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O que é o #Bitcoin Core ?

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O bitcoin core é um software de código aberto sob licença MIT que incorpora todos os automatismos das transações de bitcoins. Este software foi inicialmente desenvolvido por #Satoshi Nakamoto, pseudónimo de uma ou várias pessoas, e atualmente é mantido por uma equipa que vive de doações.

Ao fazer o download da página oficial estás a fazer o download de um full node, ou seja, uma cópia completa da #blockchain bem como uma carteira bitcoin. O desenvolvimento do bitcoin core começou com a versão 0.1.0. Satoshi Nakamoto participou no desenvolvimento até à versão 0.3.19 em 2010, deixando o projeto nessa altura por motivos desconhecidos, especulasse que tenha falecido. Gavin Andresen continuou o trabalho até 2014 quando entregou o desenvolvimento a Wladimir J. van der Laan que liderou uma equipa.

Inicialmente o bitcoin core utilizava OpenSSL para operações criptográficas. No entanto, isso mudou em 2015 devido a erros descobertos no OpenSSL. Entre falhas de segurança, havia uma que permitia um invasor ler a memória RAM de um servidor e obter as chaves privadas. Outro problema encontrado foi que o OpenSSL utilizava uma fonte "fraca" para números aleatórios, então a equipa de desenvolvedores decidiu criar uma fonte própria. Por estes motivos o OpenSSL foi removido do código fonte do bitcoin core.

Embora seja verdade que o bitcoin core seja um software de código aberto, no qual podemos ver o código e até propor alterações, apenas um pequeno grupo de programadores tem o controlo para que essas alterações sejam incorporadas no bitcoin core. Um grupo pequeno e fechado, que é constantemente tentado com ofertas de multinacionais e governos. Este problema do desenvolvimento centralizado é real, mas existem iniciativas para o resolver.

#btc #web3

O que é a #bitcoin ?

Entender o que é a bitcoin é um processo progressivo e gradual e é mais fácil de entender se for explicado conforme a realidade de cada pessoa. Num primeiro momento, entender o que é bitcoin não é uma tarefa fácil. A tecnologia é tão inovadora, integra tantos conceitos de distintos campos do conhecimento humano e, além disso, rompe inúmeros paradigmas, explicar o fenómeno pode ser uma "missão" ingrata. Curiosamente, o bitcoin integra dois pilares que poucos sabem descrever e interpretar, mas muitos os utilizam diariamente. O dinheiro e a internet. É como o Nassim Taleb afirma no seu livro Antifrágil: “O conhecimento não exclui o uso”. Dito isto, e sendo o bitcoin uma tecnologia recente e inovadora, muitos querem entendê-la para poder usá-la.

Como entender o que é a bitcoin:

- Cidadão comum: Bitcoin é uma forma de dinheiro, assim como o euro ou dólar, com a diferença de ser puramente digital e não ser emitido por nenhum governo. O seu valor é determinado livremente pelos indivíduos no mercado. Para transações online, é a forma ideal de pagamento, pois é rápido, barato e seguro. É uma tecnologia inovadora. Por isso se diz que é o dinheiro da internet.

- À geração Y: Lembras-te como a internet e o e-mail revolucionaram a comunicação? Antes, para enviar uma mensagem a uma pessoa do outro lado do planeta, era necessário fazer isso pelos correios. Nada mais antiquado, existia uma dependência de um intermediário para fisicamente, entregar a mensagem. Pois é, retornar a essa realidade é inimaginável. O que o e-mail fez com a informação, o bitcoin faz com o dinheiro. Com o bitcoin podes transferir fundos de A para B em qualquer parte do mundo sem jamais precisar confiar em um terceiro para essa simples tarefa.

- Ao banqueiro: bitcoin é uma moeda e um sistema de pagamento em que o utilizador, dono da moeda, custodia o seu próprio saldo. Isso quer dizer que o utilizador é o seu próprio banco, pois ele é depositante e depositário ao mesmo tempo. Nesse sistema, os utilizadores podem efetuar transações entre si sem depender de um intermediário, independentemente da localização geográfica de cada um. Similarmente à moeda fiduciária, de criação exclusiva do sistema bancário, o bitcoin é uma moeda que agrega.

- Ao banqueiro suíço: bitcoin é como uma conta bancária suíça numerada e que pode existir no teu próprio telemóvel. Com ele, é possível fazer transações online com quase nenhum custo. É como se tivesses um cartão de débito bancário, ainda que não haja nenhum cartão físico e nem mesmo um banco por trás. Somente bitcoins podem circular nesse sistema.

