hahahaha you are too good to be neutral ❤️ or is neutral the true good?
did I tell you I'm an INFP? I know I've written a comment telling you that, but I don't know if I sent it 😬
at first it reminded me of cacofonix and that made me reject it, but I guess it's accurate.
hahahaha lawful evil? I had to check the meaning 😬 but I loved it

Acabei não entendendo o porque de você não gostar de memes e piadas. É porque você racionaliza tudo?
hahaha acho que não exatamente, mas sim, também. eu gosto de piadas, eu até sou capaz de fazer algumas. 😋 o que eu não gosto é de piadas e memes que ridicularizam as pessoas, de um jeito que parece que a pesso que fez não se importa nem um pouco com o que a outra sente, e principalmente quando são pessoas específicas.
a verdade é que não estava tão claro pra mim, também, mas agora entendi o aspecto que me pega mais. acho que prestar atenção no que as pessoas sentem e ficar sempre tentando ver o que precisam muitas vezes me desloca de mim e eu fico meio paralisada. então os memes e piadas que parecem não se importar me tocam nesse ponto que eu preciso cuidar, transformar em mim.
https://video.nostr.build/ee75e3315c7854b26fa5a23899e38ef9298a47cfe38afee7eb69bee07f518686.mp4
no vídeo eu leio esta poesia:
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move.
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro
é, eu coloquei todos os memes no mesmo saco, mas não é isso, mesmo.
eu não sei se eu gosto de coisas pedagógicas e moralizantes, apesar de eu desde criança ter certa inclinação pra isso.
mas depois de olhar pra educação com muita atenção e cuidado, eu comecei a inibir essas minhas tentativas de ensinar qualquer coisa, especialmente para crianças. só que aí eu acabei caindo num outro extremo porque fui agindo como se essa fosse uma regra intransponível.
não tem saída pra essas generalizações. se eu não estiver atenta e presente ao momento, eu vou agir a partir de uma regra cheia de sentido, mas que precisa ser atualizada sempre.
I agree you are likeable, so this is true.
eu entendi agora porque eu não gosto de memes. porque eu não gosto da maioria das piadas que as pessoas fazem. porque muitas pessoas têm medo de olhar pra si mesmas e só conseguem rir da própria projeção nos outros. e eu não consigo. eu não acho engraçado alguém que sente algo desafiador e age confessando sua dor, seja com reclamação ou qualquer outra atitude.
mas uma coisa que as pessoas que fazem piadas com outras me ajudam a acessar é a raiva. uma emoção que quase nunca chega assim com tanta força, mas aparece quando eu vejo isso. quando eu vejo um monte de crianças apontando pra uma única e a acusando de qualquer coisa. e pretensos adultos.
quando isso acontece com as crianças, eu digo imediatamente para pararem. e depois eu escuto cada uma porque sei que todas estão com dores precisando ser acolhidas. quando eu vejo isso acontecer com adultos eu só posso olhar pra mim mesma e ver a minha própria falta de ética e o que essa raiva me convida a transformar.
e eu me recolho, agora, pra sentir e integrar isso aqui. mas não queria deixar de escrever.
thank you so much ❤️ it was really good to read you.
alguns dias são mais difíceis no processo do luto. alguns dias a saudade aperta de um jeito doloroso e irremediável. eu evitei sentir nesses dois últimos dias, porque eu queria que fosse tudo mais leve, e eu tinha mesmo sentido uma leveza e me encontrado com a beleza da vida de novo, mas nesses dois últimos dias eu precisava sentir a dor. eu precisava chorar pelo que não é. precisava chorar porque eu não posso ouvir a voz dela, não posso abraçá-la, não posso conversar por mensagem. mas agora me lembro que eu posso sentir, chorar e abraçar essa solidão sem que isso me torne uma vítima ou alguem que precise ser salva. eu posso sentir sem precisar ter medo de que queiram me salvar. o único caminho para atravessar essa ponte é sentir. e aqui estou.
é isso. observar as caixas que se formam inclusive a partir do pensamento sobre a abertura. porque a abertura não pode estar em uma caixa ou foi capturada pela racionalidade, virou um conhecimento - e tem o seu lugar, mas não me parece ser o de base.
tem algo em nós que observa as caixas, mas não está dentro de nenhuma, nem da mais ampla. é o que é íntimo do mistério.
não sei se é uma questão de equilíbrio como se um desse lugar ao outro, me parece mais algo que acontece simultaneamente: razão e abertura, ao mesmo tempo. introspecção e ampliação, ao mesmo tempo. mas talvez um ou o outro apareça mais em momentos diferentes. como agora, para escrever é claro que uso a razão e algum conhecimento da língua, e, ao mesmo tempo, tem algo de aberrura - embora eu veja que eu sou o tempo todo tomada pela tentativa de encaixar os pensamentos no que me é conhecido. me parece mais o lugar onde deixamos a razão atuar. me parece que a razão está deslocada e poderia estar em um lugar muito mais potente.
eu tenho essas tendências: excesso de pensamento e mais lentidão nas ações, e também a tendência a me perder mergulhando nas partes, nos indivíduos e com dificuldade de ampliar a visão e olhar para o todo.
