Qual foi até agora o seu comportamento com Deus e com as pessoas mais próximas a você?
Marco Aurélio frequentemente questionava-se sobre isso, buscando alinhar sua conduta com a máxima “não seja injusto com ninguém nem em seus atos nem em suas palavras”.
Em suas palavras:
“Lembre-se também das coisas pelas quais passou e daquilo que pôde suportar. Recorde-se de que a história da sua vida desde já está completa e suas tarefas realizadas; recorde-se de quantas coisas nobres se ocupou, quantos prazeres e dores experimentou, quantas glórias deixou escapar, com quantos indivíduos ignorantes, imprudentes e ingratos praticou a benevolência.”
Meditações diárias: 06 de mar. de 2025, 18:15 p.m.
Já refletiu que não levará muito tempo para que sejamos cinzas ou um esqueleto, e um nome ou nem sequer um nome? E o nome, porém, é um ruído e um eco, que rapidamente se esfarela no tempo?
Quanto às coisas as quais no decorrer de nossa existência gozam de elevado apreço, que não passam de coisas vãs que se deterioram, insignificâncias, pequenos cães que se mordem, disputas vazias e sórdidas, crianças que riem para logo depois chorarem?
E no que se refere a confiança e a boa-fé, o pudor, a justiça, a integridade e a sinceridade, que estas ecoam por toda eternidade; retiram-se para o Paraíso, se distanciando desta Terra de vastos caminhos?
O que, afinal, nos retém aqui, a considerar e efemeridade das coisas mundanas? E o que fazer diante disso? Creio firmemente que:
1. Vivamos cada instante em toda sua totalidade, reconhecendo que não há nada com que precisemos nos preocupar que não seja o aqui e o agora; que a satisfação que buscamos no futuro, já temos neste momento.
2. Façamos bem aos seres humanos, suportando-os com perseverança e deles não nos afastando; e construamos boas obras.
3. Lembremos que tudo aquilo que vemos de externo à nossa carne ou à nossa vida, em um nível mais profundo, é parte de nossa carne e a mesma vida que há em nós.
Inspirado em um aforismo de Marco Aurélio (121 - 180 d.C.), em sua obra Meditações.
Ser um com Deus.
É um com Deus a pessoa que a Ele revela continuamente a própria alma em contentamento diante daquilo que lhe foi destinado, realizando plenamente a Sua vontade – que é a inteligência e a razão de cada um.
– Marco Aurélio (121 - 180 d.C)
Todos nós temos um talento singular e uma maneira singular de expressar esse talento.
Há uma lacuna no Universo que clama por ser preenchida pelo nosso talento e nossa forma única de expressá-lo; uma necessidade que só eu, só você, pode satisfazer.
Este é o nosso propósito supremo.
O que aconteceria se as informações que consumimos diariamente fossem tão nutritivas quanto uma refeição saudável?
Passei de uma rotina de dopamina barata para uma alimentação rica em ideias profundas — e a diferença está sendo notável.
Uma dieta seletiva e equilibrada de informações está clareando minha mente, reduzindo a ansiedade e estimulando a criatividade.
Te convido a testar em sua vida. Anote suas principais fontes de conteúdo. Substitua informações negativas e superficiais por positivas e profundas. Perceba os resultados em sua felicidade e produtividade.
Nada que vem de fora de nós tem poder sobre o que acontece dentro de nós.
Toda reação interna é tão somente um produto de nossos julgamentos. As próprias coisas não têm, de modo algum, capacidade de mover sequer um átimo em nosso ser. Com efeito, tudo o que chega até nós no mundo serve para revelar aquilo que nos falta dentro.
Do lado de fora, podemos apenas encontrar à nos mesmos, sempre. Todo mal vem a serviço do bem.
Reflexão extraída da seguinte passagem de Marco Aurélio:
“As próprias coisas não têm, de modo algum, contato com a alma, não têm ingresso na alma, nem têm o poder de mudar ou mover a alma; só ela muda e move a si mesma; ademais, os acidentes são do prisma dela, o produto dos julgamentos que ela considera dignos de si mesma.”
Já parou para refletir que nossa alma se tinge das ideias consumidas?
Recentemente, mergulhei nas palavras de Marco Aurélio e descobri uma verdade atemporal: os pensamentos frequentes em nossa mente determinam a qualidade do nosso ser.
Em tempos de fast food digital, achei essa passagem mais urgente do que nunca.
Ao filtrar conscientemente nosso consumo, a nossa inteligência se transforma — e com ela, nossa alma. E se trocássemos o ruído digital por melodias que clareiam o nosso sonho?
O que estou fazendo é:
Reservar um tempo fixo para consumir apenas informações de qualidade;
Criar um filtro mental para selecionar conteúdos que me elevem e evitar os drenadores de energia;
Exercitar a auto-observação, mantendo-me atento à qualidade das ideias e dos pensamentos cultivados em meu interior.
