1. Om. A Deusa era de fato uma no começo. Sozinha ela emitiu o ovo do mundo. Ela é conhecida como Parte do Amor (IM). Ela é conhecida como o instante semi-silábico após OM.
2. Dela nasceu Brahma; Vishnu nasceu; Rudra nasceu. Todos os deuses do vento nasceram, menestréis celestiais, ninfas, seres semi-humanos tocando instrumentos, nasceram dela, por toda parte.
Nasceu o que é apreciado; tudo nasceu (dela). Tudo de Poder nasceu dela. O nascido do ovo, o nascido do suor, o nascido da semente, o nascido do útero, tudo o que respira aqui, tanto o estacionário quanto o móvel, e o homem nasceram dela.
3. Ela, aqui, é o Poder supremo. Ela, aqui, é a ciência de Sambhu, conhecida ou como a ciência que começa com ka, ou como a ciência que começa com ha, ou como a ciência que começa com sa.
Este é o Om secreto baseado na palavra Om.
4. Permeando as três cidades, os três corpos, iluminando por dentro e por fora,
Ela, a Consciência interior, torna-se a Maha-Tripura-Sundari, estando associada ao espaço, ao tempo e aos objetos.
5. Somente ela é Atman.
Diferente dela é a mentira, o não-eu.
Conseqüentemente, Ela é a Consciência Brahman, livre (até mesmo) de um toque de ser e não-ser.
Ela é a Ciência da Consciência, a Consciência Brahman não-dual, uma onda de Ser-Consciência-Bem-aventurança.
A Beleza das três grandes cidades, penetrando por fora e por dentro, é resplandecente, não-dual e auto-subsistente. O que é é puro Ser; o que brilha é a Consciência pura; o que é querido é a bem-aventurança. Então aqui está o Maha-Tripura-Sundari que assume todas as formas. Você e eu e todo o mundo e todas as divindades e todos além somos o Maha-Tripura-Sundari. A única Verdade é aquilo chamado “o Belo”.
É o Brahman não-dual, integral e supremo.
6. A forma quíntupla abandonada
E efeitos como o espaço transcendido,
Continua sendo o único, o grande Ser,
A Base suprema, a única Verdade.
7. É declarado que ‘Brahman é Consciência’ ou que ‘Eu sou Brahman’. No diálogo se diz: ‘Tu és Isso’; ou ‘Este Atman é Brahman’; ou 'Eu sou Brahman'; ou 'Só Brahman sou eu'.
9. As canções de louvor habitam a esfera mais elevada
Onde habitam todos os deuses;
Com Ric, o que fará aquele que não sabe disso?
Aqueles que sabem disso bem, vivem bem;
Esta é a ciência secreta.
OM! A fala está enraizada no meu pensamento (mente) e meu pensamento está enraizado na minha fala.
Seja manifesto, patente para mim;
sejam vocês dois, para mim, os pilares do Veda.
Que a tradição védica não me abandone.
Com esta sabedoria dominada, uno o dia à noite.
Falarei o que é certo;
Direi o que é verdade.
Deixe isso me proteger;
deixe isso proteger o orador.
Deixe isso me proteger.
Deixe isso proteger o orador,
proteja o orador!
Om! Paz ! Paz ! Paz !
Aqui termina o Bahvrich Upanishad, incluído no Rig-Veda.
Bahvricha Upanishad
Traduzido pelo Dr. A. G.. Krishna Warrier.
Publicado pela Editora Teosófica, Chennai, India

9. Assim como o sol absorve todas as águas e o fogo consome todas as coisas (permanecendo inalterado por elas), mesmo assim o Yogue puro desfruta de todos os objetos, não manchado por virtudes ou pecados.
10. Assim como o oceano para o qual todas as águas fluem mantém sua própria natureza apesar da água fluir (de todos os lados), somente ele alcança a paz para quem todos os desejos fluem da mesma maneira; não aquele que busca os objetos de prazer.
11. Não há morte nem nascimento; ninguém está apegado, ninguém aspira. Não há nem buscador da libertação nem qualquer libertado; esta realmente é a Verdade última.
12. Muitas foram as minhas atividades no passado para ganhar coisas aqui e no futuro, ou para obter a libertação. Tudo isso agora é do passado.
13. Esse é o estado de contentamento. Na verdade, lembrando-se das mesmas conquistas (isto é, do passado) envolvendo objetos, ele agora permanece sempre contente. Os miseráveis, ignorantes, desejosos de filhos, etc., muitas necessidades acabam por sofrer.
14. Por que sofrerei, estando cheio de felicidade suprema? Deixe aqueles que desejam ir para outros mundos realizar rituais.
15. O que devo realizar eu, que sou da natureza de todos os mundos? Para quê e como?
Deixe aqueles que são mundanos atuarem? Para quê e como? Deixe aqueles que são qualificados interpretarem os Shastras ou ensinarem os Vedas.
16. Não possuo tal qualificação, pois estou livre de ação. Não tenho vontade de dormir ou mendigar. Nem eu os faço.
17. Se os espectadores se sobrepõem assim, deixe-os fazê-lo. O que me importa a sobreposição dos outros? Um monte de bagas vermelhas e pretas (do Abrus precatorius) não queimaria, mesmo que outros lhe impusessem fogo.
Da mesma forma, não participo dos deveres mundanos impostos (a mim) por outros.
18. Que aqueles que ignoram a realidade estudem as escrituras; sabendo (a realidade) por que devo estudar? Deixe que aqueles que têm dúvidas reflitam (sobre o que foi estudado). Não tendo dúvidas, não reflito.
