Não é o ponto de vista habitual. Normalmente discute-se os perigos para a sociedade e democracia trazidos pela IA, entre o ai slop, desinformação ou a ignorância disfarçada de sapiência por delegação de processos cognitivos e aprendizagem a chatbots. Mostra que os usos da IA são uma escolha pessoal e social. Não tem de ser catastrófica.
nostr:nprofile1qy2hwumn8ghj7un9d3shjtnddaehgu3wwp6kyqpqhfg3tsmmp7g3u5cw6mzg0n9andehmgel6jug486eppsr0rqx4a3qrq08dv ah, interpretei-te mal. A tecnologia que falas já existe: digitalização 3D com laser, lidar ou fotogrametria. Fazem-se coisas incríveis com preservação do património. A IA aqui também tem uma variante, com os algoritmos NeRF, mas os resultados são visualmente espantosos e maus em termos de objeto.
Apesar disto, na minha cabeça soa a música daquele anúncio "you wouldn't steal a car", que tínhamos de gramar sempre que víamos um filme em DVD (comprado ou alugado) (as gerações mais novas, pós-cloud, poderão achar inacreditável que houve um tempo em que inseríamos discos prateados em ranhuras para ver vídeos, ouvir música e aceder a dados, coisa de anciãos digitais). You wouldn't download a porcelain dog...
Chegar a casa e ver que o correio me deixou alimento para o cérebro. A Sh/fter é, neste momento, um dos melhores projectos de jornalismo e ensaio independente em Portugal, e merece todo o apoio. Pode ser lida online, mas nada como a edição quadrimestral em papel para apreciar estas reflexões sobre modernidade. RIP internet é o tema desta. A capa, está fabulosa, que estética incrível!

"Reduzir propinas? Seria "regressivo" porque "colocaríamos sociedade a pagar ensino dos que tiveram privilégio de o frequentar"". Diz-me que não conheces o conceito de sociedade sem me dizeres que não conheces o conceito de sociedade. Ou melhor, assume sem o dizeres que o teu conceito de vida em sociedade é estamos cá para cada um se safar o melhor que pode, e o objetivo de um curso superior é garantir meios de riqueza individual.
A luz do entardecer, o silêncio da estação, à espera do último comboio do dia na direcção de Lisboa. O edifício antigo da estação parece ter sido deixado para trás nas obras de renovação. Não há bilheteira, nem sequer automática, ou outras indicações do que uns horários impressos e colados ao abrigo. As casas de banho estão entaipadas (bem, para os homens a coisa resolve-se nos arvoredos, mas estamos no século XXI, há soluções mais adequadas do que arbustos).

Dediquemo-nos às letras (e estas, têm de ser degustadas muito devagar, para se sentir toda a força deste texto milenar).

Aceder a uma prova digital é abismal. Não é possível que todos os alunos acedam em simultâneo, há sempre os que não conseguem, a latência da ligação deixa-os pendurados, ou a plataforma dá erros. Isto significa que a concentração do aluno com problemas se perde, por nervos, mas também distrai os restantes alunos em sala.
Ao fim de três anos de provas digitiais, penso que a ideia é excelente, mas esta implementação está mal feita, agudiza desigualdades e não é equitativa.
No entanto, insistem.
Aplicar uma prova digital é um pesadelo logístico. Não é, ao contrário do que vendem nos media, "os meninos trazem o computador, ligam-se e fazem a prova". Temos de garantir que os computadores estão funcionais, que a aplicação de prova está instalada, que há solução para quem não tem computador (e ainda uma folga porque sabemos que murphy é implacável e convém ter sempre solução para o inesperado).
O que isto implica: para além dos alunos estarem sem saber se passam para o secundário ou não, atrasa os restantes processos que estão a jusante destes resultados - provas de 2ª fase, certificação de conclusão do ensino básico, matrículas no secundário.
Já para não dizer do tempo desperdiçado por parte dos elementos de secretariado de exame que estão nas escolas à espera (há três dias que nos dizem "vai sair durante a manhã".
Mais um dia passado à espera dos resultados das provas finais de nono ano, suspeitando que não será hoje que haverá resultados. Não se sabe exatamente o que se passa, correm relatos de itens não corrigidos, e sai a notícia de 15 escolas onde aos alunos que tiveram problemas na realização da prova lhes é pedido que a voltem a realizar em época especial.
O que se sabe: os resultados deveriam ter chegado às escolas segunda, para saírem em pauta na terça.
Rescaldo do XXIV Encontro das TIC na Educação. Perdoem- me estar a ser chato, mas estes foram os momentos muito recompensadores do meu workshop. Mãos no ar, porque está a funcionar (e não estamos a usar ferramentas de hiper novidade, isto já existe há uns aninhos, é quase deprimente só agora estar a brincar com elas). Se houver alguma repetição, já sei que lhe vou mudar o título para "Mãos ao Ar: criar jogos com IA não-generativa". Ou outras partes do corpo, apenas proibi o uso do dedo médio.


