with a royal generosity on those who would honor His Divine Heart and return Him love for love.
These Promises of the Sacred Heart, in the form in which they are now popularly known and approved by the Church, far surpass in variety, universality and importance those attached to any other exercises of devotion in the Church.
They are addressed to all sorts of persons: to the fervent, the tepid, and the sinful. They embrace every condition of life: priests, religious, and seculars. They promise relief to the afflicted, strength to the tempted, consolation to the sorrowful, peace to the family, blessings in the home, success in our enterprises, mercy to the sinner, high sanctity to fervent souls, courage to the cold of heart. They promise power to the priest to soften the hardest hearts. They promise strength and courage on our death-bed, and tell us of the priceless gift of final perseverance and of a refuge in the Heart of Christ at the last moment.
What greater or more valuable favors than these could even the omnipotent and boundless love and goodness of the Sacred Heart bestow on us? These Promises help us to an understanding of the truth of St. Margaret Mary's glowing words: "Jesus showed me how this devotion is, as it were, the final effort of His love, the last invention of His boundless Charity."
1st Promise-- "I will give to My faithful all the graces necessary in their state of life."
The duties of our daily life are numerous and often difficult. God grants us in response to prayer and frequent reception of the Sacraments all the necessary graces for our state of life. There are also extraordinary graces which lie outside the usual action of God's Providence, graces that He gives to His special friends. These are more efficacious graces, more plentifully given to the clients of the Sacred Heart.
2nd Promise -- "I will establish peace in their homes."
"'Peace is the tranquillity of order, the se- renity of mind, simplicity of heart, the bond of charity." (St. Augustine) It was the first thing the Angels wished to men at the birth of Jesus. Our Lord Himself bade His disciples to invoke it: "Whatever house you enter, first say, 'Peace to this house!' " (Luke 10, 5) In the Heart of Jesus will be found the true peace, that makes the home the reflex and anticipation of our heavenly Home.
3rd Promise -- "I will comfort them in all their afflictions."
The desire to comfort the sorrowful is the mark of a noble and kind heart. The Sacred Heart is the most noble and generous of hearts, both human and divine. How does He console us? Not necessarily by freeing us from sorrow and affliction. He knows the priceless value of the cross--that we have sins to expiate. By His grace, He makes what is painful tolerable. "I am filled with comfort, I overflow with joy in all our troubles." (2 Cor. 7, 4)
4th Promise -- "I will be their secure refuge in life, and above all in death."
"One of the soldiers opened His side with a lance, and immediately there came out blood and water." (John 19, 34) Christ's side was opened to show that Divine Providence wished all men to find in His Divine Heart an assured refuge against the enemies of our salvation. In His Heart we can find protection, strength in our frailty, perseverance in our inconstancy, assured refuge in the dangers and toils of life, and at the hour of death.
5th Promise -- "I will bestow abundant blessings upon all their undertakings."
"God is love." He is ready to give His children abundant temporal blessings as long as they do not imperil our eternal interests. His "special" Providence protects and watches over those devoted to the Sacred Heart with peculiar love and tenderness. However, we should not be discouraged if our prayers for temporal favors are not always answered, for God always puts our eternal good before our temporal good.
6th Promise--"Sinners shall find in My Heart the source and the infinite ocean of mercy."
The Redemption is the immortal drama of God's mercy; and our Divine Redeemer is, as it were, God's Mercy Incarnate. "With the Lord is kindness and with Him plenteous Redemption." (Ps. 129, 7) On earth the Heart of Christ was full of mercy toward all. Now in His glorified humanity in heaven Jesus continues to show forth His boundless mercy, "always living to make intercession for us." (Heb. 7,25)
7th Promise -- "Tepid souls shall become fervent."