19. Se eu estivesse iludido, poderia meditar; não tendo ilusão, que meditação pode haver (para mim)? Confundir o corpo como o Ser, nunca experimentei.
20. O uso habitual de ‘eu sou um homem’ é possível mesmo sem esta confusão, pois é devido a impressões acumuladas durante um longo tempo.
21. Quando os resultados das ações postas em movimento [prarabdha-karman] se esgotam, os hábitos também terminam.
Isto (uso mundano) não cessará mesmo com meditação repetida, a menos que tais ações sejam esgotadas.
22. Se você busca a pouca frequência nas relações mundanas, que haja contemplação para você.
Por que deveria eu, a quem as relações mundanas não oferecem nenhum obstáculo, contemplar?
23. Por não ter distrações, não preciso de concentração, distração ou concentração sendo da mente que modifica.
24. Que experiência separada pode haver para mim, que sou da natureza da experiência eterna? O que deve ser feito está feito, o que deve ser conquistado é conquistado para sempre.
30. Abençoado sou, abençoado sou.
Direta e sempre, experimento meu próprio Ser.
Abençoado sou eu, abençoado sou eu, a bem-aventurança de Brahman brilha intensamente em mim.
31. Abençoado sou, abençoado sou.
Não vejo a miséria da existência.
Abençoado sou eu, abençoado sou eu; minha ignorância fugiu.
32. Abençoado sou, abençoado sou; nenhum dever existe para mim. Abençoado sou eu, abençoado sou eu; tudo o que deve ser obtido agora é obtido.
33. Abençoado sou eu, abençoado sou. Que comparação existe no mundo para o meu contentamento!
Abençoado sou eu, abençoado sou eu;
abençoado, abençoado, novamente e novamente abençoado.
Om! Que Ele proteja nós dois juntos;
que Ele nos alimente juntos;
Que possamos trabalhar em conjunto com muita energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e eficaz;
Que não possamos disputar mutuamente (ou que não odiemos ninguém).
Om! Que haja Paz em mim!
Que haja Paz em meu ambiente!
Que haja Paz nas forças que atuam sobre mim!
Aqui termina o Avadhuta Upanishad pertencente ao Krishna-Yajur-Veda.
Avadhuta Upanishad
Traduzido pelo Prof. A. A. Ramanathan
Publicado pela Editora Teosófica, Chennai, India

Nachiketa:
Ensinai-me, Ó Rei, eu vos suplico, o que sabeis estar além do certo e do errado, além da causa e do efeito, além do passado, do presente e do futuro.
O Rei da Morte:
Do objetivo que todos os Vedas proclamam, o qual está implícito em todas as penitências, e em busca do qual homens levam vidas de continência e de serviço, dele falarei sucintamente.
Ele é - OM.
Esta sílaba é Brahman. Esta sílaba é de fato suprema. Aquele que a conhece realiza o seu desejo.
Ela é o apoio mais forte. É o símbolo mais elevado. Aquele que a conhece é reverenciado como um conhecedor de Brahman.
O Eu, cujo símbolo é OM, é Deus onisciente. Ele não nasce. Ele não morre. Ele não é nem causa nem efeito. Esse Ser Antigo não nasceu, é eterno, imperecível; embora o corpo seja destruído, ele não é
aniquilado.
Se o assassino pensa que ele mata, se o assassinado crê que ele é morto, nenhum dos dois conhece a verdade. O Eu não mata nem é morto.
Menor do que o menor, maior do que o maior, esse Eu habita para sempre dentro dos corações de todos. Quando um homem está livre de desejos, com sua mente e seus sentidos purificados, ele contempla a glória do Eu e está sem sofrimento.
Apesar de sentado, ele viaja para longe; embora descansando, ele move todas as coisas. Quem, a não ser o mais puro dos puros, pode perceber esse Ser Fulgurante, que é a felicidade e que está além da
felicidade?
Ele não possui forma, embora habite a forma. No meio do transitório, ele permanece perene.
O Eu é supremo e tudo permeia. O homem sábio, conhecendo-o em sua verdadeira natureza, transcende toda dor.
O Eu não é conhecido através do estudo das escrituras, nem através da sutileza do intelecto, nem através de muito aprendizado.
Mas é conhecido por aquele que anseia por ele.
O Eu revela verdadeiramente a ele o seu genuíno ser.
Um homem não poderá conhecê-lo através do aprendizado, se não desistir do mal, se não controlar seus sentidos, se não acalmar sua mente, e se não praticar a meditação.
Para ele os Brahmins e os Kshatriyas são apenas alimento, e a morte é em si um condimento.
Tanto o eu individual como o Eu Universal penetraram na caverna do coração, o domicílio do Mais Alto, porém os conhecedores de Brahman e os chefes de família que realizam os sacrifícios do fogo
enxergam a diferença entre eles como entre a luz do Sol e a sombra.
Possamos realizar o Sacrifício Nachiketa, que transpõe o mundo do sofrimento. Possamos conhecer o imperecível Brahman, que nada teme, e que é o objetivo e o refúgio daqueles que procuram a
liberação.
Sabei que o Eu é o cavaleiro, e que o corpo é a carruagem; que o intelecto é o cocheiro, e que a mente são as rédeas.
Os sentidos, dizem os sábios, são os cavalos; as estradas por onde passam são os labirintos do desejo. Os sábios consideram o Eu como aquele que se deleita quando está unido ao corpo, aos sentidos e á
mente.
