“Levando uma vida mundana, tem-se que aturar pessoas de mente mesquinha e fazer dessas coisas. Depois de atingir o meu exaltado estado, vi como as coisas eram à minha volta.
Disse à Mãe Divina:
“Ó Mãe, muda o rumo da minha mente para que eu não tenha que bajular as pessoas ricas.”
(A Adhar):
“Fique satisfeito com o emprego que tem. As pessoas correm atrás de um lugar que paga cinqüenta a cem rupias, e você ganha trezentas! É um magistrado.
Vi um magistrado em Kamarpukur. Seu nome era Ishwar Ghoshal. Usava um turbante. Os ossos daspessoas tremiam diante dele. Lembro-me de tê-lo visto em minha infância.
É um magistrado uma pessoa que deva ser menosprezada?
“Sirva aquele a quem já está servindo. A mente torna-se maculada com o serviço a um senhor. Imagine, servindo a cinco senhores!
“Uma vez uma mulher apegou-se a um muçulmano e convidou-o para ir a seu quarto.
Mas ele era um homem correto; disse que desejava usar o vaso sanitário e deveria ir à sua casa apanhar o jarro de água para se lavar.
A mulher ofereceu seu jarro, mas ele disse: ‘Não, o seu não serve. Devo usar aquele que uso sempre. Não posso usar um novo.’ Com estas palavras foi embora.
Isto trouxe a mulher à razão. Compreendeu que um jarro novo, neste caso, queria dizer uma amante.”
Ramakrishna
O Evangelho de Ramakrishna

A pedido do Mestre, o músico cantou algumas canções, uma das quais descrevia o despertar da Kundalini e dos seis centros:
Desperta, Mãe! Desperta! A quanto tempo Tu estás dormindo
No lótus do Muladhara!
Cumpre Tua função secreta, Mãe:
Sobe até o lótus de mil pétalas dentro da cabeça.
Onde o poderoso Shiva tem Sua morada.
Rapidamente penetra os seis lótus
E retira minha tribulação, Ó Essência de Consciência!
Mestre:
“A canção fala da passagem da Kundalini através dos seis centros. Deus está tanto dentro como fora. No interior Ele cria os diversos estados mentais.
Depois de ter passado pelos seis centros, o jiva vai além do domínio de maya e une-se à Alma Suprema.
Esta é a visão de Deus.
“Não se pode ver Deus a não ser que maya saia da porta.
Rama, Lakshamana e Sita estavam caminhando juntos.
Rama ia na frente, Sita no meio e Lakshmna os seguia, mas Lakshmana não podia ver Rama porque Sita interpunha-se entre eles.
Do mesmo modo, uma pessoa não pode ver Deus porque maya está no meio.
(A Mani Mallick):
Mas maya se afasta da porta quando Deus concede Sua gra-
ça ao devoto.
Quando o visitante fica de pé defronte da porta, o porteiro diz ao patrão:
‘Senhor, dê-nosordem e nós o deixaremos passar.’
“Há duas escolas de pensamento: Vedanta e Puranas.
Segundo a Vedanta, o mundo é uma ‘estrutura de ilusão’, isto é, tudo é ilusório como um sonho, mas segundo os Puranas, livros de devoção, o Próprio Deus tornou-Se os vinte quatro princípios cósmicos.
Adore Deus interior e exteriormente.
Esta história é narrada no Mahabharata.
Drona recusou-se a ensinar a arte de manejar o arco e a flecha a Ekalavya, porque este último pertencia a uma casta inferior.
Por conseguinte, Ekalavya foi para a floresta e treinou diante da imagem de barro de Drona, a quem considerava seu mestre.
Ao longo do tempo, tornou-se um exímio arqueiro. Quando Drona descobriu que ele havia ultrapassado o próprio Arjuna, seu discípulo muito amado, nessa arte, pediu a Ekalavya para lhe dar seu polegar
como taxa de instrutor.
Ao obedecê-lo, Ekalavya demonstrou seu espírito de sacrifício e também, amor ao mestre.
“Enquanto Deus mantém a consciência do ‘eu’ em nós, o objetos dos sentidos existem e não podemos falar do mundo como sendo um sonho.
