Uma das ideias centrais do protestantismo (e todas as suas decorrências, como os "evangélicos") é justamente o desrespeito e ausência de hierarquia.
A revolução protestante, onde se deu o início disso, foi uma revolta contra o Papa (Lutero tinha asco do Sumo Pontífice) e de toda a hierarquia eclesiástica.
Para os protestantes, todo cristão é sacerdote, razão pela qual não há a necessidade de sacramentos para se salvar, nem de nenhuma intercessão dos santos (sola Christus), qualquer um pode interpretar a bíblia sozinho (sola scriptura), não há merecimento na salvação (sola gratia), não há necessidade de obras, mas somente de fé (sola fide) e não há necessidade de devoção e veneração aos Santos (soli Deo gloria).
Veja que todos os pontos são contrários a qualquer espécie de obediência hierárquica.
Cada cristão pode até fundar a sua própria igreja (seita), ter seus próprios sacramentos, interpretar a bíblia por si próprio etc.
A negação da Tradição e da hierarquia funda o protestantismo. É o "não servirei" luciferiano repetido, como todas as outras heresias.
Desse modo, natural que ocorre precisamente o que você está relatando.
Veja outros vídeos do Frei. São ótimos para a educação católica.
Salve Imaculada!
Frei é sedevacante e não reconhece o Bergoglio como Papa verdadeiro.
Disse Satanás.
Nenhum Católico segue a Bíblia.
Seguimos Nosso Senhor Jesus Cristo e os ensinamentos Dele e de Sua Santa Igreja.
A Bíblia faz parte desses ensinamentos.
Ela é um meio, não um fim.
A heresia Ariana já foi combatida. Seja anátema!
Salve Maria Imaculada!
Salve Cristo Rei!
Claro, o correto é ser submisso e SUGAR o Lule e a Janje.
Deus abençoe sua conversão à verdadeira Igreja!
Bem-vinda de volta.
Salve Maria Imaculada!
Assim como Lúcifer, a frase da mulher moderna é "Não servirei".
Nossa Senhora, porém, se torna Rainha do universo ao dizer "Eis aqui a serva do Senhor".
O estado comunista brasileiro já deixa o aborto e pelo SUS.
É só chegar em um hospital público e dizer que foi estupro ou apresentar um atestado médico de "risco para a gestante".
Faz na hora sem qualquer autorização judicial.
O objetivo é não haver nenhuma moral e o mundo se tornar uma grande Sodoma, mas precisa esperar as pessoas se acostumarem com a ideia.
Por exemplo, o divórcio era proibido, depois houve um semidivorcio, depois a igualdade de filho bastardo com legítimo, depois o divórcio sem culpa, o fim do crime de adultério e hoje nem notificação do outro cônjuge precisa, além de ser muito vantajoso pra mulher divorciar.
Tem que ser gradual. Não há conflito e a vitória deles nem parece uma vitória.
Daqui a pouco, por exemplo, a pedofilia vai ser legal. É só deixar a sociedade aceitar e espalhar o veneno nela de que isso é normal.
E seremos uma grande Sodoma.
Professor Olavo passou a missão de ajudar nisso para seus alunos.
Recolocar Jesus Cristo, a Sabedoria, como o centro da cultura e da vida do brasileiro.
"Quem tem padrinho não morre pagão."
**O novo dicionário jurídico brasileiro (de acordo com o STF)**
*Artigo de Desirée Peñalba publicado em 30/08/2025 na Gazeta do Povo*
Algumas palavras parecem ter mudado de sentido da noite para o dia. Na prática jurídica do STF atual, termos antes consolidados ganharam novas interpretações.
Esta lista de verbetes busca traduzir com leveza o denso cenário político e judicial do país. Por vezes é preciso legenda para entender como o STF interpreta a lei.
Atenção: o texto é carregado de ironia.
**Ataques às instituições democráticas**
Antes, seria fechar o Congresso e derrubar a ordem constitucional. Hoje, basta um meme ou um tweet irônico para configurar o ataque.
**Atos antidemocráticos**
Censura? Perseguição de opositores políticos? Fechamento do Congresso? Não. Antidemocrático é rezar o Pai-Nosso ou o hino nacional em praça pública com camiseta verde e amarela. Cumpridos os três requisitos, então, é ato antidemocrático na certa.