Quando um homem não possui discernimento e sua mente está desgovernada, seus sentidos são incontroláveis, como os cavalos rebeldes de um cocheiro. Porém, quando um homem possui discernimento e sua mente está controlada, seus sentidos, como os cavalos bem-domados de um cocheiro, obedecem
alegremente às rédeas.
Om...
Que Brahman nos proteja,
Que ele nos guie,
Que nos dê força e entendimento correto.
Que o amor e a harmonia estejam com todos nós.
OM... Paz - paz - paz
Katha Upanishad
tradução de Swami Prabhavananda

Nachiketa:
Ensinai-me, Ó Rei, eu vos suplico, o que sabeis estar além do certo e do errado, além da causa e do
efeito, além do passado, do presente e do futuro.
O Rei da Morte:
Do objetivo que todos os Vedas proclamam, o qual está implícito em todas as penitências, e em
busca do qual homens levam vidas de continência e de serviço, dele falarei sucintamente.
Ele é - OM.
Esta sílaba é Brahman. Esta sílaba é de fato suprema. Aquele que a conhece realiza o seu desejo.
Ela é o apoio mais forte. É o símbolo mais elevado. Aquele que a conhece é reverenciado como um conhecedor de Brahman.
O Eu, cujo símbolo é OM, é Deus onisciente. Ele não nasce. Ele não morre. Ele não é nem causa
nem efeito. Esse Ser Antigo não nasceu, é eterno, imperecível; embora o corpo seja destruído, ele não é
aniquilado.
Se o assassino pensa que ele mata, se o assassinado crê que ele é morto, nenhum dos dois conhece
a verdade. O Eu não mata nem é morto.
Menor do que o menor, maior do que o maior, esse Eu habita para sempre dentro dos corações de
todos. Quando um homem está livre de desejos, com sua mente e seus sentidos purificados, ele contempla a
glória do Eu e está sem sofrimento.
Apesar de sentado, ele viaja para longe; embora descansando, ele move todas as coisas. Quem, a
não ser o mais puro dos puros, pode perceber esse Ser Fulgurante, que é a felicidade e que está além da
felicidade?
Ele não possui forma, embora habite a forma. No meio do transitório, ele permanece perene.
O Eu é supremo e tudo permeia. O homem sábio, conhecendo-o em sua verdadeira natureza, transcende toda dor.
O Eu não é conhecido através do estudo das escrituras, nem através da sutileza do intelecto, nem
através de muito aprendizado.
Mas é conhecido por aquele que anseia por ele.7 O Eu revela verdadeiramente a ele o seu genuíno ser.
Um homem não poderá conhecê-lo através do aprendizado, se não desistir do mal, se não controlar
seus sentidos, se não acalmar sua mente, e se não praticar a meditação.
Para ele os Brahmins e os Kshatriyas são apenas alimento, e a morte é em si um condimento.
Tanto o eu individual como o Eu Universal penetraram na caverna do coração, o domicílio do
Mais Alto, porém os conhecedores de Brahman e os chefes de família que realizam os sacrifícios do fogo
enxergam a diferença entre eles como entre a luz do Sol e a sombra.
Possamos realizar o Sacrifício Nachiketa, que transpõe o mundo do sofrimento. Possamos
conhecer o imperecível Brahman, que nada teme, e que é o objetivo e o refúgio daqueles que procuram a
liberação.
Sabei que o Eu é o cavaleiro, e que o corpo é a carruagem; que o intelecto é o cocheiro, e que a
mente são as rédeas.
Os sentidos, dizem os sábios, são os cavalos; as estradas por onde passam são os labirintos do
desejo. Os sábios consideram o Eu como aquele que se deleita quando está unido ao corpo, aos sentidos e á
mente.
Quando um homem não possui discernimento e sua mente está desgovernada, seus sentidos são
incontroláveis, como os cavalos rebeldes de um cocheiro. Porém, quando um homem possui discernimento
e sua mente está controlada, seus sentidos, como os cavalos bem-domados de um cocheiro, obedecem
alegremente às rédeas.
Om...
Que Brahman nos proteja,
Que ele nos guie,
Que nos dê força e entendimento correto.
Que o amor e a harmonia estejam com todos nós.
OM... Paz - paz - paz
Katha Upanishad
tradução de Swami Prabhavananda

37 – Disse Arjuna:
O que acontece a uma pessoa que tem shraddha (fé), mas carece de
determinação e não consegue ter a perfeição no yoga (antes de
morrer), devido à que sua mente vaga por toda parte?
38 – Ó Krishna, Tu de poderosos braços, (este homem) perdido no
caminho de Brahman, caindo de ambos (conhecimento e karmayoga) e sem suporte, não perecerá como uma pequena nuvem desprendida (de uma grande massa de nuvens)?
39 – Ó Krishna, Tu deves tirar de mim esta dúvida completamente,
porque ninguém além de Ti pode fazê-lo.
40 – Disse o BENDITO SENHOR:
Realmente, ó Partha, não há destruição para este homem nem aqui e
nem no além, porque, meu filho, o benfeitor jamais termina mal.
41-42 – Aquele que caiu do yoga (que não alcançou a perfeição) vai à
esfera dos justos; depois de viver ali durante longo tempo, renasce em uma família de pessoas puras e prósperas ou renasce em uma família de sábios karmayoguis.
Na realidade um nascimento assim é muito difícil de conseguir.
43 – Então entra em contacto com o conhecimento adquirido na vida
passada e se esforça mais do que antes para ter a perfeição, ó
Kourava!
