Avatar
Bellator Vult
dff950336797900eef96114ff3c548ba2cb249eeb8066498e5d2a9b8862fbf40
Sou eu, nada além de mim, eu mesmo e não outro e nem, vejam bem, qualquer outra pessoa que não seja eu. Eu sou o “eu” deste perfil. O conteúdo aqui é 100% eu, no sentido de que é escrito por mim. Por este eu. Não por um impostor. Eu sou eu. Se você me perguntar quem eu sou, a resposta é: sou eu. E se você não gostou, lamento, mas eu não tenho a opção de ser outro.

Interessante! A colunista tem filhos?

Tô em choque! Precisamos fazer algo! Vamos banir o papel higiênico e usar três conchinhas. Usar um app que planta árvores e transformar filtros de café usados em roupa íntima! Só assim a cruel IA pararemos, o clima salvaremos e os candeeiros e datilógrafos recuperarão seus empregos.

E cada um que me aparece!

> “Ser contra a linguagem neutra não tem a ver com não ter preciosismo, tem a ver com rejeitar e não participar de linguagens marginais, sem sentido útil e própria de um grupo alienado cheio de problemas mentais.”

Tem tudo a ver. Todas as suas propostas e argumentos são tão semelhantes quanto ao subdialeto neutro, artificiais e sem basilares.

> “De qualquer forma, usar leis para proibir isso ao inves do puro bom senso e boicote é de uma grande mentalidade estatista, que é quase que igualmente ridícula…”

Sim. Bom senso e boicote popular levaram a um contrato coletivo para rejeitar mudanças artificiais na língua e preservá-la. Esse contrato, debatido e votado, chama-se lei.

> “E me parece que você não é libertário, inclusive.”

Correto, sou católico. Como tal, defendo que todos se expressem livremente, do culto ao coloquial, em qualquer grau de complexidade. Tu, libertário, queres cercear essa expressão por capricho. Ironia, não?

Clubinho de sensíveis e assim mesmo.

Um dia eles vão chegar na 5ª série ou vir brincar no parquinho.

E só esperar largar a mamadeira. Demora? Demora, mas uma hora e leitada acaba.

> “Na verdade, a maior parte da população prefere a simplificação e ela é muito mais comum do que jamais foi, pois os meios de comunicação hoje são muito mais informais e acessíveis.“

De fato, o fazem. Fazem-no por terem segurança nos ricos conjuntos construtivos basilares que sustentam a língua portuguesa, seja intuitivamente, seja por dedicação. O inverso é impossível: de meras simplificações, não se constrói uma língua. Constrói-se uma casa da base, não do telhado.

> Em relação a modificação de termos do inglês para a nossa gramática, já a muito tempo isso tá caindo em desuso, principalmente para termos que tivemos contato mais pras últimas 5 décadas. Não usamos xampu, mas shampoo; nem mause, mas mouse; nem internete, mas internet; e tantas outras palavras...

Não adaptam por desleixo, preguiça e desamor à língua. O “desuso” é só um ato comportamental que não justificativa abolir para todos. Palavras estrangeiras “soltas” (ex.: “shampoo”) soam exóticas e estranham o texto, mesmo sendo comuns. Prova? São usadas na propaganda e textos pra chamar atenção! Isso não quer dizer que está correto.

Meu ponto é: a língua portuguesa, como está hoje, tem tudo o que se deseja e mais. Atende a todos com vários degraus de complexidade, para cada um escolher o seu, seguindo somente, a meu ver, duas regras universais: 1 — Para uma exposição respeitável no universo lusófono, use o português culto; 2 — Para outros usos, siga os costumes da sua comunidade.

Apresenta bons pontos, substanciando minha exposição.

As tais reduções são voláteis e temporárias, costume tão antigo que somente alguns casos são normatizados. Seu exemplo, “Olhe, você vai ver!” → “Ó, cê vai vê!”, a meu ver, entende-se mais como dialeto ou subdialeto, algo comum e esperado, servindo como tempero lexical, sem precisar de extravagâncias reformistas.

Já as notas rápidas, sabidamente conhecidas como taquigrafia (rabiscos, sinais, símbolos, etc.), todo idioma tem. São personalismos de usuários ou grupos funcionais bem restritos, e, quando de uso comum, geram mais problemas do que soluções. A taquigrafia de décadas atrás nem é sequer lembrada hoje.

Veja a maravilha da língua portuguesa: não só consegue aceitar tudo isso, como também estrangeirismos, a ponto de acomodá-los, aportuguesando-os. Veja a palavra “foottball → futebol” como exemplo.

Já a redução de acentos, pontuação, perda de conjugações ou simplificação de regras é pura beocidade pedagógica e causa danos irratificáveis psíquica, sociais e materiais.

Não vejo problema em usar a língua portuguesa de forma mais bairrista e ordinária, pois aí está sua magnificência: ela o permite, por ser um idioma rico. Tirar elementos dele o empobrece, tornando-o rígido e sem essa moldabilidade.

Direto e reto: NADA de simplificar o português!

Caso queira apreciar minhas lamentações, fico lisonjeado:

Sério? Quer transformar uma Ferrari num Fiat 147? Vale-me Deus! Não caio nessa de complexo de vira-lata ou subserviência a modismos linguísticos. Esse papo é néscio e ignora a grandiosidade da língua portuguesa.

Somos invejados por nossa maternidade linguística, e vai tu desmereceres isso? Seja pragmático e joga tudo na lixeira e adota a gambiarra do inglês logo.

Dane-se a trema, com sua clareza fonética e etimologia, e os porquês, com sua precisão! No lugar, o quê? Contexto? O texto vira uma advinha! Ou vamos abolir o “ç” e os “ss” para ficar “minimalista e sofisticado”? Nice!

Certo, há pontos confusos e obscuros a serem clarificados, mas remover recursos, regras ou estruturas inteiras por pura letargia intelectual? Não! Pior ainda: o Brasil padece de uma grave deficiência no ensino dessa bela flor de Lácio, desvalorizando sua riqueza.

Replying to Avatar idsera

As pessoas talvez não tenham noção de que pelo menos os pagamentos fiat entre diferentes moedas e países está prestes a sofrer uma grande disrupção, pois os pagamentos serão tão fáceis e rápidos como mandar um email, além de permitir vários novos casos de uso na Internet. Eu acredito que a briga para vencer essa disputa está entre duas empresas, a https://lightspark.com/ e a https://www.circle.com/pt-br/cpn. A primeira usa Bitcoin/Lightning e Nostr Wallet Connect como o ativo, rede e protocolo nas transações e a outra usa Stablecoin USDC e blockchains.

Eu espero e torço bastante para que a Lightspark vença essa disputa, pois ela está muito mais alinhada com o Bitcoin. Eles tem um parceiro grande que já está habilitando essas transações transfronteiriças de dinheiro fiat usando a liquidez do Bitcoin, que é o Nubank.

E também estão criando um L2 de Bitcoin bastante interessante que é a https://spark.info/.

Rede Líquida?

Não, obrigado. Prefiro a selva do #NOSTR do que o parquinho com cercadinho do #Mastodon.