Lukewarmness is a languid dying state of the soul that has lost its interest in religion. The Holy Spirit expresses deep disgust for such a soul: "You are neither cold nor hot ... I am about to vomit you out of My mouth." (Apoc. 3, 15) The only remedy for it is devotion to the Sacred Heart, Who came "to cast fire on earth," i.e., to inspire the cold and tepid heart with new fear and love of God.
8th Promise -- "Fervent souls shall quickly mount to high perfection."
High perfection is the reward that Christ bestows on the fervent clients of His Divine Heart; for this devotion has, as its special fruit, to transform us into a close resemblance to our Blessed Lord. This is done by kindling in our hearts the fire of divine love, which, as St. Paul says, "is the bond of perfection." (Col. 3, 14) Through devotion to the Sacred Heart self-love will give way to an ardent zeal for His interests.
9th Promise -- "I will bless every place in which an image of My Heart shall be exposed and honored."
Religious pictures are a powerful appeal and inspiration. The Sacred Heart is an open book wherein we may read the infinite love of Jesus for us in His Passion and Death. He shows us His Heart, cut open by the lance, all aglow like a fiery furnace of love, whose flames appear bursting forth from the top. It is encircled with thorns, the anguishing smarts of unheeded love. May it ever impel us to acts of love and generosity.
10th Promise -- "I will give to priests the gift of touching the most hardened hearts."
The conversion of a sinner calls sometimes for extraordinary graces. God never forces the free will of a human being. But He can give actual graces with which He forsees the sinner will overcome the resisting attitude of the most obstinate sinful soul. This, then, is what occurs in the case of priests who are animated with great devotion to the Sacred Heart.
11th Promise -- "Those who promote this devotion shall have their names written in My Heart, never to be effaced."
This Promise holds out to promoters of devotion to the Sacred Heart a wonderful reward--they "shall have their names written in My Heart." These words imply a strong and faithful friendship of Christ Himself, and present to us "the Book of Life" of St. John: "I will not blot his name out of the book of life." (Apoc. 3, 5)
12th Promise -- "To those who shall communicate on the First Friday, for nine consecutive months, I will grant the grace of final penitence."
This Promise contains a great reward, which is nothing less than heaven. "Final perseverance is a gratuitous gift of God's goodness, and cannot be merited as an acquired right by any individual act of ours." (Council of Trent) It is given as the reward for a series of acts continued to the end: "He who has persevered to the end will be saved." (Matt. 10, 22)
History of the Devotion to the Sacred Heart of Jesus
Among the wonderful developments of sacred teaching and piety, by which the plans of the divine wisdom are daily made clear to the Church, hardly any is more manifest than the triumphant progress made by the devotion of the most Sacred Heart of Jesus. Very often indeed, during the course of past ages, Fathers, Doctors, and Saints have celebrated our Redeemer's love: and they have said, that the wound opened in the side of Christ was the hidden fountain of all graces. Moreover, from the Middle Ages onward, when the faithful began to show a more tender piety towards the most sacred Humanity of the Savior, contemplative souls became accustomed to penetrate through that wound almost to the very Heart itself, wounded for the love of men.
And from that time, this form of contemplation became so familiar to all persons of saintly life, that there was no country or religious order in which, during this period, witnesses to it were not to be found. Finally, during recent centuries, and most especially at that period when heretics, in the name of a false piety, strove to discourage Christians from receiving the most Holy Eucharist, the veneration of the most Sacred Heart began to be openly practiced, principally through the exertions of St. John Eudes, who is by no means unworthily called the founder of the liturgical worship of the Sacred Hearts of Jesus and Mary.
But, in order to establish fully and entirely the worship of the most Sacred Heart of Jesus, and to spread the same throughout the whole world, God himself chose as his instrument a most humble virgin from the order of the Visitation, St. Margaret Mary Alacoque, who even in her earliest years already had a burning love for the Sacrament of the Eucharist, and to whom Christ the Lord had very many times appeared, and was pleased to make known the riches and the desires of his divine Heart.