**Atos preparatórios**
Na velha doutrina, são planejamentos ou ações iniciais sem força de crime consumado. Raramente geram punição. No Brasil reinventado, “ato preparatório” já rende indiciamento, prisão preventiva e manchete no jornal. Se você já tem uma bandeira do Brasil no armário ou pesquisou passagem para Brasília, cuidado: já entrou na fase de conspiração.
**Acesso aos autos**
Um direito elementar da defesa que no novo dicionário jurídico é privilégio da imprensa. Agora é “justiça surpresa”: descubra do que está sendo acusado pela TV ou só no dia da sentença.
**Batom**
O cosmético em forma de bastão não é mais instrumento de maquiagem feminina. É arma perigosa. Sobretudo se usada para escrever em uma superfície lavável. Assim como a presunção de uso de arma para quem tem porte, uma mulher que porta um batom também tem a alta periculosidade presumida. Vide o caso de Débora Rodrigues.
**Bolsonarismo**
No novo dicionário, deixou de ser movimento político para virar sinônimo universal de crime. Serve para qualquer coisa: golpe, fake news, organização criminosa, atentado contra a democracia. Até vendedor de algodão doce em manifestação já pode ser acusado de “bolsonarismo”. Está quase entrando no Código Penal como crime tipificado.
**Censura**
Nos livros de história, era um regime autoritário proibindo jornais e artistas de se manifestarem. Hoje, foi rebatizada de “moderação de conteúdo”. Não é censura, é proteção da democracia. O detalhe é que a tesoura só corta em um sentido: criticar decisões arbitrárias é censura; bajular o governo é liberdade de expressão plena.
**Crime contra a soberania**
No novo glossário, crime contra a soberania é um slogan para fingir que o regime está governando bem, quando não está. Mesmo se não houver soberania em milhares de territórios brasileiros em que o crime organizado já tomou conta, quem atenta contra a soberania são apenas opositores ao governo Lula que articulam fora do Brasil uma solução para restaurar a normalidade democrática.
**Crime de golpe de Estado**
Na história, sempre envolveu autoridades, planos bem articulados e, no mínimo, uma tomada de poder. O “golpe de Estado” de hoje é tão acessível que até aposentados e moradores de rua são considerados “golpistas”.
**Crime impossível**
Nos manuais, era aquele que não tinha como ser consumado — como aplicar um golpe de estado usando batom. Mas, agora, crime impossível é apenas um detalhe irrelevante: se você imaginou, questionou ou aventou, já é culpado.
**Crime tentado**
Era quando o sujeito queria cometer um delito, mas foi impedido pelas circunstâncias. Hoje, crime tentado é sinônimo de pensamento suspeito. Não importa que nada tenha acontecido — se um ministro achar que você cogitou, já é crime. É a consagração da “jurisprudência Minority Report”: punir antes que aconteça. É o caso da nova lei contra o Estado Democrático de Direito. A imaginação já é punível. Nem George Orwell sonharia tão alto.
**Competência constitucional do STF**
Era aquilo delimitado pela Constituição, claro e restrito. Mas, reinterpretado pela toga criativa, virou competência universal: o Supremo pode legislar, governar, punir, investigar, censurar, interpretar, filosofar e até criar novos direitos e crimes.
**Corrupção**
Antes significava desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito. Hoje é um conceito seletivo: se o réu for aliado do Supremo, é “erro administrativo”; se for desafeto, é o maior escândalo da história nacional.
**Delação premiada**
Criada como instrumento para desvendar crimes graves, agora é a máquina de moer inimigos. Funciona assim: o acusado fala o que os investigadores querem ouvir, ganha redução de pena e, de quebra, fornece manchetes prontas. Não importa a veracidade, não importa as contradições, importa a conveniência. A delação premiada virou o delivery da acusação: você pede, o delator entrega.
**Democracia**
Em tese, governo do povo, pelo povo e para o povo. No dicionário jurídico contemporâneo, é governo do Supremo, pelo Supremo e para o Supremo. A democracia virou uma boneca de porcelana: frágil, intocável e guardada a sete chaves, mas usada como escudo sempre que alguém ousa discordar.