Há fogo no fogão, portanto, o arroz, os grãos, as batatas e outros vegetais pulam na panela.
Pulam como se dissessem:
‘Estamos aqui! Estamos pulando!’
Este corpo é a panela. A mente e a inteligência são a água.
Os objetos dos sentidos são o arroz, as batatas e outros vegetais.
A consciência do ‘eu’ identificada como os sentidos diz:
‘Estou pulando’. Satchidananda é o fogo.
“Em conseqüência as escrituras bhakti descrevem este mundo como uma ‘mansão de alegria’.
Ramprasad cantou em uma das canções.
‘Este mundo é uma estrutura de ilusão.’
Um outro devoto deu a resposta:
‘Este mundo é uma mansão de alegria.’
Como diz o ditado:
‘O devoto de Kali, livre enquanto vive, está pleno de Bem-aventurança Eterna.’
O bhakta vê que Aquele que é Deus, também tornou-Se maya.
Assim também, Ele Próprio tornou-Se o universo e todos os seres vivos.
O bhakta vê Deus, maya, o universo e o seres vivos como um.
Alguns devotos vêem tudo como Rama; é apenas Rama que Se tornou tudo.
Alguns vêem tudo como Radha e Krishna. Para eles é apenas Krishna quem Se tornou os vinte e quatro princípio cósmicos.
É como ver tudo verde através de óculos verdes
Sri Ramakrishna
O Evangelho de Ramakrishna
capítulo 11: - COM OS DEVOTOS EM DAKSHINESWAR (I)
Domingo, 10 de junho de 1883
Templo Ramakrishna Calcutá Índia

At the Master's request the musician sang a few songs, one of which described the awakening of the Kundalini and the six centres:
Awake, Mother! Awake! How long Thou hast been asleep In the lotus of the Muladhara!Fulfil Thy secret function, Mother:
Rise to the thousand-petalled lotus within the head,
Where mighty Siva has His dwelling;
Swiftly pierce the six lotuses
And take away my grief, O Essence of Consciousness!
MASTER:
"The song speaks of the Kundalini's passing through the six centres. God is both within and without. From within He creates the various states of mind. After passing through the six centres, the jiva goes beyond the realm of maya and becomes united with the Supreme Soul. This is the vision of God.
"One cannot see God unless maya steps aside from the door. Rama, Lakshmana, and Sita were walking together. Rama was in front, Sita walked in the middle, and Lakshmana followed them.
But Lakshmana could not see Rama because Sita was between them. In like manner, man cannot see God because maya is between them. (To Mani Mallick) But maya steps aside from the door when God shows His grace to the devotee.
When the visitor stands before the door, the door-keeper says to the master, 'Sir, command us, and we shall let him pass.'
"There are two schools of thought: the Vedanta and the Purana. According to the Vedanta this world is a 'framework of illusion', that is to say, it is all illusory, like a dream.
But according to the Purana, the books of devotion, God Himself has become the twenty-four cosmic principles. Worship God both within and without.
"As long as God keeps the awareness of 'I' in us, so long do sense-objects exist; and we cannot very well speak of the world as a dream. There is fire in the hearth; therefore the rice and pulse and potatoes and the other vegetables jump about in the pot. They jump about as if to say: 'We are here! We are jumping!'
This body is the pot. The mind and intelligence are the water. The objects of the senses are the rice, potatoes, and other vegetables. The 'I-consciousness' identified with the senses says, 'I am jumping about.' And Satchidananda is the fire.
"Hence the Bhakti scriptures describe this very world as a 'mansion of mirth'. Ramprasad sang in one of his songs,
'This world is a framework of illusion.'
Another devotee gave the reply,
'This very world is a mansion of mirth.' As the saying goes,
'The devotee of Kali, free while living, is full of Eternal Bliss.'
The bhakta sees that He who is God has also become maya. Again, He Himself has become the universe and all its living beings.
The bhakta sees God, maya, the universe, and the living beings as one. Some devotees see everything as Rama: it is Rama alone who has become everything.
Some see everything as Radha and Krishna. To them it is Krishna alone who has become the twenty-four cosmic principles.
It is like seeing everything green through green glasses.