The most famous of these appearances was that in which Jesus revealed himself to her in prayer before the blessed Sacrament, showed her his most Sacred Heart, and, complaining that in return for his unbounded love, he met with nothing but outrages and ingratitude from mankind, he ordered her to concern herself with the establishment of a new feast, on the Friday after the octave of Corpus Christi, on which his Heart should be venerated with due honor, and that the insults offered him by sinners in the Sacrament of love should be expiated by worthy satisfaction.
But there is no one who does not know how many and how great were the obstacles which the handmaid of God experienced, in carrying out the commands of Christ: but, endowed with strength by the Lord himself, and actively aided by her pious spiritual directors, who exerted themselves with an almost unbelievable zeal, up to the time of her death she never ceased faithfully to carry out the duty entrusted to her by heaven.
At length, in the year 1765, the Supreme Pontiff Clement XIII approved the Mass and Office in honor of the most Sacred Heart of Jesus; and Pius IX extended the feast to the universal Church, From then on the worship of the most Sacred Heart, like an overflowing river, washing away all obstacles, has poured itself over the whole earth, and, at the dawn of the new century, Leo XIII, having proclaimed a jubilee, decided to dedicate the whole human race to the most Sacred Heart.
This consecration was actually carried out with solemn rites in all the churches of the Catholic world, and brought about a great increase of this devotion, leading not only nations but even private families to it, who in countless numbers dedicated themselves to the Divine Heart, and submitted themselves to its royal sway.
Lastly, the Sovereign Pontiff Pius XI, in order that, by its solemnity, the feast might answer more fully to the greatly widespread devotion of the Christian people, raised the feast of the most Sacred Heart of Jesus to the rite of a double of the first class, with an octave; and moreover, that the violated rights of Christ, the supreme King and most loving Lord, might be repaired, and that the sins of the nations might be bewailed, he ordered that annually, on that same feast-day, there should be recited an expiatory form of prayer in all the churches of the Christian world.
June, month of the Sacred Heart ❤️🔥
here some prayers for this month.
http://catholicharboroffaithandmorals.com/Devotions%20to%20the%20Sacred%20Heart.html

QUARTA-FEIRA DA OITAVA DE PENTECOSTES
Multiplicidade dos frutos que dimanam do Espírito Santo
São muitos os frutos que nos vêm do Espírito Santo.
1º Purifica dos pecados. A razão disto é que corres- ponde sanar a quem toca constituir.
A alma é criada pelo Espírito Santo, porque Deus faz tudo através D'Ele; pois Deus criou todas as coisas por amor a sua própria bondade. Amas tudo o que existe, e não aborreces nada do que fizeste (Sb 11, 25). São Dionísio diz: "O amor divino não permitiu que ele estivesse sem gérmen". Logo é necessário que sejam restaurados pelo Espírito Santo os corações dos homens destruídos pelo pecado. Se envias o teu espírito, são criados, e renovas a face da terra (Sl 103, 30). Não é de admirar que purifique o Espírito Santo, porque todos os pecados são perdoados por amor. São-lhe perdoados muitos pecados, porque muito amou (Lc 7, 47). A caridade cobre todas as faltas (Pr 10, 12).
2° Ilumina a inteligência, porque tudo o que sabemos o conhecemos pelo Espírito Santo, como diz o Evangelista: Mas o Paráclito, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, Ele vos ensinará todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos tenho dito (Jo 14, 26). E em outro lugar: A sua unção vos ensina todas as coisas (1Jo 2, 27).
3º Ajuda e em certo modo obriga a guardar os mandamentos. Porque ninguém pode observar os mandamentos de Deus sem amar a Deus. Se alguém me ama, guardará a minha palavra (Jo 14, 23). Logo o Espírito Santo nos faz amar a Deus. Dar-vos-ei um coração novo e porei um novo espírito no meio de vós; tirarei da vossa carne o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Porei em vós o meu espírito e farei que andeis nos meus preceitos, que guardeis as minhas leis e as pratiqueis (Ez 36, 26-27).