**Desinformação massiva**
Qualquer opinião que discorde da versão oficial do regime. Publicar dúvida é espalhar desinformação; levantar questão é crime de lesa-pátria. A verdade deixou de ser um valor absoluto: agora é um carimbo de cartório, só emitido pelo Supremo.
**Dever de cooperação das plataformas**
Conceito novo e brilhante: significa que empresas privadas precisam virar extensão da polícia política. Se a ordem for apagar uma conta que não cometeu crime algum, a plataforma de rede social deve cooperar — e sorrir, sob pena de multa astronômica.
**Dever de proteção da ordem constitucional**
Senha mágica para justificar qualquer medida arbitrária. Garantir a ordem virou desculpa guardada na manga, usada como um curinga para qualquer jogada autoritária.
**Estado Democrático de Direito**
Antigamente significava que todos eram iguais perante a lei. Hoje quer dizer que alguns são menos iguais do que outros. O Estado é democrático, desde que você pense, fale e escreva de acordo com a cartilha do regime. O direito é garantido, a não ser que contrarie as convicções pessoais de Suas Excelências.
**Fake news**
Qualquer informação que contrarie a versão oficial do Supremo ou do governo. Se um ministro que foi gravado em um palanque dizendo “derrotamos o Bolsonarismo” alegar que não disse isso, então ele não disse. Propagador de “fake news” é quem espalha o vídeo.
**Foro privilegiado**
Instrumento de controle político por parte dos ministros para que parlamentares cujo foro reside no STF sigam a cartilha dos ministros. Acima da decisão do STF não tem recurso. Contrariou o STF, sua vida acabou. Quem mandou entrar na política?
**Gravidade concreta da conduta**
O termo agora é subjetivo. Pelo olho de um ministro, se ele achou grave, é grave. Um exemplo é a decisão do ministro Flávio Dino. "Pouco importa se a pessoa tinha ou não uma arma de fogo ou uma arma branca, o que importa para fins de debates da classificação jurídica é que o grupo era armado", escreveu ele em seu voto para defender a tese jurídica de que o grupo que praticou atos de vandalismo no domingo do dia oito de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes estava armado e era suficientemente perigoso para dar um golpe de estado.
**Interferência indevida nos Poderes**
Na doutrina tradicional, significava um poder invadir a competência do outro, desrespeitando a separação harmônica. Hoje, o STF tem “salvo conduto” na interferência dos Poderes. Quando o Legislativo legisla ou fiscaliza o Executivo, está invadindo a competência exclusiva do STF. O Judiciário não só legisla como justifica o ato com a desculpa de que está “suprindo a omissão legislativa”.
**Imunidade parlamentar**
Os constituintes de 1988 imaginavam que seria uma blindagem contra abusos, para garantir o livre exercício do mandato. Ingênuos! A imunidade parlamentar agora é um benefício condicional: só vale se o deputado votar com o governo e elogiar o STF. Caso contrário, a imunidade é suspensa, caçada ou reinterpretada.
**Juiz**
A figura imparcial que garante a aplicação da lei agora pode ser vítima, promotor, investigador, legislador e, quando sobra tempo, também intérprete da Constituição. É o verdadeiro “faz-tudo” institucional: mistura de magistrado, xerife e coach motivacional da democracia.
**Liberdade de expressão**
Sob nova interpretação, virou o direito de repetir o que os líderes do sistema atual querem ouvir. Se você ousar discordar, já era, será punido pelo crime de opinião.
**Liberdade de imprensa**
Na versão antiga, a imprensa tinha autonomia para fiscalizar os poderes. No dicionário jurídico atualizado, liberdade de imprensa é um privilégio concedido a veículos amigos, que aplaudem e publicam releases sem questionar. Se o jornal criticar, vira “blog de fake news” e corre o risco de ganhar uma bela ordem de censura ou de prisão.
**Medidas assecuratórias**
Originalmente, serviam para preservar bens e evitar que criminosos lavassem dinheiro, por exemplo. Hoje, são medidas punitivas que congelam contas de cidadãos, cortam meios de subsistência e “asseguram” que ninguém ouse financiar um ato considerado incômodo ao poder, como retirar os proventos de um senador da república. É o confisco versão democrática e com carimbo judicial.