Sri Ramakrishna
the gospel of Ramakrishna
chapter 11: - WITH THE DEVOTEES AT DAKSHINESWAR (I)
Sunday, June 10, 1883
Temple Ramakrishna Calcutta India

O MUNDO EXISTIU primeiro como semente, a qual, quando cresceu e se desenvolveu, tomou nomes e formas.
Como uma navalha dentro do seu estojo, ou como o fogo na madeira, assim habita o Eu, o Senhor do Universo, em todas as formas, até mesmo nas pontas dos dedos.
Ainda assim, o ignorante não o conhece, pois ele permanece oculto atrás dos nomes e das formas.
Quando alguém respira, conhece-o como fôlego; quando alguém fala, conhece-o como linguagem; quando alguém vê, conhece-o como olho; quando alguém ouve, conhece-o como ouvido; quando alguém pensa, conhece-o como mente.
Todos esses são apenas nomes relacionados às suas ações; e aquele que venera o Eu como um ou outro dentre eles não o conhece, pois ele não é nem um nem outro. Por isso, um homem deve venerá-lo apenas como o Eu, e somente como o Eu.
A perfeição que é o Ser é a meta de todos os seres. Pois ao conhecer o Eu conhecemos tudo. Aquele que conhece o Ser é honrado por todos os homens e alcança a bem-aventurança.
Esse Ser, que está mais próximo de nós do que qualquer outra coisa, é realmente mais querido do que um filho, mais querido do que a riqueza, mais querido do que todo o resto.
Um homem deve venerar somente o Eu como querido, pois, se venerar somente o Eu como querido, o objeto do seu amor nunca perecerá.
Este Universo, antes de ser criado, existia como Brahman.
"Eu sou Brahman": assim Brahman se conhecia. Ao se conhecer, ele se tornou o Eu de todos os seres. Entre os deuses, aquele que acordou para o conhecimento do Eu tornou-se Brahman; e o mesmo foi verdadeiro entre os videntes.
O vidente Vamadeva, ao perceber Brahman, soube que ele próprio era o Eu da humanidade, assim como o do Sol.
Conseqüentemente, agora, também, seja quem for que perceba Brahman sabe que ele próprio é o Eu dentro de todas as criaturas.
Mesmo os deuses não podem fazer mal a esse homem, pois ele se tornou o seu Eu mais profundo. Ora, se um homem venera Brahman pensando que Brahman é um e ele é outro, não possui o verdadeiro conhecimento.
Este Universo, antes de ser criado, existia como Brahman. Brahman criou a partir de si mesmo sacerdotes, guerreiros, mercadores e servos, tanto entre os deuses como entre os homens.
#Brihadaranyka #Upanishad
Tradução de #Swami #Prabhavananda

Vários jovens da aldeia de Dakshineswar entraram na sala e saudaram Sri Ramakrishna. Eram cerca de quatro horas da tarde. Eles se sentaram e começaram a conversar com o Mestre.
JOVEM:
"Senhor, o que é Conhecimento?"
MESTRE:
“É saber que Deus é a única Realidade e que todo o resto é irreal.
Aquilo que é o Real também é chamado de Brahman. Tem outro nome: Kala, Tempo.
Há um ditado que diz: 'Ó irmão, quantas coisas surgem no Tempo e desaparecem no Tempo!'
"Aquilo que se relaciona com Kala é chamado Kali. Ela é a Energia Primordial. Kala e Kali, Brahman e Shakti, são indivisíveis.
“Esse Brahman, da natureza da Realidade, é eterno.
Existe no passado, presente e futuro. É sem começo nem fim.
Não pode ser descrito em palavras. O máximo que pode ser dito de Brahman é que Ele é da própria natureza da Inteligência e da Bem-aventurança.
“O mundo é ilusório; só Brahman é real.
O mundo é da natureza da magia.
O mágico é real, mas sua magia é irreal"
HOMEM JOVEM:
"Se o mundo é da natureza da ilusão - da magia - então por que não nos livramos dele?"
MESTRE:
“Isso se deve aos samskaras, tendências inatas. Nascimentos repetidos neste mundo de maya fazem acreditar que maya é real.
"Deixe-me dizer-lhe quão poderosas são as tendências inatas.