Te convido a ler a nova newsletter do Dreamer’s Club, onde vou mais a fundo nesta reflexão de Marco Aurélio e falo sobre como ela mudou a forma como consumo informações na internet. Acredito poder lhe servir.
https://diegogoncs.substack.com/p/a-licao-de-marco-aurelio-que-mudou?r=4knmke
“A convicção de que existe uma realidade fora de você fez do mundo seu chefe. Hipnotizado pelo reflexo no espelho, você ainda procura a segurança nos olhos dos outros.”
— Dreamer, A Escola dos Deuses
O mundo lá fora é como uma grande tela na qual projetamos o filme que transmitimos dentro de nós; nosso eu interior mais profundo e sincero.
O universo inteiro, em conjunto, se desenrola e se adapta ao nosso ser neste instante – e nós somos este instante.
O que são as coisas que a maioria ordinária dos indivíduos considera boas?
Marco Aurélio diz que, se alguém considera como bens autênticos a sabedoria, a honra, a moderação, a justiça, a bravura, a integridade, não conseguirá compreender a seguinte frase: “Sob o domínio dos bens”.
No entanto...
Se essa pessoa concebe como bens aquilo que para a maioria ordinária das pessoas consideram como tais – redes sociais, drogas, bebidas, comparação, inveja, fofoca, apostas, pornografia, vício em dopamina barata – entenderá e facilmente admitirá, como é dito apropriadamente, a frase acima.
Assim, toma cuidado em conceder apreço e estimar como bens as coisas que, sob um adequado exame, merecem a crítica de que o excesso de abundância rouba o espaço do conforto; para não viver sob o domínio delas.
Meditação diária: 19 de fev. de 2025, 12:10 p.m.
— Meditações, Marco Aurélio
Nada nos falta. Neste instante, temos tudo.
Marco Aurélio, em sua obra Meditações, diz que devemos buscar tranquilidade nas seguintes ideias:
Uma é que nada ocorrerá que não seja em conformidade com a vontade de Deus. Outra é que não é possível fazermos nada que contraria a Deus.
De forma mais simples, não existe nada no mundo que não esteja tão perfeitamente adequado à nossa vida quanto a vontade de Deus para esta determinada estação.
Com efeito, neste instante, nada nos falta: temos tudo o que precisamos ter e sabemos tudo o que precisamos saber para cumprir a vontade Dele e, quando o tempo for oportuno, teremos mais e saberemos mais – assim como um pai que aguarda pacientemente pelo amadurecimento de seu filho para dar-lhe todos os presentes desejados.
Meditações diárias,
18 de fev. de 2025, 11:46 a.m.
Segundo Marco Aurélio, são duas as razões que nos levam à necessidade de suportar o que nos acontece.
A primeira é que esse acontecimento foi gerado para nós e prescrito para nós desde o princípio na trama das causas mais antigas. A segunda é que aquilo que acontece a cada um em particular constitui causa da boa trajetória, da perfeição de Deus e da persistência do universo regente.
Em palavras mais simples, quando nos mostramos descontentes com algum acontecimento que nos atingiu, estamos negando aquilo que Deus decidiu ser o ideal para determinada fase de nossa vida.
Resistimos a um fato que já aconteceu e nos apegamos a ele. Isso obstrui o fluxo natural da vida, gerando assim, inevitavelmente, dor e sofrimento.
A única forma verdadeira de mudança vem da completa aceitação do aqui e do agora, em toda a sua totalidade, em todas as suas particularidades.
Quando observamos a nós mesmos e harmonizamos dentro de nós toda e qualquer resistência ao que é, nos elevamos a um estado superior de ser que nos permite agir ao invés de reagir e, a partir de então, criar novas possibilidades.
Meditações diárias - 17 de fev. de 2025, 19:03 p.m.
O tempo é como um caminho neblinoso que nos impede de enxergar a verdade que há no final dele:
Que todo mal vem à serviço do nosso bem. Que todo fracasso possui uma semente de sucesso equivalente. Que cada evento é um efeito cuja causa se encontra dentro de nós mesmos.
Como podemos julgar se um acontecimento que nos atingiu é bom ou ruim olhando somente com as lentes do presente? Isso é muita inocência.
Aqui está uma reflexão de Marco Aurélio que vai mudar a sua forma de pensar sobre isso:
"Lembra-te de recorrer ao seguinte princípio em todas as situações que te levarem à aflição: isto não é infelicidade, podendo ser felicidade se a suportar nobremente.”
Há uma grande dificuldade no ser humano em observar os eventos que lhe acontecem sob uma perspectiva superior: reconhecendo que nada possui um valor intrínseco, exceto aquele que ele mesmo atribui às coisas.
Tudo é o que é.
Quando aceitamos todas as situações, eliminamos a dor e o sofrimento causados pelo vício mental da dualidade – bom ou mau, positivo ou negativo, sucesso ou fracasso – e percebemos que, por trás de tudo, há somente o Bem Supremo e a Ordem que rege tudo e todas as coisas.
Desta forma, abrimos espaço para que algo novo entre em nossa vida.