**Medidas cautelares diversas da prisão**
Traduzindo: controle absoluto do apenado. Esquece o Código Penal ou os direitos humanos. Como acontece com Jair Bolsonaro. Ele não está somente preso, está proibido de dar entrevistas, de falar com os filhos, de falar com embaixadores, de usar redes sociais e, se aparecer nas redes sociais de alguém, a pena é majorada.
**Milícia digital**
No passado, “milícia” lembrava armas, violência e domínio de territórios. Agora, o termo virou metáfora para quem defende o Bolsonaro nas redes sociais.
**Periculosidade do agente**
Antes, era a avaliação de alguém realmente violento, capaz de matar, sequestrar ou liderar quadrilhas. Agora, é o rótulo aplicado ao aposentado com cartaz manuscrito, à dona de casa que reza o terço na frente do quartel ou ao estudante que compartilhou meme. A periculosidade é tão “grave” que se combate com tornozeleira, censura e bloqueio bancário.
**Presunção de uso de arma**
Na lógica jurídica tradicional, ter porte de arma não é prova de uso. Mas no manual punitivo da Suprema Corte, basta ter o porte para ser automaticamente considerado atirador em potencial. É como presumir que quem tem um canivete pretende esfaquear alguém. Não importa o fato, importa o que o julgador acha que você poderia ter feito.
**Princípio constitucional da legalidade**
Antes, valia a máxima de que "ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei"; agora, a regra parece ter mudado para: "ninguém pode, exceto se o ministro mandar", como no caso do juiz Airton Vieira que aparece sete vezes no relatório divulgado pelo comitê judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA. Ele apenas cumpriu ordens.
**Processo penal**
Seria o conjunto de garantias para equilibrar acusação e defesa. Mas, na versão atual, primeiro decide-se a pena, depois procura-se a prova, e por fim arruma-se um advogado de defesa para enfeitar a cena. O processo penal virou aquele teatro em que o réu já entra com a culpa presumida e com a sentença pronta antes de ouvidas as partes.
**Urnas eletrônicas**
O ápice da tecnologia eleitoral do planeta. Inquestionáveis.
**Vítima**
No dicionário jurídico reinterpretado, vítima é uma entidade difusa: o Estado, a democracia, as instituições, os ministros — enfim, qualquer coisa que convenha. Já o cidadão que teve direitos violados? Esse não vale nada fica. Se quiser, fica na fila do habeas corpus, esperando um dia a justiça chegar.
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-novo-dicionario-juridico-brasileiro-de-acordo-com-o-stf/
**O novo dicionário jurídico brasileiro (de acordo com o STF)**
*Artigo de Desirée Peñalba publicado em 30/08/2025 na Gazeta do Povo*
Algumas palavras parecem ter mudado de sentido da noite para o dia. Na prática jurídica do STF atual, termos antes consolidados ganharam novas interpretações.
Esta lista de verbetes busca traduzir com leveza o denso cenário político e judicial do país. Por vezes é preciso legenda para entender como o STF interpreta a lei.
Atenção: o texto é carregado de ironia.
**Ataques às instituições democráticas**
Antes, seria fechar o Congresso e derrubar a ordem constitucional. Hoje, basta um meme ou um tweet irônico para configurar o ataque.
**Atos antidemocráticos**
Censura? Perseguição de opositores políticos? Fechamento do Congresso? Não. Antidemocrático é rezar o Pai-Nosso ou o hino nacional em praça pública com camiseta verde e amarela. Cumpridos os três requisitos, então, é ato antidemocrático na certa.
**Atos preparatórios**
Na velha doutrina, são planejamentos ou ações iniciais sem força de crime consumado. Raramente geram punição. No Brasil reinventado, “ato preparatório” já rende indiciamento, prisão preventiva e manchete no jornal. Se você já tem uma bandeira do Brasil no armário ou pesquisou passagem para Brasília, cuidado: já entrou na fase de conspiração.
**Acesso aos autos**
Um direito elementar da defesa que no novo dicionário jurídico é privilégio da imprensa. Agora é “justiça surpresa”: descubra do que está sendo acusado pela TV ou só no dia da sentença.