- Ao banqueiro central: bitcoin é uma moeda emitida de forma descentralizada seguindo as regras de uma política monetária não discriminatória e altamente rígida. O objetivo principal da política monetária do bitcoin é o crescimento da oferta de moeda, o qual é predeterminado e de conhecimento público. Além disso, o bitcoin é, ao mesmo tempo, uma unidade monetária, um sistema de pagamentos e de liquidação. Dessa forma, os utilizadores transacionam entre si e diretamente, sem depender de um terceiro elemento fiduciário.

- Ao contabilista: bitcoin é como um grande extrato de conta, único e compartilhado por todos os utilizadores simultaneamente. Nele, todas as transações são registadas, sendo verificadas e validadas por nós de rede especializados (mineradores), de modo a evitar o gasto duplo e que utilizadores gastem saldos que não possuem ou de terceiros. Esse registo público universal e único não pode ser alterado. Lá estão devidamente protocoladas todas as transações já realizadas na história do bitcoin, bem como os saldos atualizados de cada utilizador. O extrato de conta é um registo fidedigno, que está sempre atualizado e consolidado. O nome dado a esse extrato de conta é #blockchain.

- Ao economista: bitcoin é uma moeda, um meio de troca, embora ainda pouco líquida quando comparada às demais moedas existentes no mundo. Em algumas regiões de opressão monetária, é cada vez mais usada como reserva de valor. Uma característica peculiar é a sua oferta limitada em 21 milhões de unidades, a qual crescerá paulatinamente a uma taxa decrescente até alcançar esse limite máximo. Embora intangível, o protocolo do bitcoin garante assim, uma escassez autêntica. Como unidade de troca, pode-se afirmar que ainda é pouco empregada como tal, devido especialmente, à sua volatilidade. Bitcoin é também um sistema de pagamentos, o que significa que, pela primeira vez na história da humanidade, a unidade monetária está aliada ao sistema bancário e de pagamento e é parte intrínseca dele.

- Ao jurista: bitcoins como unidade monetária, são mais considerados um bem integrador que, em certos mercados, têm sido aceites em troca de bens e serviços. Poderíamos dizer que essas transações constituem uma permuta, e jamais uma venda com pagamento em dinheiro, pois a moeda, em cada jurisdição, é definida por força de lei, sendo uma prerrogativa de exclusividade do estado.

- Ao pessoal de TI: bitcoin é um software de código aberto, sustentado por uma rede de computadores distribuída (peer-to-peer) em que cada nó é simultaneamente cliente e servidor. Não há um servidor central nem qualquer entidade a controlar a rede. O protocolo do bitcoin, baseado em criptografia avançada, define as regras de funcionamento do sistema, às quais todos os nós da rede acedem, assegurando um consenso generalizado acerca da veracidade das transações realizadas e evitando qualquer violação do protocolo.

- Ao cientista físico: bitcoin é um software que não existe materialmente. Uma unidade monetária de bitcoin nada mais é do que um apontamento contabilístico eletrónico, no qual são registados a conta-corrente (o endereço do bitcoin ou a chave pública) e o saldo de bitcoins em determinado momento. Nesse sentido, uma unidade de bitcoin não difere em nada de uma unidade de euro ou dólar depositada num banco, pois é igualmente um mero registo contabilístico eletrónico. Mas há uma grande diferença. No caso do bitcoin, o espaço no qual os registos são efetuados é único, universal e partilhado por todos os utilizadores (blockchain), enquanto que no sistema atual, cada banco detém e controla o seu registo de transações.

O que o bitcoin representa pode variar de acordo com a ocupação e a realidade de cada pessoa. Mas, sem dúvida alguma, é uma tecnologia revolucionária, e isso não depende de qualquer interpretação pessoal.

#btc #web3

Blockchains #permissionless e #permissioned

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Blockchains permissionless estão abertas para qualquer pessoa. As pessoas podem participar nos mecanismos de consenso, desde que atenda aos requisitos específicos. #Bitcoin, #Ethereum e #Cardano são exemplos de blockchains permissionless, que por norma são transparentes e descentralizadas.

Blockchains permissioned, por outro lado, exigem convites para participar. São normalmente utilizadas em ambientes de negócios privados e adaptadas para casos de uso específicos. O poder é restrito a um pequeno grupo de validadores que tomam a maior parte das decisões da rede. A #transparência pode ser limitada, mas o tempo de execução da rede e a escalabilidade geralmente apresentam melhores resultados.