"Observa atrás de ti o infinito do tempo e adiante de ti outro infinito. E no que diferem neles o indivíduo que viveu três dias e aquele que viveu três eras?"
Para mim, o impacto que este causou em sua geração as boas obras que o mesmo deixou para as próximas.
A forma é temporária: tudo logo morre ou se transforma em coisas semelhantes que a sucedem.
“Convém considerar sempre as coisas humanas como efêmeras e de escasso valor: ontem um pouco de ranho, amanhã um corpo embalsamado ou cinza. Percorre, portanto, esse curto período de tempo em harmonia com a natureza e encerra teus dias serenamente a imitar uma azeitona que cai quando madura, a louvar a terra que a fez nascer e a agradecer à árvore que a produziu.” — Marco Aurélio
De fato, tudo mudou quando passei viver desta forma, caminhando em harmonia com a natureza, iniciando e encerrando meus dias com gratidão e serenidade, agradecendo por tudo que tenho, por tudo o que sou e por tudo que estou me tornando, dia após dia.
Meditações diárias,
11 de fev. de 2025, 13:06 p.m.
Você já parou para pensar como a maior parte daquilo que falamos e fazemos é desnecessária?
Semana passada, enquanto eu estava mergulhado nas densas páginas de Meditações, a seguinte reflexão de Marco Aurélio ficou encravada em minha mente:
“Executa as poucas coisas necessárias se pretendes atingir a alegria.”
De fato, quando eu eliminei as coisas desnecessárias que ocupavam a maior parte do meu tempo, passei a ter uma margem muito maior para lazer e fiquei muito mais tranquilo para direcionar a maior fatia da minha energia diária para as poucas coisas que realmente importam em minha vida.
Essa reflexão fixou tão forte na minha mente que escrevi uma newsletter completa sobre esse assunto, onde eu contei como aplico essa ideia na minha vida e como ela transformou os meus resultados de uma forma extraordinária.
Caso tenha interesse em ler esta newsletter, basta clicar no link da minha bio e acessar meu Substack.
"Sê semelhante ao promontório no qual as ondas se chocam ininterruptamente, que, porém, permanece firme e acalma o ímpeto das águas que o circundam."
A qualidade mais elevada de um homem é a firmeza frente às adversidades que o circundam.
Permaneça firme quando as águas forem turbulentas, lembrando-se sempre de que tu és como o mar: na superfície, as águas são agitadas e turbulentas; em suas profundezas, por outro lado, nenhuma agitação da superfície pode abalar a eterna e sempre serena calmaria e segurança que lá podes sempre encontrar e se refugiar.
Meditações diárias - 07 de fevereiro de 2025, 16:13 p.m.
"Acolhe prontamente tudo o que te acontece, mesmo quando o julgues mais amargo, porque tudo isso conduz à saúde do mundo e ao caminho sem obstáculos. A propósito, isso não teria se produzido para alguém se não fosse do interesse do universo, e a natureza, que não atua ao acaso, nada traz que não corresponda àquele que se encontra sob seu governo."
Minha interpretação deste registro de Marco Aurélio é que tudo o que nos acontece já foi há muito antes prescrito, de forma a corresponder ao nosso destino e criar harmonia entre aquilo que somos e aquilo que nos acontece.
No livro A Escola dos Deuses, o personagem Dreamer aponta os eventos e circunstâncias externas como estados de ser solidificados e manifestados no tempo. Sendo assim, tudo o que chega até nós funciona como um remédio, indicando uma via de cura até o local onde todos os eventos e circunstâncias de nossa vida são criados e decididos: em nosso ser e estados internos.
A forma como eu aplico isso em minha vida é, sempre que sou atingido por algum evento, me faço a seguinte pergunta:
“O que em mim projeta isto?”
Essa atitude evita com que eu reaja ao mundo e coloca em minhas mãos a responsabilidade por cada circunstância da minha vida, reconstituindo o meu direito de criar a realidade que desejo viver — o que, para mim, é inegociável.
Meditações diárias - 06 de fevereiro de 2025, 20:27 p.m.
Estou substituindo minhas velhas ideias por uma nova verdade:
Nada é externo.
Tudo depende de mim. Não existe nada que eu possa receber do externo – nem sucesso, nem dinheiro, nem saúde – e não há qualquer inimigo fora de mim para combater; o único antagonista da minha vida, é interno.
O mundo, com todos os seus acontecimentos, é criado pelos meus pensamentos. Também os pensamentos destrutivos criam; sou criador também da negatividade.
Em vez de reagir ao mundo que eu mesmo crio, seguirei o rastro ainda quente dos eventos e, assim como um quebra-cabeça, vou remontar os estados que o geraram, circunscrevê-los e eliminá-los; assim criando, a partir de mim, uma realidade cada vez mais sadia, leve e próspera.
Vou compartilhar aqui na internet os resultados produzidos por essa filosofia em minha vida ao longo do tempo.
Meditações diárias.
05 de fevereiro de 2025, 20:03 p.m.