**Batom**
O cosmético em forma de bastão não é mais instrumento de maquiagem feminina. É arma perigosa. Sobretudo se usada para escrever em uma superfície lavável. Assim como a presunção de uso de arma para quem tem porte, uma mulher que porta um batom também tem a alta periculosidade presumida. Vide o caso de Débora Rodrigues.
**Bolsonarismo**
No novo dicionário, deixou de ser movimento político para virar sinônimo universal de crime. Serve para qualquer coisa: golpe, fake news, organização criminosa, atentado contra a democracia. Até vendedor de algodão doce em manifestação já pode ser acusado de “bolsonarismo”. Está quase entrando no Código Penal como crime tipificado.
**Censura**
Nos livros de história, era um regime autoritário proibindo jornais e artistas de se manifestarem. Hoje, foi rebatizada de “moderação de conteúdo”. Não é censura, é proteção da democracia. O detalhe é que a tesoura só corta em um sentido: criticar decisões arbitrárias é censura; bajular o governo é liberdade de expressão plena.
**Crime contra a soberania**
No novo glossário, crime contra a soberania é um slogan para fingir que o regime está governando bem, quando não está. Mesmo se não houver soberania em milhares de territórios brasileiros em que o crime organizado já tomou conta, quem atenta contra a soberania são apenas opositores ao governo Lula que articulam fora do Brasil uma solução para restaurar a normalidade democrática.
**Crime de golpe de Estado**
Na história, sempre envolveu autoridades, planos bem articulados e, no mínimo, uma tomada de poder. O “golpe de Estado” de hoje é tão acessível que até aposentados e moradores de rua são considerados “golpistas”.
**Crime impossível**
Nos manuais, era aquele que não tinha como ser consumado — como aplicar um golpe de estado usando batom. Mas, agora, crime impossível é apenas um detalhe irrelevante: se você imaginou, questionou ou aventou, já é culpado.
**Crime tentado**
Era quando o sujeito queria cometer um delito, mas foi impedido pelas circunstâncias. Hoje, crime tentado é sinônimo de pensamento suspeito. Não importa que nada tenha acontecido — se um ministro achar que você cogitou, já é crime. É a consagração da “jurisprudência Minority Report”: punir antes que aconteça. É o caso da nova lei contra o Estado Democrático de Direito. A imaginação já é punível. Nem George Orwell sonharia tão alto.
**Competência constitucional do STF**
Era aquilo delimitado pela Constituição, claro e restrito. Mas, reinterpretado pela toga criativa, virou competência universal: o Supremo pode legislar, governar, punir, investigar, censurar, interpretar, filosofar e até criar novos direitos e crimes.
**Corrupção**
Antes significava desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito. Hoje é um conceito seletivo: se o réu for aliado do Supremo, é “erro administrativo”; se for desafeto, é o maior escândalo da história nacional.
**Delação premiada**
Criada como instrumento para desvendar crimes graves, agora é a máquina de moer inimigos. Funciona assim: o acusado fala o que os investigadores querem ouvir, ganha redução de pena e, de quebra, fornece manchetes prontas. Não importa a veracidade, não importa as contradições, importa a conveniência. A delação premiada virou o delivery da acusação: você pede, o delator entrega.
**Democracia**
Em tese, governo do povo, pelo povo e para o povo. No dicionário jurídico contemporâneo, é governo do Supremo, pelo Supremo e para o Supremo. A democracia virou uma boneca de porcelana: frágil, intocável e guardada a sete chaves, mas usada como escudo sempre que alguém ousa discordar.
**Desinformação massiva**
Qualquer opinião que discorde da versão oficial do regime. Publicar dúvida é espalhar desinformação; levantar questão é crime de lesa-pátria. A verdade deixou de ser um valor absoluto: agora é um carimbo de cartório, só emitido pelo Supremo.
**Dever de cooperação das plataformas**
Conceito novo e brilhante: significa que empresas privadas precisam virar extensão da polícia política. Se a ordem for apagar uma conta que não cometeu crime algum, a plataforma de rede social deve cooperar — e sorrir, sob pena de multa astronômica.
**Dever de proteção da ordem constitucional**
Senha mágica para justificar qualquer medida arbitrária. Garantir a ordem virou desculpa guardada na manga, usada como um curinga para qualquer jogada autoritária.