Podemos analisar a história da tecnologia #blockchain com o #whitepaper do Bitcoin, de #Satoshi Nakamoto. O whitepaper apresenta uma tecnologia blockchain permissionless, onde uma rede descentralizada de computadores chegam a um consenso. Essa tendência permissionless continuou, pois o modelo do Bitcoin influenciou múltiplas gerações de blockchains.

As características da blockchain também se mostraram atraentes para aplicações privadas. Sua imutabilidade, transparência (em alguns aspectos) e segurança criaram uma procura por blockchains que oferecem uma experiência permissioned. Para atender a essa procura, os desenvolvedores de blockchain criaram estruturas permissioned ou blockchains personalizadas para uso de terceiros.

Blockchains permissionless: vantagens

Potencial de descentralização. Nem toda a blockchain permissionless é descentralizada, mas normalmente tem um grande potencial para isso. Qualquer pessoa pode participar do mecanismo de consenso ou usar uma rede permissionless, caso deseje e tenha os recursos para fazê-lo.

Consenso do grupo. As pessoas podem participar ativamente e decidir sobre mudanças na rede. Validadores e utilizadores da rede também podem discordar de propostas. Sendo assim, mudanças com pouca aceitação podem resultar em #hardforks da rede.

Facilidade de acesso. Qualquer pessoa pode criar uma carteira e ingressar numa rede permissionless. Essas redes são facilmente acessíveis e têm barreiras de entrada relativamente baixas.

Blockchains permissionless: desvantagens

Desafios de escalabilidade. Blockchains permissionless devem lidar com grandes bases de utilizadores e alto volume de tráfego. Para uma implementação eficaz, as atualizações de rede que visam melhorar a escalabilidade devem ser aprovadas pelo consenso do grupo.

Utilizadores mal-intencionados. Como qualquer pessoa pode ingressar em blockchains permissionless, sempre existe o risco de agentes mal-intencionados atuando nessas redes.

Transparência excessiva. A maioria das informações sobre blockchains permissionless é gratuita e pública, gerando algumas preocupações relacionadas com privacidade e segurança.

Blockchains permissioned: vantagens

Escalabilidade. Uma blockchain permissioned normalmente é executada por uma entidade com algum grau de controlo sobre os validadores. As atualizações podem, portanto, ser implementadas com mais facilidade.

Fácil personalização. Uma blockchain permissioned pode ser criada para uma determinada finalidade, tornando-a eficiente para uma função específica. Caso as necessidades mudem, é possível fazer alterações nessa blockchain.

Grau controlado de transparência. Um operador de uma blockchain permissioned pode determinar o nível adequado de transparência para a rede, dependendo do caso de uso.

Ingresso apenas via convite. É possível ter um controle rigoroso sobre quem pode ou não pode participar da blockchain.

Blockchains permissioned: desvantagens

Centralização. Geralmente, o poder está concentrado nas mãos de uma entidade central ou um pequeno grupo de validadores escolhidos pelos proprietários da blockchain. Isso significa que as decisões referentes à rede provavelmente não incluirão todos os stakeholders.

Vulnerabilidade a ataques. Blockchains permissioned normalmente têm menos validadores, o que torna seu mecanismo de consenso menos resistente a ataques.

Risco de censura. A possibilidade de conluio na rede ou atualizações introduzidas pelo operador da blockchain apresentam risco de censura. Caso um número suficiente de participantes concorde em fazê-lo, é possível que eles consigam alterar as informações da blockchain.

#btc #web3

Sistema #trustless

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Num sistema trustless significa que os participantes envolvidos não precisam conhecer ou confiar uns nos outros ou em terceiros para que o sistema funcione. Num ambiente onde não é preciso confiar, não há uma entidade única que tenha autoridade sobre o sistema, e o consenso é alcançado sem que os participantes precisem de saber ou confiar em alguém além do próprio sistema.

A característica de não ser preciso confiar numa rede #P2P (ponto-a-ponto) foi introduzida pela #bitcoin, pois permite que todos os dados das transações sejam verificados e armazenados de forma imutável numa #blockchain publica. Esta questão tem algumas exceções, como é o caso da wrapped bitcoin e das stablecoins.

