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anteroom⚡🗽🛐📚🏋️
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😶🔇🤬
Replying to Avatar Alexandre Costa

O JORNALISMO COMO AGENTE DE EROSÃO DA LÍNGUA

Há já algum tempo tornou-se impossível ignorar um fenômeno inquietante: o jornalismo, outrora guardião razoável do uso público da língua, converteu-se progressivamente num dos principais agentes de erosão do vocabulário e da precisão semântica do português. Não se trata aqui de nostalgia estilística nem de apego fetichista a formas arcaicas, mas de uma constatação objetiva: a língua perdeu distinções sem ganhar expressividade, e isto representa empobrecimento, não evolução.

O mecanismo dessa degradação é relativamente simples. Palavras tradicionais, semanticamente bem delimitadas, são substituídas por termos importados ou artificialmente alargados, quase sempre por influência do inglês contemporâneo. Assim, onde o português sempre dispôs de "maciço" – termo preciso, expressivo, perfeitamente adequado para designar ações de grande vulto, feitas em bloco, com unidade e intensidade – o jornalismo passou a preferir "massivo", num claro decalque do inglês "massive".

O resultado é a perda de uma distinção real e a introdução de uma vagueza desnecessária.

O mais grave é que massivo não era uma palavra inexistente na língua portuguesa. Sempre teve, porém, outro campo semântico: o da constituição em massa, da estrutura física ou material, freqüentemente em contextos técnicos. O jornalismo contemporâneo, ao deslocar esse termo para ocupar o espaço de maciço, não ampliou o vocabulário; deslocou-o e empobreceu-o.

O dicionário cresce; a língua encolhe.

Esse processo não é fruto de ignorância absoluta, mas do que se pode chamar, sem exagero, de JORNALISMO SEMICULTO. Trata-se de um meio que lê muito, mas sem profundidade histórica; escreve com certa fluência, no melhor dos casos, mas sem ouvido lingüístico; traduz com rapidez, mas sem domínio real nem da língua de partida nem da de chegada. É uma cultura de superfície, suficiente para produzir textos corretos na aparência, mas defeituosos na substância.

O problema agrava-se porque o jornalismo não é um uso privado da língua. Ele modela hábitos, fixa padrões e normaliza desvios. Quando uma deturpação semântica se repete diariamente em manchetes, deixa de soar estranha e passa a ser percebida como natural. Assim, a língua não é violentada de uma vez; é desgastada por atrito constante, até que as distinções se tornem invisíveis.

Essa erosão não afeta apenas o vocabulário, mas o próprio pensamento. A língua é o instrumento da inteligência; quando perde capacidade de distinção, o pensamento perde capacidade de juízo. E onde tudo se diz com as mesmas palavras, tudo passa a ser pensado do mesmo modo.

A confusão semântica antecede e prepara a confusão intelectual.

É impossível não recordar, a este respeito, o tempo em que artigos de grandes escritores ocupavam as páginas dos veículos clássicos da imprensa. Havia, então, algo que hoje se tornou raro: um estro jornalístico, isto é, um senso interno de medida, de responsabilidade estilística e de consciência do peso público da palavra escrita. O jornal não era apenas um meio de transmissão de fatos, mas um lugar de formação do gosto, da linguagem e do juízo. Mesmo quando se discordava do articulista, reconhecia-se nele domínio da língua, critério de composição e respeito implícito pela inteligência do leitor.

Esse estro perdeu-se progressivamente, no jornalismo profissional. E o que talvez surpreenda menos, mas entristeça de modo diverso, é constatar que a mesma indigência de critérios migrou para o universo dos blogueiros e articulistas informais, muitos dos quais escrevem com assiduidade, mas sem qualquer senso razoável de forma, precisão vocabular ou responsabilidade intelectual. Não se trata de condenar o meio, mas de observar que a facilidade de publicação não foi acompanhada por aumento proporcional de rigor. Ao contrário: confunde-se espontaneidade com descuido, opinião com improviso, franqueza com pobreza expressiva.

O resultado é um discurso inflacionado, ruidoso e mal articulado, no qual a língua já não é instrumento de pensamento, mas mero veículo de descarga emocional ou de repetição acrítica de lugares-comuns. Falta critério – não no sentido ideológico, mas no sentido lingüístico e intelectual mais elementar.

Convém frisar, por fim, que não se trata aqui de atribuir esse quadro à Inteligência Artificial. Este é outro debate, com outra complexidade, e merece tratamento próprio. O empobrecimento de que falamos é anterior, humano e demasiado humano: nasce da perda de exigência, do desprezo pela forma e da ilusão de que escrever é apenas “ter algo a dizer”.