4° Confirma a esperança da vida eterna, porque Ele é como o penhor desta herança, segundo o Apóstolo: Fostes marcados com o selo do Espírito Santo que tinha sido prometido, o qual é o penhor da nossa herança (Ef 1, 13). Pois Ele é como as aras da vida eterna. A razão é que a vida eterna se deve ao homem, enquanto é filho de Deus; e chega a sê-lo fazendo-se semelhante a Cristo: mas se assemelha a Cristo enquanto tem o Espírito de Cristo, que é o Espírito Santo. Não recebestes o espírito de escravidão para estardes novamente com temor, mas recebestes o espírito de adoção (de filhos), mercê do qual clamamos: "Abba, Pai". O mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito, de que somos filhos de Deus (Rm 8, 15-16). E em outro lugar diz o mesmo Apóstolo: E, porque vós sois filhos, Deus mandou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! (Gl 4, 6).
5° Ensina qual é a vontade de Deus: Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas (Ap 2, 7). O Senhor deu-me língua de discípulo, para eu saber sustentar com a palavra o que está cansado: para que eu o ouça como discípulo (Is 50, 4).
-In Symbol.
TERÇA-FEIRA DA OITAVA DE PENTECOSTES
Propriedades do Espírito Santo
O Espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde Ele vem, nem para onde vai, assim é todo aquele que nasceu do Espírito (Jo 3, 8).
I. Quatro coisas se indicam aqui acerca do Espírito Santo:
1° Seu poder: O Espírito sopra onde quer. O livre-arbítrio de sua potestade inspira onde quer e quando quer, ilustrando os corações. Se fosse ministro do Pai e do Filho, não sopraria onde quisesse, senão onde lhe fosse ordenado.
2° A manifestação do Espírito Santo (Quando se diz: e tu ouves a sua voz). Há duas vozes do Espírito Santo: uma que fala interiormente no coração do homem, como diz o Profeta: Ouvirei o que o Senhor diz (Sl 84, 9). Outra com a que fala o Espírito Santo na Escritura, ou por meio dos pregadores, segundo o que se diz em São Mateus: Não sereis vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é o que falará em vós (10, 20). Esta voz a escutam também os infiéis e pecadores.
3° Sua origem, que é o oculto: não sabes donde Ele vem, ainda quando ouvis sua voz, e isto, porque vem do Pai e do Filho. Mas o Pai e o Filho habitam numa luz inacessível que ninguém viu nem pode ver.
4° Seu fim, que é oculto: nem para onde vai. Conduz a um fim oculto, quer dizer, à bem-aventurança eterna. Por isso se lhe chama prenda de herança. Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, etc. (1Cor 2, 9).
Ou não sabes donde Ele vem, isto é, de que modo entra no homem; nem para onde vai, quer dizer, a que perfeição o conduz.
II. Assim é todo aquele que nasceu do Espírito, que equivale a dizer: é como o Espírito Santo. Não deve estranhar-nos isto, porque no varão espiritual se dão as propriedades do Espírito Santo, do mesmo modo que no carvão em brasa se dão as propriedades do fogo. Existem efetivamente nele as quatro mencionadas propriedades do Espírito.
1º A liberdade, como diz o Apóstolo: Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade (2Cor 3, 17), porque o Espírito do Senhor conduz ao que é reto, e livra da servidão do pecado e da lei.
2° Toma sua manifestação o sinal pela voz de suas palavras; desde que se lhe ouve, se conhece sua espiritualidade. A boca fala da abundância do coração (Mt 12, 34).
3º Tem uma origem oculta e também seus fins, porque ninguém pode julgar o espiritual.
Ou não sabes donde Ele vem, o princípio de seu nascimento espiritual, que é a graça batismal; ou nem para onde vai, quer dizer, de que se faz digno, isto é, da vida eterna, que todavia está oculta para ti.
- In Joan., III