A confiança existe na grande maioria das transações e é parte vital da economia. No entanto, os sistemas que não precisam de #confiança têm o potencial de redefinir as interações económicas, permitindo que as pessoas confiem em conceitos abstratos, em vez de instituições ou terceiros.

É importante considerar que sistemas que não é preciso confiança não eliminam completamente a confiança, mas sim a distribuem num tipo de economia que incentiva determinados comportamentos. Nesses casos, a confiança é minimizada, mas não eliminada.

Os sistemas centralizados não são confiáveis, pois os participantes delegam poder a um ponto central do sistema que depois autorizam a tomar e fazer cumprir as decisões. Num sistema centralizado, desde que o intermediário seja confiável, o sistema funcionará como o pretendido. No entanto, problemas graves podem surgir se a entidade confiável não for confiável. Sistemas centralizados estão sujeitos a mais falhas que sistemas decentralizados. Os dados também podem ser alterados ou manipulados pela autoridade central sem qualquer autorização pública.

Quando se trata de dinheiro, os sistemas centralizados provavelmente têm um apelo mais amplo do que os sistemas descentralizados que não precisam de confiança, pois as pessoas tendem a ser mais felizes em direcionar a confiança para as organizações do que para os sistemas. Enquanto as organizações são compostas por pessoas facilmente corrompíveis, os sistemas que não precisam de confiança podem ser controlados inteiramente por linhas de código.

A #bitcoin e outras blockchains PoW (prova de trabalho) alcançam a falta de necessidade de confiança, dando incentivos económicos para um comportamento honesto. Há um incentivo monetário para manter a segurança da rede e a confiança é distribuída entre muitos participantes. Isto torna a blockchain mais resiliente a vulnerabilidades e ataques, ao mesmo tempo que elimina pontos únicos de falha.

#btc #web3

O que é a #web3 ?

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Podemos dizer que é a "nova" #internet, é mais aberta e transparente e promete utilizar a #blockchain e a inteligência artificial para democratizar a internet e a economia. Na prática, é a terceira metamorfose da internet e é gerida por meio de blockchains. Esta "nova" internet promete descentralizar a rede e limitar a influência das grandes empresas de tecnologia e dos governos, permitindo que as pessoas possam escolher onde as suas informações são armazenadas. Em resumo, o objetivo é retomar a ideia antiga de decentralizar a internet e tornar publico e aberto o protocolo.

Quando foi apresentada ao publico, a world wide web permitia pouca interação e as informações ainda eram centralizadas, ou seja, as pessoas tinham acesso, mas não produziam conteúdo. Isso mudou com a revolução da web 2.0, que permitiu a interação entre utilizadores a partir de blogs, chats e redes sociais. Apesar da inovação esta topologia trouxe alguns problemas. Os utilizadores precisam de fornecer informações pessoais para conseguirem ter uma experiência completa e estão sujeitos a divulgação não autorizada de informações confidenciais. A Amazon, Google e Microsoft controlam mais de 70 % do mercado de armazenamento de dados em nuvem.

Um dos conceitos fundamentais da #web3 é a tokenização. Este processo consiste no registo digital de dados numa #blockchain. Por outras palavras, as informações são criptografadas e armazenadas e podem ser verificadas publicamente, mas não podem ser alteradas. As mudanças trazidas por esta nova fase vão acontecer lentamente, como aconteceu com as outras fases. A transição #web1 para #web2 demorou anos. Ainda estamos em processo de construção, mas a popularização da tokenização indica um terreno fértil para o crescimento da #web3.

A consolidação deste mercado está sujeita a testes e falhas. Os desenvolvedores olham cuidadosamente para projetos que fracassaram, a fim de não repetir os mesmos erros. Apesar de vários fracassos, é evidente para mim que a decentralização e a web3 vieram para ficar e vão fazer parte do futuro próximo. Não é apenas a minha opinião, podemos olhar para os investimentos avultados das bigtechs nesta área e para as moedas digitais dos bancos centrais.

Podemos afirmar que o que temos agora é apenas um cheirinho da web3 mas mesmo assim já existe o conceito da #web5. Web5 é um conceito criado pelo nostr:npub1sg6plzptd64u62a878hep2kev88swjh3tw00gjsfl8f237lmu63q0uf63m

https://www.tbd.website/

que junta a descentralização da #web3 com a velocidade, baixo custo de operação e versatilidade do desenvolvimento da web2.

