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Petra Veritatis
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catholic sedevacantista

É apenas um comentário, Gleen greenwald está reclamando que o Regime brasileiro está tentando passar leis para censurar opositores.

Mas ele se esquece que ajudou a colocar de volta no poder todas essas pessoas.

Ele é fundador do jornal intercept no Brasil, jornal que fez a divulgação de documentos hackeados da operação lava-jato que desmembrou todo o esquema de corrupção do partido chefiado pelo atual presidente Lula da Silva.

Parece que agora ele está se sentindo ameaçado pelo avanço do regime comunista do Brasil. 😂

Hoje o Glen greenwald se faz de freedom fighter, parece que já esqueceu que ele ajudou toda essa gente a voltar ao poder no Brasil com a vaza-jato. 😂😂

TERÇA-FEIRA DEPOIS DO TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCO

A Atração de Deus e resposta do homem

I. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou, o não atrair; e eu o ressuscitarei no último dia (Jo 6, 44).

Verdadeiramente ninguém pode vir se não é atraído pelo Pai. Porque assim como um corpo pesado por natureza não pode elevar-se por si mesmo, se não é atraído por outro, do mesmo modo o coração humano, que por si tende às coisas inferiores, não pode elevar-se, se não é levado a isso por outro.

O Pai atrai para o Filho de muitas maneiras, porém sem fazer violência aos homens.

1º Persuadindo pela razão, e deste modo o Pai atrai os homens para seu Filho, demonstrando que Ele é seu Filho, e isto de dois. modos: ou por revelação interior, como refere o Evangelho: Bem-aventurado és, Simão BarJona, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram, mas meu Pai (Mt 16, 17); ou por realização de milagres, que recebe do Pai.

2º Atraindo. Arrastou-o com as lisonjas dos seus lábios (Pr 7, 21). E deste modo os que se dirigem a Jesus pela autoridade da majestade paterna, são atraídos pelo Pai, cativados por sua majestade. Porém também são atraídos pelo Filho com deleitação admirável e amor da verdade, que é o mesmo filho de Deus. Porque se a cada um lhe arrasta seu próprio deleite, quanto mais forte deve o homem ser atraído por Cristo, se lhe deleita com a verdade, com a bem-aventurança, com a justiça, com a vida eterna, pois tudo isso é Cristo? E posto que somos atraídos por este, o somos pelo amor da verdade: Põe as tuas delícias no Senhor (SI 36, 4). Por isso dizia a esposa: Leva-me atrás de ti: correremos ao odor dos teus perfumes (Ct 1, 3).

3° O Pai leva muitos a seu Filho pelo impulso da ação divina que move interiormente o coração do homem a crer e amar. O coração do rei está na mão do Senhor como a água corrente; Ele o inclinará para qualquer parte que quiser (Pr 21, 1).

II. Resposta do homem. Todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai; vem a mim. (Jo 6, 45). Todo aquele que ouviu do Pai, ensinando-o e manifestando-o, e aprendeu, dando seu assentimento, vem a mim, e vem de três maneiras: pelo conhecimento da verdade, pelo sentimento de amor e pela imitação da obra.

Em cada uma dessas três coisas é necessário escutar e aprender. Porque o que vive pelo conhecimento da verdade, deve escutar quando Deus o inspira: Ouvirei o que o Senhor diz (SI 84, 9); e aprender com o coração. O que vem pelo amor e pelo desejo, também deve escutar o Verbo do Pai e recebê-lo para que aprenda e ame. Pois aprende a palavra o que a recebe no sentido do que fala. Mas o Verbo de Deus Pai exala o amor; logo o que o recebe com fervor de amor, se instrui. Transfunde-se nas almas santas, e forma os amigos de Deus e os profetas (Sb 7, 27).

Também se vai a Cristo pela imitação das ações. Quem quer que deste modo aprenda, vai a Cristo. Porque nas obras a operação é como a conclusão dos raciocínios. Nas ciências o que as aprende perfeitamente chega à conclusão; assim nas obras, o que perfeitamente aprende os ensinamentos, chega à reta ação.