44 – Este homem, ainda assim, é levado à sua meta só pela força de suas práticas anteriores. Mesmo um mero investigador sobre o yoga é superior aos que fazem cultos.
45 – Certamente, o yogui que pratica assiduamente, se purifica de suas faltas e aperfeiçoando-se durante várias vidas, ao final atinge a meta suprema.
46 – O yogui é considerado superior aos ascetas, aos
homens de conhecimento e às pessoas de ação; por isso seja um yogui.
47 – Segundo Minha opinião, de todos os yoguis, sobressai aquele que com fé Me adora com toda sua mente absorta em Mim.
Sri krishna
Bhagavad Gita
Capítulo VI
O CAMINHO DA MEDITAÇÃO
tradução Swami Vijoyananda

Dentro da cidade de Brahman, que é o corpo, existe o coração, e dentro do coração existe uma pequena casa. Essa casa possui a forma de um lótus, e dentro dela mora aquilo que deve ser procurado, investigado e percebido.
O que é então que, morando dentro dessa pequena casa, desse lótus do coração, deve ser procurado, investigado e percebido?
Tão grande quanto o Universo exterior, é o Universo dentro do lótus do coração. Dentro dele estão os céus e a Terra, o Sol, a Lua, o relâmpago, e todas as estrelas. O que está no macrocosmo está nesse microcosmo.
Todas as coisas que existem, todos os seres e todos os desejos estão na cidade de Brahman; o que então acontece com eles quando a velhice se aproxima e o corpo se dissolve na morte ?
Apesar de a velhice chegar ao corpo, o lótus do coração não envelhece. Por ocasião da morte do corpo, ele não morre. O lótus do coração, onde Brahman existe em toda a sua glória - ali, e não no corpo, está a verdadeira cidade de Brahman. Brahman, que ali habita, não é tocado por qualquer ação, não envelhece, é imortal, está livre da dor, da fome e da sede. Seus desejos são desejos perfeitos, e seus desejos são satisfeitos.
Do mesmo modo como aqui na Terra toda a riqueza que alguém obtém é apenas transitória, também são transitórias as alegrias celestiais obtidas pela execução de sacrifícios. Conseqüentemente, aqueles que morrem sem haver percebido o Eu e seus desejos corretos não encontram felicidade permanente em qualquer mundo a que possam ir; enquanto aqueles que perceberam o Eu e seus desejos corretos encontram felicidade permanente em todos os lugares.
Na verdade, seja o que for que um tal conhecedor de Brahman possa desejar, imediatamente o obtém; e após obtê-lo é louvado pelos homens. A satisfação dos desejos corretos está ao alcance de todos, porém um véu de ignorância obstrui o ignorante. É por isso que, embora desejem ver seus mortos, seus entes queridos, não podem vê-los.
Ansiamos por nossos entes queridos, entre os' vivos ou entre os mortos, ou existe algo pelo qual ansiamos e, contudo, apesar de todo nosso desejo, não o obtemos? Tudo será nosso se apenas mergulhamos profundamente no interior, até o lótus do coração onde habita o Senhor. Sim, o objeto de todo desejo correto está ao nosso alcance, embora invisível, escondido por um véu de ilusão.
Do mesmo modo como uma pessoa que não saiba que um tesouro repleto de ouro se encontra enterrado embaixo dos seus pés poderá passar por cima dele repetidamente e não encontrá-lo, assim todos os seres vivem cada momento na cidade de Brahman, porém nunca o encontram, devido ao véu da ilusão atrás do qual ele está escondido.
O Eu reside dentro do lótus do coração. Sabendo disso, consagrado ao Eu, o sábio penetra diariamente nesse santuário sagrado.
Absorto no Eu, o sábio se liberta da identidade com o corpo e vive num estado jubiloso de consciência. O Eu é o imortal, o que não tem medo; o Eu é Brahman. Esse Brahman é a Verdade eterna.
O Eu dentro do coração é como uma fronteira que separa o mundo daquele. O dia e a noite não atravessam essa fronteira, nem a velhice, nem a morte; nem a dor ou o prazer, nem as boas ou as más ações. Todo o mal foge DELE. Pois ELE está livre da impureza: ELE nunca pode ser tocado pela impureza.
Portanto, aquele que atravessou essa fronteira, e percebeu o Eu, se for cego, deixará de ser cego; se estiver ferido, deixará de estar ferido; se estiver aflito, deixará de estar aflito. Quando essa fronteira é atravessada, a noite se torna dia, pois o mundo de Brahman é a própria luz.
Esse mundo de Brahman é atingido por aqueles que praticam a continência, pois o conhecedor da verdade eterna a conhece através da continência; e o que é conhecido como veneração, isso também é continência. Pois um homem venera o Senhor pela continência, e assim o atinge.
O que as pessoas chamam de salvação é, na verdade, continência. Pois através da continência o homem é libertado da ignorância; e o que é conhecido como voto de silêncio, isso também é, na verdade, continência. Pois um homem, através da continência, percebe o Eu e vive em calma contemplação.
Que a tranqüilidade desça sobre os meus membros,
A minha fala, o meu alento, os meus olhos, os meus ouvidos;
Que todos os meus sentidos se tomem claros e fortes.
Que Brahman se mostre a mim.
Que eu jamais negue Brahman, nem Brahman a mim.
Eu com ele e ele comigo -
possamos permanecer sempre juntos.
Que seja revelada a mim,
Que sou devotado a Brahman,
A sagrada verdade dos Upanishads.