#bitcoin #btc #altcoins

#Blockchain PoW e PoS

Nas blockchains PoW o consenso é alcançado por meio de prova de trabalho computacional e o objetivo principal é evitar que atores mal intencionados consumam ou ataquem a rede de forma perigosa. Este método de consenso requer um grande poder computacional para criar novos blocos, mas é muito simples, por parte dos outros, verificar esse trabalho. Por isso que se diz que #PoW é uma estratégia assimétrica.

Nas blockchains #PoS o objetivo é o mesmo, criar blocos e chegar a um consenso, mas nas PoS não é necessário um poder de processamento tão grande como nas #PoW. Em média as #PoS gastam menos de 1% da energia das #PoW. Nas #PoS os mineradores são chamados de validadores. Enquanto que nas #PoW quem fica com a recompensa é quem resolve primeiro a charada matemática nas #PoS o validador que vai ganhar a recompensa é escolhido de forma aleatória, mas dando maior probabilidade aos que respeitem determinados critérios. A comunidade #bitcoin é muito relutante em relação a #PoS porque é mais fácil conseguir uma grande quantidade da moeda em causa do que mais que 51% de poder processamento. Logo as #PoS são mais vulneráveis no que toca a segurança. Mas aqui cada caso é um caso e é preciso fazer essa análise para cada moeda.

As blockchains #PoW tendem a ser mais descentralizadas enquanto as #PoS mais centralizadas, não só em acesso, mas também em operação. Mais de metade de dos validadores #eth2 estão na cloud da #amazon. As blockchains PoW apresentam grandes desafios na escalabilidade de operação, muitas vezes exigindo soluções de segunda camada (#L2), enquanto que as #PoS possuem mecanismos de escalabilidade muito mais flexíveis. Os algoritmos #PoW são muito mais simples de implementar do que os #PoS e, portanto, menos suscetíveis a erros. Um bom exemplo é o #PoS da ethereum que estava a ser implementado desde 2018.

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O que é a #blockchain ?

A #blockchain é uma base de dados. O que a faz tão importante é o facto de não ser uma base de dados convencional: o sistema funciona como um livro de registos, mas inviolável, descentralizada e bastante eficiente.

A tecnologia é tão interessante que logo ficou claro que a #blockchain também poderia ser utilizada noutros sistemas, dos mais diversos tipos: financeiros, comerciais, governamentais, gerenciais, eleitorais entre outros. Não é por menos que bancos, seguradoras, corretoras de ações, empresas de segurança, governos e tantas outras instituições que estão a integrar esta nova tecnologia.

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#bitcoin #btc #altcoins

#bitcoin #btc #web3 #SatoshiNakamoto

Whitepaper da bitcoin

Satoshi Nakamoto, é o pseudónimo de uma pessoa ou grupo que escreveu o paper da bitcoin em 2008. Foi publicado 15 dias depois de estourar a crise de 2008 com a falência do Lehman Brothers. Meses depois, no dia 3 de janeiro de 2009 foi cunhado o primeiro bloco da bitcoin. Ficou registado para sempre nesse bloco a mensagem seguinte: “The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks”

Paper publicado por Satoshi Nakamoto traduzido para português

“Uma versão puramente peer-to-peer de dinheiro eletrônico permitiria que pagamentos on-line fossem enviados diretamente de uma parte para outra, sem passar por uma instituição financeira. As assinaturas digitais fornecem parte da solução, mas os principais benefícios são perdidos se um terceiro confiável ainda é necessário para evitar o gasto duplo. Nós propomos uma solução para o problema de gasto duplo usando uma rede peer-to-peer. A rede insere data e hora nas transações através de um hash em uma cadeia contínua de prova-de-trabalho à base de hash, formando um registro que não pode ser alterado sem refazer a prova-de-trabalho. A cadeia mais longa não só serve como prova da sequência de eventos testemunhados, mas prova de que ela veio do maior pool de CPUs. Enquanto a maioria do poder das CPUs é controlado por nós que não estão cooperando para atacar a rede, eles irão gerar a cadeia mais longa e superar os atacantes. A própria rede requer estrutura mínima. As mensagens são espalhadas em regime de melhor esforço, e nós podem sair e regressar a rede à vontade, aceitando a cadeia mais longa de prova-de-trabalho, como prova do que aconteceu enquanto eles estavam fora.”