A praia de ontem. Aproveitar a tarde aberta do Lab Aberto para experimentar, com sucesso parcial, controlar actuadores via microbit através dos inputs da IA de uma huskylens (parcial porque co'a breca, que não consigo ensinar a placa a reconhecer diferentes ids de objetos, o que supostamente é fácil). O divertido: o filho de um dos membros do Lab surripiou-me a engenhoca e construiu este outpost defensivo do Império, com um stormtrooper que roda e "dispara" sempre que a husky deteta pessoas.


No final de uma semana de vagas de calor. Primeiro dia em que consigo sair da escola a horas decentes. Sair da Venda do Pinheiro sob sol abrasador a pensar no bem que vai saber dar um mergulho no mar. Chegar a S. Julião e isto.
Oeste nunca desilude.
(Eu sei que a malta daqui não gosta de ser qualificada como Oeste, mas para chegar à Ericeira não rumam nem a norte, nem a sul, nem a leste...)

Terminaram as aulas e nas escolas os professores são orientados para as tarefas de férias, essencialmente de gestão e administrativas. Também são necessárias. Enquanto outros grupos na minha escola definham em tarefas burocráticas (sai mais uma enésima revisão aos critérios de avaliação e replanificar o que sempre se fez), um dos grupos de trabalho que coordeno está assim.

Vivo num concelho onde as autárquicas vão ser boas para comer pipocas. Temos um eterno número dois que foi promovido a presidente quando o anterior foi promovido a eurodeputado e largou o município. Este eterno número dois achou que estava na hora de ser número um, mas viu o seu partido renegar-lhe a candidatura a favor de outro homem do partido. Em vez de acatar, decidiu lançar uma candidatura independente. E os caldos entornaram-se, as comadres zangaram-se.
Modo lifegoal unlocking: ser uma criança crescida que mete outras crianças crescidas a fazer gestos para o ecrã para meter bonecada a mexer. Por razões óbvias, não está autorizado o uso do ponto de referência middle finger. Preparando a sessão no XXIV Encontro das TIC na Educação: EDUCAÇÃO DIGITAL DA ESCOLA PARA A VIDA, Leiria 10 e 11 de julho de 2025 - 9h30 às 17h30


Cara de quem ainda não sabe que vai levar uma picadela. #dogsofmastodon

Podia habituar-me a isto, penso ao ver chegar o final de uma sequência que começou com navalhas e passou por vieiras. Vai-se a rebolar para baixo, mas hey, é a descer.

Não sei se me sinto ofendido, se adotado.
A Estrella é uma tradição.
E nada ofendido, estou habituado a ouvir o meu nome assassinado em várias línguas estrangeiras, sempre me ri com isso.
Os italianos são os piores: àrtuuuuró!

Hoje, os alunos do clube de robótica realizaram um rigoroso exame aos visitantes meninos e meninas do 4° ano de Santo Estêvão das Galés, Milharado e Póvoa da Galega. Com ajuda da IA (não generativa) testaram se eram ou não humanos. Todos passaram (até eu) no teste.
Havia mais para descobrir: impressão 3D, robótica, realidade virtual, pixel art, e claro, os nossos clássicos Anprinos desenhadores. Logo de manhã, já as funcionárias perguntavam se não nos íamos esquecer dos robots que desenham.




Terminou por este ano letivo o que mais gosto, desafiar os alunos (e a mim) a fazer brincadeiras giras com tecnologia na aula. Resta o verdadeiramente chato - a tediosa praga de reuniões; o necessário - preparar as infraestruturas da escola para um novo ano; e o interessante - estudar e experimentar novas ideias para projectos. Para este último é sempre preciso inventar tempo, claro.

"Eu sei que são seis da manhã, mas venho aqui falar contigo para te sensibilizar sobre a importância de um bom passeio matinal, e de me abrires uma latinha para o pequeno almoço. Vá, presta atenção porque o que te digo é muito importante".
#dogsofmastodon

nostr:nprofile1qy2hwumn8ghj7un9d3shjtnddaehgu3wwp6kyqpq5k65w7vmnm354lx4t4p35w2hzujewhacmxg404rsm9zgejfp9hmstjrxep eu tenho de tirar três zeros...
Podia terminar a última semana de aulas a deixar os miúdos jogar no telemóvel ou a preencher fichas de auto-avaliação que ninguém lê. Preferi desafiar os alunos a programar uma luta de robots. Não concebo melhor auto-avaliação do que vê-los a afinar o código para o robot andar melhor :)