**Estado Democrático de Direito**
Antigamente significava que todos eram iguais perante a lei. Hoje quer dizer que alguns são menos iguais do que outros. O Estado é democrático, desde que você pense, fale e escreva de acordo com a cartilha do regime. O direito é garantido, a não ser que contrarie as convicções pessoais de Suas Excelências.
**Fake news**
Qualquer informação que contrarie a versão oficial do Supremo ou do governo. Se um ministro que foi gravado em um palanque dizendo “derrotamos o Bolsonarismo” alegar que não disse isso, então ele não disse. Propagador de “fake news” é quem espalha o vídeo.
**Foro privilegiado**
Instrumento de controle político por parte dos ministros para que parlamentares cujo foro reside no STF sigam a cartilha dos ministros. Acima da decisão do STF não tem recurso. Contrariou o STF, sua vida acabou. Quem mandou entrar na política?
**Gravidade concreta da conduta**
O termo agora é subjetivo. Pelo olho de um ministro, se ele achou grave, é grave. Um exemplo é a decisão do ministro Flávio Dino. "Pouco importa se a pessoa tinha ou não uma arma de fogo ou uma arma branca, o que importa para fins de debates da classificação jurídica é que o grupo era armado", escreveu ele em seu voto para defender a tese jurídica de que o grupo que praticou atos de vandalismo no domingo do dia oito de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes estava armado e era suficientemente perigoso para dar um golpe de estado.
**Interferência indevida nos Poderes**
Na doutrina tradicional, significava um poder invadir a competência do outro, desrespeitando a separação harmônica. Hoje, o STF tem “salvo conduto” na interferência dos Poderes. Quando o Legislativo legisla ou fiscaliza o Executivo, está invadindo a competência exclusiva do STF. O Judiciário não só legisla como justifica o ato com a desculpa de que está “suprindo a omissão legislativa”.
**Imunidade parlamentar**
Os constituintes de 1988 imaginavam que seria uma blindagem contra abusos, para garantir o livre exercício do mandato. Ingênuos! A imunidade parlamentar agora é um benefício condicional: só vale se o deputado votar com o governo e elogiar o STF. Caso contrário, a imunidade é suspensa, caçada ou reinterpretada.
**Juiz**
A figura imparcial que garante a aplicação da lei agora pode ser vítima, promotor, investigador, legislador e, quando sobra tempo, também intérprete da Constituição. É o verdadeiro “faz-tudo” institucional: mistura de magistrado, xerife e coach motivacional da democracia.
**Liberdade de expressão**
Sob nova interpretação, virou o direito de repetir o que os líderes do sistema atual querem ouvir. Se você ousar discordar, já era, será punido pelo crime de opinião.
**Liberdade de imprensa**
Na versão antiga, a imprensa tinha autonomia para fiscalizar os poderes. No dicionário jurídico atualizado, liberdade de imprensa é um privilégio concedido a veículos amigos, que aplaudem e publicam releases sem questionar. Se o jornal criticar, vira “blog de fake news” e corre o risco de ganhar uma bela ordem de censura ou de prisão.
**Medidas assecuratórias**
Originalmente, serviam para preservar bens e evitar que criminosos lavassem dinheiro, por exemplo. Hoje, são medidas punitivas que congelam contas de cidadãos, cortam meios de subsistência e “asseguram” que ninguém ouse financiar um ato considerado incômodo ao poder, como retirar os proventos de um senador da república. É o confisco versão democrática e com carimbo judicial.
**Medidas cautelares diversas da prisão**
Traduzindo: controle absoluto do apenado. Esquece o Código Penal ou os direitos humanos. Como acontece com Jair Bolsonaro. Ele não está somente preso, está proibido de dar entrevistas, de falar com os filhos, de falar com embaixadores, de usar redes sociais e, se aparecer nas redes sociais de alguém, a pena é majorada.
**Milícia digital**
No passado, “milícia” lembrava armas, violência e domínio de territórios. Agora, o termo virou metáfora para quem defende o Bolsonaro nas redes sociais.