PDF completo aqui: https://bitcoin.org/files/bitcoin-paper/bitcoin_pt_br.pdf

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#bitcoin #btc #fiat #web3 #fed #fdic #pyramid

A nossa querida pirâmide

No sistema bancário dificilmente um banco vai à falência sozinho, quando um grande banco vai á falência arrasta outros grandes bancos. Para entender como o sistema financeiro atual é uma espécie de pirâmide precisamos entender como chegamos ao estado atual.

Tudo começou em 1907 nos Estados Unidos da América com o JP Morgan a salvar vários bancos mais pequenos da falência, junto com os Rockefellers, fazendo um baquinha para evitar o colapso total e restabelecer a confiança no sistema. Mas correu mal, e dias depois a bolsa norte americana caiu 50% porque não havia mais financiamento. Mais uma vez o JP Morgan conseguiu reunir com os seus amigos e juntar mais dinheiro para salvar a bolsa. A conclusão da altura foi que era preciso um banco central onde pudessem recorrer caso a situação voltasse a acontecer. Ou seja, os bancos a partir de agora podem fazer operações arriscadas que já têm onde recorrer caso corra mal. Em 1913 foi criado o FED.

Em 2008 aconteceu a crise global do Lehman Brothers, uns anos antes os bancos andavam a comprar ativos de alto risco, grosso modo eram hipotecas que dificilmente iriam ser pagas e empréstimos a pessoas que não conseguiam honrar os compromissos. Mais uma vez ligaram a impressora e salvaram os bancos.

Este ano está a acontecer outra vez a mesma coisa mas de uma forma diferente, ao contrário da crise de 2008, os bancos estão a falir não por terem ativos de alto risco, mas por terem títulos de divida americana, supostamente o investimento mais seguro do mundo. Os títulos de divida americana antigos perderam valor porque as taxas de juro aumentaram. Em 2020 e 2021 as taxas de juro a 10 anos nos EUA estavam nos 0,08%, mas para conter a inflação depois de imprimirem em 2020 e 2021 mais de 50% dos dólares em circulação, as taxas de juro foram aumentadas gradualmente até chegarem aos 5%. Isso quer dizer que quem quisesse vender os títulos de 0,08% não encontra ninguém para os comprar porque agora os títulos estão a pagar muito mais. A única forma de os vender é vender com grande desconto e foi isso que o Silicon Valley fez, além de sofrerem de uma corrida aos depósitos.

Que ironia, os títulos tóxicos agora são os títulos de divida americana. Todas as regulamentações e testes de stress foram feitos pelo Silicon Valley mas mesmo assim caiu. Mais uma vez foi ligada a impressora magica para salvar os queridos bancos, mas dizem que não é um resgate porque estão a emprestar dinheiro e a receber como garantia o património dos mesmos. E qual é esse património? São os títulos de divida do próprio governo. Confuso, não é? Tudo em nome da confiança no FED para proteger o sistema.

Foi acabado de criar o Bank Term Funding Program que resumindo é uma operação de recompra padrão, ou seja, empréstimos garantidos pelo tesouro americano. Mas com uma pequena diferença das recompras antigas, o FED está a emprestar pelo valor nominal, ou seja, as instituições podem trocar ativos desvalorizados por dinheiro no valor que compraram no passado. Não há perda nem punição para ninguém, o FED assumiu os títulos desvalorizados que os bancos tinham, dando-lhes liquidez. Quase tudo igual ao quantitative easing mas com uma narrativa nova, mais moderna. Podem ir confirmar o balanço do banco central que cresceu mais de 300 mil milhões de dólares nestes resgates recentes. O FDIC tem 128 biliões, mas os bancos têm depósitos de 17 triliões (notação americana), já dá para ver o que acontece se os americanos começarem a levantar o guito do banco. Nem quero imaginar.

O que o FED está a fazer é assumir o risco e de certa forma a assumir que a culpa foi deles e isso não é mais que quebrar a valiosa confiança no sistema atual. Mas afinal quem vai resgatar o FED se as coisas derem para o torto? Quando o FED imprime dinheiro o que eles estão a fazer é passar todo o risco para os credores, ou seja, quem usa o dólar. Com isto, os EUA estão a exportar todos os seus problemas para quem utiliza o dólar. E hoje em dia quase todos os negócios internacionais são feitos em dólares. Não são burros não! Tudo isso sem perguntar nada para quem utiliza o dólar. O FED está insolvente, e não sou o único a dizer isso. Podem confirmar as perdas não realizadas do FED.

Esta é a maior pirâmide financeira do mundo, mas ela tem de continuar senão …