mas é um destreino que estou experimentando fazer e observando o que acontece. vivo alguns lampejos de inspiração em que eu me encontro nesse estado de abertura por instantes, eapecialmente na relação com crianças e meu marido, mas normalmente a razão - e as emoções não reconhecidas, tomam a frente dos processos.
só que essa conversa tem tantos conceitos ao mesmo tempo que eu queria esmiuçar cada coisa, mas não tenho a menor esperança de conseguir.
olha, eu tô tentando investigar isso tudo aqui, então se algo for contraditório ou confuso pode ficar à vontade pra apontar.
me chamou atenção isso que você falou sobre se afastar do excesso de racionalização e de informações. e eu acho que eu tenho tentado fazer isso como uma decisão racional (embora não consciente) e isso só gera mais uma interferência e peso. a experiência que eu tenho vivido é de observar esses excessos, estar consciente de como eles têm atuado em minha vida, sem precisar me identificar com eles. e isso coloca a razão, o conhecimento e as informações no lugar onde precisam estar, na composição das coisas, e não como ponto de partida de tudo.
quando a razão ou o conhecimento são o ponto de partida das ações, ficamos sujeitos aos nossos próprios limites e não estamos abertos às possibilidades do que a razão não alcança. é como se começássemos de dentro de uma caixa e, claro, tem espaço pra intuir, ser criativo e tudo dentro dessa caixa, mas já começa ali dentro e não tem espaço para ir além.
agora, começar observando a razão, os pensamentos, ideias, mas sem se deixar levar por elas, com abertura pra investigar se elas se sustentam mesmo, é isso que nos permite observar a caixa, e nos torna aptos a criar com ela e não presos a ela. esse observador se percebe enquanto observador e se inclui na observação. o que eu descubro quando me observo é que eu não sou exatamente aquilo que eu supunha, e que há muito mais abertura do que a razão concebe. acho que tem algo aqui, mas estou me perdendo.
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surge isto:
estar aberta ao todo observando as partes, com consciência de que uma parte é uma parte e compõe o todo e atua no todo e pelo todo é tocada. a consciência de que parte e todo são indissociáveis, não a teoria, mas a observação prática, a investigação presente dessa afirmação, talvez seja o ponto de partida para a não exclusão de nenhuma das nossas potencialidades.
queria falar mais sobre o pensamento econômico e tudo o que surge a partir desse olhar, mas eu não consigo agora.
💧🌗

eu estou tateando as experiências nesse sentido mais holístico, porque eu sempre fui bastante orientada pelo individualismo, de pensar que os indivíduos é que são responsáveis pelo modo como as coisas estão e, portanto, cabe a eles as mudanças.
mas os pequenos instantes em que vivi algo diferente foram, por exemplo, um pensamento que não surge de mim, mas de um insight depois de um processo de deixar esse eu pequenininho, só o suficiente para sustentar o corpo em estado de presença. um pensamento que surge em composição com uma experiência, e não de um esforço para chegar em um lugar conhecido. uma ideia que surge de um lugar livre de condicionamentos desse eu tão crente de que é algo fixo e sólido.
mas isso que você questiona também é um dos assuntos que mais me interessa investigar. um dia, uns sete anos atrás, comecei a elaborar uma pergunta sobre isso, mas me perdi. vou deixá-la aqui:
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dizer que eu não existo como aparento pressupõe a minha existência. e é claro, eu existo, e até faço essa pergunta, mas que é essa existência singular?
eu não existo inerentemente, só existo em uma relação com tudo o que também existe. é possível, sentir ou pelo menos me dar conta da minha existência singular, daquilo que me é único, que me torna parte indispensável pra que essa composição seja como é? dentro dessa enorme teia de relações, eu consigo encontrar meus contornos, vou chamar de minha essência, sem me distrair com as coisas que eu penso que não são eu?
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eu não sei porquê temos esses corpos separados, mas eu vejo que só existe composição porque somos diferentes. só existe esse ambiente rico em interações e transformações porque somos singulares.
a consciência com que agimos não é individual, não surge de nós enquanto entes separados do mundo, mas, ao mesmo tempo, sim, passa pela nossa singularidade e não a exclui nesse processo. acreditar que mudamos a nós mesmos individualmente é como pensar que estamos separados do outro que escutamos e nos inspirou a mudança, por exemplo. mas, sim, tem uma solitude em tudo isso, e eu tenho tentado investigar o que é essa singularidade em nós, o que é essa solitude, e tenho visto que ela não é uma solitude de separação, mas de composição.
tem coisa que a gente sabe. por exemplo, eu sei escrever essas palavras que eu estou escrevendo. mas dentro do que a gente sabe cabe muito não saber, como, por exemplo, o que você está entendendo dessa conexão de palavras que eu escolhi, o que você está sentindo e tantos outros mistérios. mas vou finalizar nossa conversa por aqui, apesar de ter me ajudado a ver esse papel ignorante de quem tenta ser sábia. :)
hahahahaha experimenta o não saber sem a certeza, parece um começo interessante
mas surge com imagens, com ideias de algo que você já viveu com outras pessoas e objetos, não?
não precisa responder especificamente, só pra gente ver se está mesmo separado.