Um príncipe tinha sido, num nascimento anterior, filho de uma lavadeira. Enquanto brincava com seus amigos em sua encarnação como príncipe, ele lhes disse:
'Parem com esses jogos. Vou mostrar um novo.
Vou deitar de bruços e você vai bater nas minhas costas com as roupas, como faz o lavadeiro, fazendo um som sibilante.
“Muitos jovens vêm aqui. Mas apenas alguns anseiam por Deus.
Esses poucos nascem com tendência espiritual.
Eles se estremecem com a conversa sobre casamento.
Niranjan disse desde a infância que não se casaria.
“Há mais de vinte anos, dois jovens de Baranagore costumavam vir aqui.
Um se chamava Govinda Pal e o outro Gopal Sen.
Eles eram devotados a Deus desde a infância. A simples menção do casamento os assustaria.
Gopal costumava ter bhava samadhi. Ele se afastaria das pessoas mundanas, como um rato se afastaria de um gato.
Um dia ele viu os meninos da família Tagore passeando no jardim. Ele se fechou no kuthi para não ter que falar com eles.
“Gopal entrou em samadhi no Panchavati. Nesse estado ele me disse, tocando meus pés:
'Me deixe ir. Não posso mais viver neste mundo. Você tem muito tempo para esperar. Me deixe ir.'
Eu disse a ele, em êxtase,
'Você deve voltar.'
'Muito bem, eu vou', disse ele.
Alguns dias depois, Govinda veio até mim.
'Onde está Gopal?' Eu perguntei a ele.
Ele disse: 'Ele faleceu.
Sri Ramakrishna
O Evangelho de Sri Ramakrishna
Capítulo: O MESTRE EM VÁRIOS MODOS -
Quinta-feira, 2 de outubro de 1884

Several young men from the village of Dakshineswar entered the room and saluted Sri Ramakrishna. It was about four o'clock in the afternoon. They sat down and began to talk with the Master.
YOUNG MAN:
"Sir, what is Knowledge?"
MASTER:
"It is to know that God is the only Reality and that all else is unreal.
That which is the Real is also called Brahman. It has another name: Kala, Time.
There is a saying, 'O brother, how many things come into being in Time and disappear in Time!'
"That which sports with Kala is called Kali. She is the Primal Energy. Kala and Kali, Brahman and Shakti, are indivisible.
"That Brahman, of the nature of Reality, is eternal.
It exists in past, present, and future. It is without beginning or end.
It cannot be described in words. The utmost that can be said of Brahman is that It is of the very nature of Intelligence and Bliss.
"The world is illusory; Brahman alone is real.
The world is of the nature of magic.
The magician is real but his magic is unreal"
YOUNG MAN:
"If the world is of the nature of illusion—magic—then why doesn't one get rid of it?"
MASTER:
"It is due to the samskaras, inborn tendencies. Repeated births in this world of maya make one believe that maya is real.
"Let me tell you how powerful inborn tendencies are.
A prince had, in a previous birth, been the son of a washerman. While playing with his chums in his incarnation as the prince, he said to them:
'Stop those games. I will show you a new one.
I shall lie on my belly, and you will beat the clothes on my back as the washerman does, making a swishing sound.'
"Many youngsters come here. But only a few long for God.
These few are born with a spiritual tendency.
They shudder at the talk of marriage.
Niranjan has said from boyhood that he will not marry.
"More than twenty years ago two young men used to come here from Baranagore.
One was named Govinda Pal and the other Gopal Sen.
They had been devoted to God since boyhood. The very mention of marriage would frighten them.
Gopal used to have bhava samadhi. He would shrink from worldly people, as a mouse from a cat.
One day he saw the boys of the Tagore family strolling in the garden. He shut himself in the kuthi lest he should have to talk with them.
"Gopal went into samadhi in the Panchavati. In that state he said to me, touching my feet:
'Let me go. I cannot live in this world any more. You have a long time to wait. Let me go.'
I said to him, in an ecstatic mood,
'You must come again.' 'Very well, I will', he said.
A few days later Govinda came to me. 'Where is Gopal?' I asked him. He said, 'He has passed away.