Em suma, o jornalismo contemporâneo, ao abdicar do cuidado lingüístico e da consciência histórica da língua, deixou de ser mediador cultural e passou a ser vetor de empobrecimento expressivo. Resistir a isso não é gesto de purismo estéril, mas ato elementar de fidelidade à inteligência da língua – e, por conseqüência, à inteligência do pensamento. - Sidney Silveira.

Os brasileiríssimos andam copiando tudo do livro do Orwell, 1984, destruído tudo! Parece clichê, mas não é, citar o Orwell.

Bondade sua, mas será que os brow vai lançar um APP? Creio que fica mais atrativo. Fui pq você disse e eu fui lá testar e gostei e acabei se empolgando e testando outras aplicação.

Li esse livro, e realmente, tem um antes e um depois! Sugestão: Irmãos Karamázov, Anna Kariênina... (São tantos livros excelentes)!

nostr:nprofile1qqstj62w4ctec57ny2p6hs67ut4nygsrc4th75ff42cyag4emy2v3yspz4mhxue69uhhyetvv9ujuerpd46hxtnfduhszythwden5te0dehhxarj9ekxzmny9uq3zamnwvaz7tmwdaehgu3wwa5kuef0wfymrd confere!?

Bom, add a turma, pesquisar o pessoal, eu consegui te encontrar😅

Vdd, se tiver Starlink incluso 🎉🎉🎉

Tenho minha biblioteca aqui com livros de verdade. Não é grande, mas tem coisa boa.

E eu já vi isto acontecendo num contexto muito específico:

Quando eu era criança minha mãe era testemunha de Jeová. E esta seita é conhecida por mudar sua doutrina e posicionamentos de tempos em tempos. E os livros antigos desta organização estão cheios de previsões furadas sobre datas do fim do mundo e outras práticas que são inconsistentes atualmente.

Lembro que numa ocasião eles pediam para os membros doarem os livros antigos para a reciclagem kkkkk

Os caras estavam constantemente reescrevendo a doutrina e tradições da seita de forma descarada.

E isto já acontece em larga escala. Autores populares como Monteiro Lobato foram esquecidos e hoje já é difícil encontrar edições recentes dos livros não infantis.

Nas revistas da turma da Monica os caras editam as histórias antigas para serem politicamente corretas ou não as republicam mais.

Outro exemplo: filmes que é preciso garimpar dvd em sebo, pois muitos saíram do catálogo de streaming e são difíceis de achar.

Vcs acham que já não fazem isto com os livros e manuais de história? Um movimento não orgânico, uma pesquisa enviesada ou um livro enviesado publicado hoje será fonte de estudos daqui alguns séculos. É assim que torcem a história.

Guardem as mídias físicas como discos e livros. Guardem os jornais antigos. O apagão digital vai ocorrer.

De pensar que boa parte das obras dos filósofos gregos foram perdidas em eventos como a destruição da biblioteca de Alexandria. Toda a história e o conhecimento de civilizações antigas foram perdidos, ou ocultados da grande massa.

O reset acontece o tempo todo. Inclusive agora. O grande ardil é que na nossa época muito conteúdo foi gerado ou resgatado, então a impressão é que temos mais conteúdo do que as gerações anteriores. Isto é verdade, porém, notem aquilo que foi deixado de lado.

nostr:nevent1qqsrhkvnseej6hy8twxh2nqmcs779r0tjpfrzxrfgzlvv0gd4xpz9ncpz4mhxue69uhhyetvv9ujuerpd46hxtnfduhsygz8jlt9m0texpea85ujjjw0pz6p59j9t0c2fq87s6nffw28vsuy85psgqqqqqqsqd8a0a

Salvo engano, uma dica do professor nostr:nprofile1qqs09kyh6302zkczvux4am084uk07lxwwjuccpnnl5fllq79jl0d23qpzamhxue69uhhyetvv9ujumn0wd68ytnzv9hxgtc3m0ast indica o livro fahrenheit que fala sobre esse tema. E ele disse uma coisa que guardei que é sobre o Kindle que é legal, mas se eles alterarem uma página, uma palavra, etc. de um livro a pessoa nem se dará conta que foi alterado. E os livros físicos são preciosidades demais para não ser preservados.