OM. .. Paz - paz - paz.
Chandogya Upanishad
Os Upanishads
tradução de Swami Prabhavananda

Para alcançar a liberdade, devemos transcender os limites do nosso universo. O perfeito equilíbrio, ou o que os cristãos chamam a paz, que se encontra além de todo entendimento, não pode ser conquistado neste mundo, nem no céu nem em lugar algum onde nossa mente possa pensar, os sentidos perceber e a
imaginação conceber.
Nenhum destes lugares pode nos dar a liberdade, porque todos eles estariam dentro de nosso universo e este está limitado pelo tempo, espaço e causação. Podem existir lugares que sejam
mais etéreos do que nossa terra, onde os prazeres sejam mais intensos, porém mesmo esses lugares estarão dentro de nosso universo, e portanto, sujeitos à lei; por conseguinte, devemos ir mais além, e a verdadeira religião começa onde termina o nosso universo.
As rápidas alegrias e sofrimentos findam onde a realidade começa. Enquanto não abandonarmos a sêde de viver, a atração pela existência transitória e condicionada, não teremos nem sequer a esperança de vislumbrar essa infinita liberdade que existe além
do limitado.
É lógico que não existe mais do que uma só maneira de obter esta liberdade (uma das mais nobres aspirações da humanidade) : o desprezo desta pequena vida, deste pequeno universo, desta terra, do céu, do corpo, da mente e de tudo o que está limitado e condicionado. Se renunciarmos o nosso apego por este pequeno universo dos sentidos e da mente, seremos imediatamente livres.
É o único modo de se livrar dos laços e ir além das limitações da lei e da causação.
Todavia, é sumamente difícil deixarmos de nos aferrar a este universo; muito poucos o conseguem. Nossos livros mencionam um dos modos de obtê-lo.
Um é chamado nei, neti (isto não, isto não), e o outro se chama
iti (isto); o primeiro é negativo e o segundo positivo. A maneira negativa é a mais difícil e só possível para homens de mentes elevadas e poderosa vontade; desses que se põem de pé e dizem: "Não, não aceito isto", e a mente e o corpo obedecem sua vontade, e surgem vencedores da prova.
A maioria da humanidade escolhe o modo positivo, o caminho do mundo, usando de todas as limitações para romper essas mesmas limitações. Esta é também uma maneira de renunciar; só que age de maneira lenta e gradual, conhecendo as coisas, gozando delas e obtendo. desta maneira. experiência, conhecendo a natureza das coisas até que a mente termina por abandoná-las.
O primeiro modo de se desligar é mediante o raciocínio; o segundo, pela experiência. O primeiro é a senda da jnana-yoga e se caracteriza pela negativa de realizar qualquer obra; o segundo é, a karma-yoqa, aquela que age sem cessar. Todos devem trabalhar no universo. Só aqueles que estão satisfeitos com o Ser, cujas
mentes nunca saem fora do Ser, para quem o Ser é tudo em todos, não trabalham.
Os demais devem trabalhar.
Uma corrente que flui por seu impulso próprio cai numa cova e forma um redemoinho, e depois de girar algum tempo volta a seguir seu curso. A vida humana se assemelha a esta corrente.
Penetra no redemoinho, gira neste mundo de espaço, tempo e causação exclamando: "meu pai, meu irmão, meu nome, minha fama, etc.", e por fim sai dali e readquire a liberdade original.
Conhecendo-a ou não, sejamos ou não conscientes dela, todos trabalhamos para sair do sono do mundo. A experiência do homem é para torná-lo capaz de sair deste torvelinho.
O Que é Karma-Yogal ? É o conhecimento do segredo da ação. Todo universo trabalha. Para que? Para sua elevação, para sua liberdade. Desde o átomo até o mais elevado dos seres, trabalha para alcançar a liberdade de mente, do corpo e do espírito. Todas as coisas pugnam continuamente por obter a liberdade e fugir da escravidão.
O sol, a lua, a terra, os planetas, todos trabalham para se libertarem das limitações. As forças centrífugas e centrípetas da natureza caracterizam o nosso universo. Em vez de sofrermos para
chegar a conhecer as coisas como elas são, aprendemos de Karma-Yoga o segredo da ação, o método de trabalhar, a maneira de agir.
Uma soma enorme de energia pode ser gasta em vão, se não soubermos como utilizá-la. Karma-Yoga transforma o trabalho em ciência, e com seu auxílio aprenderemos a utilizar melhor as forças deste mundo.
A ação é inevitável, e assim deve ser; porém devemos atuar com o mais elevado propósito.
Karma-Yoga nos ensina que este mundo possui uma existência efêmera, passageira, e que a liberdade não se encontra aqui, porém mais além. Para poder escapar das ligaduras do mundo, devemos viver com cautela.
Podem existir pessoas excepcionais, como as que acabo de citar, capazes de se desligarem do mundo, como uma cobra abandona sua pele e separada dela a contempla. Sem dúvida alguma existem
esses seres excepcionais, porém o resto da humanidade tem que passar lentamente pelo mundo da ação; karma yoga ensina o processo e o método de realizá-lo com vantagem.
Swami Vivekananda
do livro Karma Yoga - Capítulo 7 - Liberdade
Calcutá - 1896 
I-1. Agora Angirah: O Espírito, manifesta-se, de três maneiras:
o eu, o Eu interior e o Eu supremo.