Sri Ramakrishna
The Gospel of Sri Ramakrishna
Chapter: THE MASTER IN VARIOUS MOODS -
Thursday, October 2, 1884

122. O inegoísmo compensa mais, só que as pessoas não têm paciência para praticá-lo.
É mais compensador do ponto de vista da saúde também. O amor, a verdade e o altruísmo não são apenas figuras de linguagem morais, mas constituem o nosso ideal mais elevado, porque neles reside uma grande manifestação de poder.
Em primeiro lugar, um homem que consegue trabalhar cinco dias, ou mesmo cinco minutos, sem qualquer motivo egoísta, sem pensar no futuro, no céu, no castigo ou em qualquer coisa do gênero, tem em si a capacidade de se tornar um poderoso gigante moral.
123. Toda energia que sai por motivos egoístas é desperdiçada; não fará com que o poder retorne para você; mas se for restringida, resultará no desenvolvimento do poder.
Este autocontrole tenderá a produzir uma vontade poderosa, um caráter que faz um Cristo ou um Buda.
Os tolos não conhecem este segredo; no entanto, eles querem governar a humanidade.
Até um tolo pode governar o mundo inteiro se trabalhar e esperar.
Deixe-o esperar alguns anos, refrear essa ideia tola de governar; e quando essa ideia desaparecer completamente, ele será uma potência no mundo.
124. A maioria de nós não consegue enxergar além de alguns anos, assim como alguns animais não conseguem enxergar além de alguns passos.
Apenas um pequeno círculo estreito – esse é o nosso mundo.
Não temos paciência para olhar além e assim nos tornarmos imorais e perversos.
Esta é a nossa fraqueza, a nossa impotência.
125. Qualquer ação que nos faça ir em direção a Deus é uma boa ação e é nosso dever; qualquer ação que nos faça descer é má e não é nosso dever.
127. Expansão é vida, contração é morte.
O amor é vida e o ódio é morte.
128. Ao adorar a Deus, sempre estivemos adorando ao nosso próprio Eu oculto.
129. Você é altruísta? Essa é a questão.
Se você for, será perfeito sem ler um único livro religioso, sem entrar em uma única igreja ou templo.
130. Todo bom trabalho que fazemos sem segundas intenções, em vez de forjar uma nova corrente, quebrará um dos elos das correntes existentes.
Cada bom pensamento que enviamos ao mundo sem pensar em retorno será armazenado lá em cima e quebrará um elo da corrente, e nos tornará cada vez mais puros até nos tornarmos os mais puros dos mortais.
Swami Vivekananda
Karma Yoga (o yoga da ação inegoísta)

122. Unselfishness is more paying, only people have not the patience to practise it.
It is more paying from the point of view of health also. Love, truth and unselfishness are not merely moral figures of speech, but they form our highest ideal, because in them lies such a manifestation of power.
In the first place, a man who can work for five days, or even for five minutes, without any selfish motive whatever, without thinking of future, of heaven, of punishment, or anything of the kind, has in him the capacity to become a powerful moral giant.
123. All outgoing energy following a selfish motive is frittered away; it will not cause power to return to you; but if restrained, it will result in development of power.
This self-control will tend to produce a mighty will, a character which makes a Christ or a Buddha.
Foolish men do not know this secret; they nevertheless want to rule mankind.
Even a fool may rule the whole world if he works and waits.
Let him wait a few years, restrain that foolish idea of governing; and when that idea is wholly gone, he will be a power in the world.
124. The majority of us cannot see beyond a few years, just as some animals cannot see beyond a few steps.
Just a little narrow circle--that is our world.
We have not the patience to look beyond, and thus become immoral and wicked.
This is our weakness, our powerlessness.
125. Any action that makes us go Godward is a good action, and is our duty; any action that makes us go downward is evil, and is not our duty.
127. Expansion is life, contraction is death.
Love is life, and hatred is death.
128. In worshipping God we have been always worshipping our own hidden Self.
129. Are you unselfish? That is the question. It you are, you will be perfect without reading a single religious book without going into a single church or temple.
130. Every good work we do without any ulterior motive, instead of forging a new chin, will break one of the links in the existing chains.
Every good thought that we send to the world without thinking of any return will be stored up there and break one link in the chain, and make us purer and purer until we become the purest of mortal.
Swami Vivekananda
Karma Yoga ( the yoga of unselfish work)