Não é sobre pertencer, e sim, ter sempre mais alternativas independentes. Ou você acha que só a Nostr tinha que ser a única e última opção, nostr:nprofile1qqsyvrp9u6p0mfur9dfdru3d853tx9mdjuhkphxuxgfwmryja7zsvhqpz9mhxue69uhkummnw3ezuamfdejj7qgswaehxw309ahx7um5wghx6mmd9uq3wamnwvaz7tmkd96x7u3wdehhxarjxyhxxmmd9ukfdvuv?

Estava comentando ontem sobre isso!👏

Olá, GM! Tudo bem nostr:nprofile1qqsgx2lz7s6593534473he252vvdegrpcawvw6yqv78fm5n7fv7uvsqpzpmhxue69uhkummnw3ezumt0d5hsz9thwden5te0wfjkccte9ejxzmt4wvhxjme0dknd9p?

Já existe várias redes sociais, o Bitchat deve ficar apenas mensagens de textos, sem arquivos, sem link, sem imagens, sem GIF, etc. Porque já temos tudo nas mais diversas plataformas. Se manter assim será exclusividade, apenas ir melhorando pontualidades nostr:nprofile1qqs9pk20ctv9srrg9vr354p03v0rrgsqkpggh2u45va77zz4mu5p6ccpzemhxue69uhk2er9dchxummnw3ezumrpdejz7qgkwaehxw309a5xjum59ehx7um5wghxcctwvshszrnhwden5te0dehhxtnvdakz7qrxnfk nostr:nprofile1qqsgydql3q4ka27d9wnlrmus4tvkrnc8ftc4h8h5fgyln54gl0a7dgsppemhxue69uhkummn9ekx7mp0qythwumn8ghj7un9d3shjtnswf5k6ctv9ehx2ap0qyt8wumn8ghj7un9d3shjtnddaehgu3wwp6kytc79p4zh corrigindo algumas coisas, etc. Um projeto que cumpra o propósito: sem censura, privado, seguro, etc. As mensagens serem coloridas é bem bacana, sensação de Prompt.

Isso! Ficou cômodo! E os filmes deu um brochada também. E depois do pandemônio... Uma coisa que ainda não me acostumei que é comprar roupas e calçados nas lojas online, acho que isso tem que ter um test-drivin😅

Cármen Lúcia sai em defesa de Moraes: ‘Seu papel na história sempre será lembrado’

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra https://revistaoeste.com/tag/carmen-lucia/

, aproveitou a cerimônia de reabertura dos trabalhos da Justiça Eleitoral nesta sexta-feira, 1º de agosto, para elogiar a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cármen Lúcia não mencionou diretamente as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos a Moraes. Em contrapartida, enalteceu a condução do ministro durante a presidência do TSE, em 2022.

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em Oeste

“Seu papel na história será sempre lembrado, especialmente pela firme atuação em um momento de extrema dificuldade”, disse a magistrada. “Atuou e continua atuando como ministro do Supremo Tribunal Federal, com os rigores da lei, em garantia dos direitos de todos os brasileiros.”

A manifestação ocorreu horas depois que outros ministros do STF também saíram em defesa de Moraes. Os EUA incluíram o magistrado nesta semana na lista de sanções da Lei Magnitsky, direcionada a violadores de direitos humanos.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, as restrições afetam todos os bens ou interesses localizados nos EUA. Além disso, proíbem transações financeiras com cidadãos norte-americanos.

https://www.youtube.com/watch?v=y0we6zx2P-E

Moraes cita “milicianos” e rejeita possibilidade de recuo diante das sanções

Durante a mesma sessão, Moraes reagiu e chamou de “organização criminosa miliciana” os brasileiros que, segundo ele, supostamente influenciaram https://www.whitehouse.gov/

a aplicar as sanções.

“Acham que estão lidando com pessoas da laia deles, acham que estão lidando também com milicianos, mas não estão”, ponderou Moraes. “Estão lidando com ministros da Suprema Corte.”

+ Leia também: https://revistaoeste.com/politica/stf-recorre-a-rodrigo-maia-para-evitar-restricoes-a-moraes/

O ministro também rejeitou qualquer possibilidade de recuo diante das medidas externas. “Esse relator vai ignorar as sanções que lhe foram aplicadas e continuar trabalhando como vem fazendo, tanto no Plenário quanto na Primeira Turma”.

O post https://revistaoeste.com/politica/ministra-carmen-lucia-reage-e-sai-em-defesa-de-moraes/

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https://revistaoeste.com/politica/ministra-carmen-lucia-reage-e-sai-em-defesa-de-moraes/

Mas, lembrado como... o quê? Como herói? Vilão? Etc.! É muito vago, essa defesa, não acham?