I-2. Existem os órgãos – a pele, interna e externa: carne, cabelo, o polegar, os dedos, a coluna vertebral, as unhas, os tornozelos, o estômago, o umbigo, o pênis, o quadril, as coxas, as bochechas, as orelhas, as sobrancelhas, a testa, as mãos, os flancos, a cabeça e os olhos; estes nascem e estes morrem; então eles constituem o eu.
I-3. Em seguida, este eu interior é (indicado pelos elementos) terra, água, fogo, ar, éter, desejo, aversão, prazer, dor, desejo, ilusão, dúvidas, etc., e memória, (marcada por) o tom agudo e a ausência de sotaque. , curto, longo e prolato (sons vocálicos), o ouvinte, o cheirador, o provador, o líder, o agente de tremer, gritar, gozar, dançar, cantar e tocar instrumentos musicais.
Ele é o espírito antigo que distingue entre Nyaya, Mimamsa e os institutos da lei e o objeto específico de ouvir, cheirar e agarrar. Ele é o Eu interior.
I-4. Em seguida, o Ser supremo, o imperecível, NEle deve-se meditar com (a ajuda de) os passos iogues, controle da respiração, retirada (dos órgãos dos sentidos), fixação (da mente), contemplação e concentração, Ele deve ser inferido pelo pensadores do Ser como a semente da figueira-da-índia ou um grão de milho ou uma centésima parte de um cabelo partido.
(Assim) Ele é percebido e não é dominado. Ele não nasce, não morre, não seca, não se molha, não queima, não treme, não se divide, não transpira.
Ele está além dos gunas, é espectador, é puro, sem partes,único, sutil, nada possuindo, imaculado, imutável, desprovido de som, tato, cor, sabor, cheiro, é indubitável, não apegado, onipresente.
Ele é impensável e invisível. Ele purifica o impuro, o ímpio. Ele não age. Ele não está sujeito à existência empírica.
II-1. O bom chamado Atman é puro, sempre uno e não-dual, na forma de Brahman. Somente Brahman brilha.
II-2. Assim como o mundo com suas distinções como afirmação, negação, etc., somente Brahman brilha.
II-3. Com distinções como mestres e discípulos (também), somente Brahman aparece. Do ponto de vista da verdade, somente Brahman puro existe.
II-4. Nem conhecimento nem ignorância, nem o mundo nem qualquer outra coisa (existe).
O que dá início à vida empírica é a aparência do mundo como real.
II-5(a). O que acaba com a vida empírica é a (sua) aparência de irreal.
II-5(b)-6. Que disciplina é necessária para saber “isto é uma panela”, exceto a adequação dos meios do conhecimento correto? Uma vez dado, o conhecimento do objeto (sobrevém). O sempre presente Eu brilha quando os meios de sua cognição (estão presentes).
II-7. Nem lugar, nem tempo, nem pureza são necessários. O conhecimento 'Eu sou Devadatta' não depende de mais nada.
II-8. Da mesma forma, o conhecimento 'Eu sou Brahman' do Conhecedor de Brahman (é independente). Assim como o mundo inteiro pelo sol, pelo esplendor do Conhecimento de Brahman tudo é iluminado.
II-9-10(a). O que pode iluminar o não-Eu inexistente e ilusório? Aquilo que dá importância aos Vedas, Shastras, Puranas e todos os outros seres – esse Saber o que iluminará?
II-10(b)-11. A criança ignora a fome e as dores corporais e brinca com as coisas. Da mesma forma, o feliz Conhecedor de Brahman deleita-se (em si mesmo) sem o sentido de “meu” e “eu”. Assim, o sábio silencioso, vive e sozinho, a personificação da ausência de desejo, trata os objetos do desejo.
Om! Ó Devas, que possamos ouvir com nossos ouvidos o que é auspicioso;
Que possamos ver com nossos olhos o que é auspicioso, ó dignos de adoração!
Que possamos aproveitar o período de vida concedido pelos Devas,
Louvando-os com o corpo e os membros firmes!
Que o glorioso Indra nos abençoe!
Que o Sol onisciente nos abençoe!
Que Garuda, o raio contra o mal, nos abençoe!
Que Brihaspati nos conceda bem-estar!
Oh! Que haja Paz em mim!
Que haja Paz em meu ambiente!
Que haja Paz nas forças que atuam sobre mim!
Aqui termina o Atmopanishad, conforme contido no Atharva-Veda.
Atma Upanishad
Traduzido pelo Dr.
Publicado pela Editora Teosófica, Chennai

I-1. Now Angirah: The Spirit, manifests Itself, in three ways: the self, the inner Self and the supreme Self.
I-2. There are the organs – the skin, inner and outer: flesh, hair, the thumb, the fingers, the backbone, the nails, the ankles, the stomach, the navel, the penis, the hip, the thighs, the cheeks, the ears, the brows, the forehead, the hands, the flanks, the head and the eyes; these are born and these die; so they constitute the self.
I-3. Next this inner self is (indicated by the elements) earth, water, fire, air, ether, desire, aversion, pleasure, pain, desire, delusion, doubts, etc., and memory, (marked by) the high pitch and accentlessness, short, long and prolate (vowel sounds), the hearer, smeller, taster, leader, agent and self of knowledge vis-à-vis stumbling, shouting, enjoying, dancing, singing and playing on musical instruments.
He is the ancient spirit that distinguishes between Nyaya, Mimamsa and the institutes of law and the specific object of listening, smelling and grasping. He is the inner Self.