**Periculosidade do agente**
Antes, era a avaliação de alguém realmente violento, capaz de matar, sequestrar ou liderar quadrilhas. Agora, é o rótulo aplicado ao aposentado com cartaz manuscrito, à dona de casa que reza o terço na frente do quartel ou ao estudante que compartilhou meme. A periculosidade é tão “grave” que se combate com tornozeleira, censura e bloqueio bancário.
**Presunção de uso de arma**
Na lógica jurídica tradicional, ter porte de arma não é prova de uso. Mas no manual punitivo da Suprema Corte, basta ter o porte para ser automaticamente considerado atirador em potencial. É como presumir que quem tem um canivete pretende esfaquear alguém. Não importa o fato, importa o que o julgador acha que você poderia ter feito.
**Princípio constitucional da legalidade**
Antes, valia a máxima de que "ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei"; agora, a regra parece ter mudado para: "ninguém pode, exceto se o ministro mandar", como no caso do juiz Airton Vieira que aparece sete vezes no relatório divulgado pelo comitê judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA. Ele apenas cumpriu ordens.
**Processo penal**
Seria o conjunto de garantias para equilibrar acusação e defesa. Mas, na versão atual, primeiro decide-se a pena, depois procura-se a prova, e por fim arruma-se um advogado de defesa para enfeitar a cena. O processo penal virou aquele teatro em que o réu já entra com a culpa presumida e com a sentença pronta antes de ouvidas as partes.
**Urnas eletrônicas**
O ápice da tecnologia eleitoral do planeta. Inquestionáveis.
**Vítima**
No dicionário jurídico reinterpretado, vítima é uma entidade difusa: o Estado, a democracia, as instituições, os ministros — enfim, qualquer coisa que convenha. Já o cidadão que teve direitos violados? Esse não vale nada fica. Se quiser, fica na fila do habeas corpus, esperando um dia a justiça chegar.
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-novo-dicionario-juridico-brasileiro-de-acordo-com-o-stf/
Como não ser um "fracassado":
https://cdn.nostrcheck.me/313d30908123e0e41404ed51a774462efb1e9b57022b74249b4264ca6eaa830e.mp4
Quem diria que escutar os socialistas daria merda, não é mesmo?
https://cdn.nostrcheck.me/4ad419595dd3ea745e7303feb0e6c32225b58a63bfc9b3e0e486987bb4e22892.mp4
Não sobra nada pro betinha.

"Fica tranquilo que o Islão tem consciência social."
https://video.nostr.build/53b7abdbe2ea3ff5c6f96b03a8506cb350a9f6909a7143fa55379fe9bc93dace.mp4
Adulltizar = "a criança eventualmente vai virar adulta, adiantar um pouco nem é tão ruim, certo?"
O Inimigo adora dar nomes bonitos pra coisas feias.
O nome disso é pedofilia. Simples e horrível assim.
Nenhuma discussão está sendo feita sobre a responsabilidade dos pais e responsáveis. Nenhuma discussão moral. Nenhuma fala sobre Deus e a Verdade.
https://cdn.nostrcheck.me/9257cf41b864bf4706323f620ae6c8e7ebf43565020eaf093cf943c29d86fcfd.mp4
Ainda sigo aguardando as medidas protetivas contra o agressor...

O imóvel é seu sim. Confia.

"Meninas e mulheres. É superlegal ter um corpo dismórfico e completamente fora da realidade.
Agrida ao máximo seu corpo e seu psicológico pra parecer como estamos dizendo e tentar alcançar algo fora do normal.
Aí sim, vocês serão felizes, todos irão te amar e você terá todo o poder, além de não depender em nada dos homens opressores e musculosos".

O que me admira é ainda não ser assim com todas. Uma falha do Feministão que logo será corrigida.
Os "presidenciáveis" #comunismo
https://video.nostr.build/bd9c2ab1fe1bf05ab94a8b69a679a8ddef7a4b95def8408fedaa2b319ca401b0.mp4

Pronto, agora ele virou governador do DF.

#social-feminismo

Lula está mostrando quem realmente é: um ditador nato.
https://blossom.primal.net/6700bf2a72c1b384dcf103bd254e5fea36117c4044ba35bed3dee45f9fe61e4e.mp4
Chefe Supremo do Estado Social-Feminista do Brasil



