I-4. Next the supreme Self, the imperishable, He is to meditated on with (the help of) the Yogic steps, breath control, withdrawal (of sense organs), fixation (of mind), contemplation and concentration, He is to be inferred by the thinkers on the Self as like unto the seed of the Banyan tree or a grain of millet or a hundredth part of a split hair.
(Thus) is He won and not known. He is not born, does not die, does not dry, is not wetted, not burnt, does not tremble, is not split, does not sweat.
He is beyond the gunas, is spectator, is pure, partless, alone, subtle, owning naught, blemishless, immutable, devoid of sound, touch, colour, taste, smell, is indubitable, non-grasping, omnipresent.
He is unthinkable and invisible. He purifies the impure, the unhallowed. He acts not. He is not subject to empirical existence.
II-1. The good named the Atman is pure, one and non-dual always, in the form of Brahman. Brahman alone shines forth.
II-2. Even as the world with its distinctions like affirmation, negation, etc., Brahman alone shines forth.
II-3. With distinctions like teacher and disciples (also), Brahman alone appears. From the point of view of truth, pure Brahman alone is.
II-4. Neither knowledge nor ignorance, neither the world nor aught else (is there).
What sets empirical life afoot is the appearance of the world as real.
II-5(a). What winds up empirical life is (its) appearance as unreal.
II-5(b)-6. What discipline is required to know, ‘this is a pot’, except the adequacy of the means of right knowledge ? Once it is given, the knowledge of the object (supervenes). The ever present Self shines when the means of Its cognition (is present).
II-7. Neither place nor time nor purity is required. The knowledge ‘I am Devadatta’ depends on nothing else.
II-8. Similarly, the knowledge ‘I am Brahman’ of the Knower of Brahman (is independent). Just as the whole world by the sun, by the splendour of the Knowledge of Brahman is everything illumined.
II-9-10(a). What can illumine the non-existent, and illusory, non-Self ? That which endows the Vedas, Shastras, Puranas and all other beings with import – that Knower what will illumine ?
II-10(b)-11. The child ignores hunger and bodily pain and plays with things. In the same way, the happy Brahman-Knower delights (in himself) without the sense of ‘mine’ and ‘I’. Thus the silent sage, alive and alone, the embodiment of desirelessness, treats the objects of desire.
Om! O Devas, may we hear with our ears what is auspicious;
May we see with our eyes what is auspicious, O ye worthy of worship !
May we enjoy the term of life allotted by the Devas,
Praising them with our body and limbs steady !
May the glorious Indra bless us !
May the all-knowing Sun bless us !
May Garuda, the thunderbolt for evil, bless us !
May Brihaspati grant us well-being !
Om ! Let there be Peace in me !
Let there be Peace in my environment !
Let there be Peace in the forces that act on me !
Here ends the Atmopanishad, as contained in the Atharva-Veda.
Atma Upanishad
Translated by Dr. A. G. Krishna Warrier
Published by The Theosophical Publishing House, Chennai

1. Fala-se principalmente de dois tipos de mente: pura e impura. A mente impura é aquela que possui desejo, e a mente pura é aquela que está desprovida de desejo.
2. Na verdade, é a mente a causa da escravidão e da libertação dos homens. A mente que está apegada aos objetos dos sentidos leva à escravidão, enquanto dissociada dos objetos dos sentidos tende a levar à libertação. Então eles pensam.
3. Visto que a libertação é baseada na mente desprovida de desejo pelos objetos dos sentidos, portanto, a mente deve sempre ser libertada de tal desejo, pelo buscador da libertação.
4. Quando a mente, com seu apego aos objetos dos sentidos aniquilado, é totalmente controlada dentro do coração e assim realiza sua própria essência, então esse Estado Supremo (é alcançado).
5. A mente deve ser controlada na medida em que se funde no coração. Isto é Jnana (realização) e isto é Dhyana (meditação) também, todo o resto é argumentação e palavreado.
6. (O Estado Supremo) não deve ser pensado (como algo externo e agradável à mente), nem indigno de ser pensado (como algo desagradável à mente); nem deve ser pensado (como sendo da forma de prazer sensorial), mas deve ser pensado (como a essência da própria bem-aventurança sempre manifesta, eterna e suprema); aquele Brahman que é livre de toda parcialidade é alcançado nesse estado.
7. Deve-se praticar devidamente a concentração no Om (primeiro) por meio de suas letras, depois meditar no Om sem levar em conta suas letras. Finalmente, na realização desta última forma de meditação no Om, a ideia da não-entidade é alcançada como entidade.
8. Só isso é Brahman, sem partes componentes, sem dúvida e sem mácula. Percebendo “Eu sou aquele Brahman”, a pessoa se torna o Brahman imutável.
9. (Brahman é) sem dúvida, infinito, além da razão e da analogia, além de todas as provas e conhecimento sem causa dos quais o sábio se torna livre.
10. A Verdade mais elevada é aquela (consciência pura) que percebe: “Não há controle da mente, nem sua entrada em ação”, “Nem estou preso, nem sou um adorador, nem sou um buscador da libertação, nem alguém que tenha alcançado a libertação”.
11. Em verdade, o Atman deveria ser conhecido como sendo o mesmo em seus estados de vigília, sonho e sono sem sonhos. Para aquele que transcendeu os três estados não há mais renascimento.
12. Sendo una, a Alma universal está presente em todos os seres. Embora seja um, é visto como muitos, como a lua na água.
13. Assim como é o jarro que ao ser removido (de um lugar para outro) muda de lugar e não o Akasa encerrado no jarro – assim é o Jiva que se assemelha ao Akasa. (Akasa = espaço)
14. Quando várias formas, como o jarro, são quebradas repetidas vezes, o Akasa não sabe que estão quebradas, mas Ele sabe perfeitamente.
15. Sendo coberto por Maya, que é um mero som, Ele não conhece, através da escuridão, o Akasa (o Bem-aventurado). Quando a ignorância é despedaçada, o Ser então em si só vê a unidade.
16. o OM como Palavra é (primeiramente considerado como) o Supremo Brahman. Depois que aquela (palavra-ideia) tiver desaparecido, aquele Brahman imperecível (permanece). O sábio deve meditar naquele Brahman imperecível, se desejar a paz de sua alma.
Om! Que Ele proteja nós dois juntos; que Ele nos alimente juntos;
Que possamos trabalhar em conjunto com muita energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e eficaz;
Que não possamos disputar mutuamente (ou que não odiemos ninguém).
Om! Que haja Paz em mim!
Que haja Paz em meu ambiente!
Que haja Paz nas forças que atuam sobre mim!
Amrita Bindu Upanishad
Translated by Swami Madhavananda
Published by Advaita Ashram, Kolkatta


AS MANY FAITHS AS MANY RELIGIONS
TANTAS FÉS QUANTO RELIGIÕES
Sri Ramakrishna
hhl
EXPERIÊNCIA E VERIFICAÇÃO
Swamiji:
Um dia, no templo-jardim de Dakshineswar, Sri Ramakrishna tocou-me acima do coração e, a seguir, eu comecei a ver que as casas - quartos, portas, janelas, varandas - as árvores, o sol, a lua - todos estavam voando, como se estivessem explodindo - reduzindo-se a átomos e moléculas - e finalmente mergulharam no Akasha (espaço).
Aos poucos, o Akasha também desvaneceu-se e, depois disso, esvaiu-se simultaneamente minha consciência do ego; o que aconteceu depois não me recordo.
Fiquei, de início, aterrorizado.
Ao voltar daquele estado, de novo comecei a ver as casas, portas, janelas, varandas e outras coisas.
Em outra ocasião eu tive exatamente a mesma experiência, às margens de um lago na América.
Discípulo: Não poderia esse estado ser causado por um desarranjo do cérebro? Não compreendo que felicidade pode haver em experimentar tal estado.
Swamiji: Uma perturbação do cérebro!
Como pode você falar nisso, quando ele não é resultado do delírio de alguma doença, nem de embriaguez, nem de uma ilusão produzida por vários tipos de extravagantes exercícios respiratórios - mas, quando ocorre com um homem normal, em plena possessão de suas faculdades mentais e de saúde?
Então, de novo, esta experiência está em perfeita harmonia com os Vedas. Coincide também com as palavras de realização dos inspirados Rishis (sábios) e Acharyas (instrutores) dos velhos tempos.
(V. 392)
OBRAS COMPLETAS DE SWAMI VIVEKANANDA

RELACIONES ESPIRITUALES ENTRE LOS ASTROS.
Los planetas son seres vivientes y, como tales, tienen entre ellos sus peculiares relaciones. Estas
simpatías y antipatías son descritas seguidamente:
SOL: el rey de los astros, tiene por amante a Venus y por consejero al sabio Júpiter. Acuerda su
mansedumbre a los demás planetas, pero combate a Marte y a Saturno, sobre todo a éste último, por amor
a Venus.
LUNA: echa su malicia sobre los astros buenos y atiza el odio de los astros nefastos.
MERCURIO: es el batallador que acrecienta el sortilegio nefasto de un astro maléfico, cuando éste está en
conjunción o unión con él. Al contrario, da su poder benefactor generosamente para acrecentar el de un
planeta benéfico.
VENUS: es el amante del Sol, pero flirtea con la Luna, Marte y Mercurio. Es la enemiga encarnizada de
Saturno.
MARTE: ama a Venus y tiene peleas con unos y con otros.
JUPITER: el filósofo, el coloso, seguro de su fuerza, está perfectamente de acuerdo con todos los planetas.
El les concede su amistad un poco desdeñosamente, pero entra en lucha sin piedad cuando siente la
influencia del dios de la guerra, Marte.
SATURNO: ama, al contrario, a Marte y detesta cordíalmente a todos los otros, pero no se atreve a
combatirlos por temor y por cobardía; no obstante, actúa disimuladamente sobre ellos. Ahora podríamos
hacer un intento de explicar las antipatías y simpatías planetarias de las tres octavas superiores:
URANO: es el fraternal, el cual busca la amistad de los planetas y los respeta, pero Saturno le resulta
demasiado tradicionalista, pues Urano siempre está a la última. No cabe duda de que Urano, planeta de la
mente intuitiva y despierta, se siente un poco incómodo ante las profundas aguas del subconsciente
Neptuno.
NEPTUNO: es un poco raro y retraído, pues toda su energía la pone en un mundo interno íntimo y
espiritual, lo cual le hace estar absorto y ser poco social.
Parece que tiene bastante afinidad por Plutón, pues éste también pone buena parte de sus fuerzas en su
desarrollo interno.
Aun cuando Neptuno es pacífico y amoldable, a veces se siente chocante con la alegría de Venus y de
Júpiter.
PLUTON: él va a lo suyo y no se mete con nadie mientras no le entorpezcan su desarrollo personal. Aun
así, bien es cierto que le gusta la espiritualidad activa y, por ello, piensa que Neptuno y la Luna son
demasiado misticoncetes.