—In Joan., VI

Hoje tivemos a Sagração episcopal do Padre nigeriano Bede Nkamuka por Dom McGuire e Dom Rodrigo da Silva na igreja Santa Gertrudes, A grande, em Ohio, west chester, Ohio.

Agora a África tem um bispo católico tradicional para cuidar das missões no continente africano.

SEGUNDA-FEIRA DEPOIS DO TERCEIRO DOMINGO DE PÁSCOA

O sacramento da Eucaristia

O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna (Jo 6, 54).

I. Este Manjar espiritual é semelhante ao corporal, por quanto sem ele não pode existir a vida espiritual, o mesmo que a vida corporal não existe sem o manjar corporal; porém, ademais, possui algo mais que o corporal, porque produz, naquele que o toma, vida indefectível, o que não faz o alimento corporal; pois o que o toma não está seguro de viver.

Com efeito, pode ocorrer, como diz Santo Agostinho, que os que lhe comem morram, seja por velhice, seja por doença ou outro acidente, enquanto que o que toma este manjar e bebe do corpo e do sangue do Senhor tem vida eterna, e por isso é comparado à árvore da vida. É árvore da vida para aqueles que lançarem mão d'Ele (Pr 3, 18). Também se chama pão da vida: O sustentará do pão de vida e de entendimento (Eclo 15, 3). Por isso diz: vida eterna. O qual significa que quem come este Pão tem em si a Cristo, que é verdadeiro Deus e vida eterna.

Possui vida eterna o que como e bebe, não somente sacramental, senão também espiritualmente, isto é, não somente tomando o sacramento, senão também chegando até a realidade do sacramento, de tal modo que se transforma nele e chega a fazer-se membro seu; já que este manjar não se converte no que o come, senão que converte em si ao que o toma, segundo o que diz Santo Agostinho: "Sou manjar dos grandes; cresce e me comerás; tu não me mudarias em ti, senão que tu te transformarias em mim". Por isso é um manjar que pode fazer divino ao homem, e embriagá-lo na divindade.

Grande é, portanto, a utilidade deste manjar, porque dá à alma a vida eterna.

II. Mas é também grande a utilidade da Eucaristia, porque dá a vida eterna ao corpo. Por isso se acrescenta: e eu o ressuscitarei no último dia. Pois o que come e bebe espiritualmente, se faz participante do Espírito Santo, pelo qual nos unimos a Cristo com união de fé e de caridade, e pelo qual nos fazemos membros da Igreja. O Espírito Santo nos faz merecer a ressurreição. E, se o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dos mortos, habita em vós, Ele, que ressuscitou a Jesus Cristo dos mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vós (Rm 8, 11).

Por isso diz o Senhor que ao que come e bebe o ressuscitará para a glória; não para a condenação, porque esta ressurreição não seria proveitosa. Com propriedade se atribui tal efeito a ao sacramento da Eucaristia; porque o Verbo ressuscitará as almas, mas o Verbo feito carne ressuscitará aos corpos. Neste sacramento não somente está o Verbo segundo sua divindade, senão também segundo a verdade da carne; e por conseguinte não é somente causa da ressurreição das almas, senão também dos corpos. Claramente se vê, pois, a utilidade desta manducação.

- In Joan, IV

Esta semana é uma das semanas em que houve mais mudanças entre os anos de 1955 a 1962. Eis uma breve comparação entre o Missal de São Pio X (pré-55) e o de João XXIII (1962) nesta semana, que neste ano está ainda dentro da Oitava da Solenidade de São José como Patrono da Igreja:

01 DE MAIO

1954: Festa dos Apóstolos São Felipe e São Tiago

1962: Festa de São José Operário

02 DE MAIO

1954 e 1962: Santo Atanásio

03 DE MAIO

1954: Invenção da Santa Cruz

1962: Féria

04 DE MAIO

1954 e 1962: Santa Mônica

05 DE MAIO

1954 e 1962: São Pio V

06 DE MAIO

1954: São João diante da Porta Latina

1962: Féria

07 DE MAIO

1954 e 1962: Santo Estanislau

08 DE MAIO

1954: Aparição de São Miguel

1962: Féria

Para uma comparação mais completa, veja esta comparação feita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Daniel L. Dolan: https://controversiacatolica.com/527

TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA

Por que o sacramento da Confirmação administra-se na testa

Neste sacramento o homem recebe o Espírito Santo para fortificar-se na luta espiritual, a fim de confessar varonilmente a fé de Cristo entre os adversários da dita fé. E assim, é convenientemente marcado com o Crisma traçando-se uma cruz na testa.

1º Porque o Crisma se administra, certamente, com o sinal da cruz, pela qual triunfou nosso Rei, como o soldado é marcado com a insígnia de seu capitão, o qual deve ser evidente e manifesta. Entre todas as partes do corpo humano, a testa é a mais visível e, geralmente, nunca é coberta; por isso o confirmado é ungido na testa com o Crisma, para que manifeste com clareza que é cristão, como também os Apóstolos, depois de recebido o Espírito Santo, saíram do cenáculo onde estavam escondidos e se manifestaram a todo o mundo.

2° Porque alguém é impedido de confessar livremente o nome de Cristo por temor e por vergonha. As marcas destes sinais se manifestam sobretudo na testa por duas causas: pela proximidade da imaginação, e porque o movimento dos afetos sobe diretamente do coração à testa; por isso os que se envergonham franzem-na e os que temem empalidecem a tez. Portanto se unge ao cristão com o Crisma na testa para que nem por temor nem por vergonha deixe de confessar o nome de Cristo.

No princípio da fortaleza está o coração, porém o sinal aparece na testa, pelo qual se diz: Vou tornar o teu rosto tão duro como o deles, a tua fronte tão dura como a sua (Ez 3, 8). Por isso o sacramento da Eucaristia, pelo qual o homem é confirmado em si mesmo, pertence ao coração, segundo aquilo: Com o pão fortifique o seu coração (SI 103, 15); porém o sacramento da Confirmação se requer como sinal de fortaleza, com respeito a outros, e, portanto, se ministra na testa.

—S. Th. IIIª, q. 71, a. 9

SÁBADO DEPOIS DO SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA

O sacramento da Confirmação

1° A Confirmação é um sacramento.

Onde se apresente algum efeito especial da graça, se ordena um sacramento especial, e pelas coisas que se fazem na vida podemos formar uma idéia das que existem na vida espiritual da graça. É evidente que na vida corporal há certa perfeição especial que faz chegar o homem à idade perfeita que lhe permite fazer ações perfeitas de homem, pelo que disse o Apóstolo: Quando me tornei homem feito, dei de mão às coisas que eram de menino (1Cor 13, 11). Do que se deduz que, fora do movimento da geração pelo qual alguém recebe a vida corporal, há um movimento de crescimento, pelo qual o homem é levado à idade perfeita. Do mesmo modo o homem recebe a vida espiritual por meio do Batismo, que é a regeneração espiritual; mas na Confirmação o homem recebe como que certa idade perfeita da vida espiritual.

2° A matéria conveniente é o Crisma, quer dizer, azeite e bálsamo.

Neste sacramento se dá a plenitude do Espírito Santo para o vigor espiritual, que compete à idade perfeita. Mas o homem, quando chega à idade perfeita, começa a comunicar suas ações aos outros, pois até então vive particularmente para si mesmo. Porém a graça do Espírito Santo é representada pelo azeite, pelo que se diz que Cristo foi ungido com óleo de alegria (SI 45, 8) ao ter a plenitude do Espírito Santo. E por este motivo, o óleo corresponde à matéria deste sacramento. Mescla-se com o bálsamo pela fragrância do odor que espalha sobre os outros, e ainda que existam muitas substâncias olorosas, se emprega com preferência o bálsamo porque possui um olor excelente, e ademais preserva da corrupção.

3º A Confirmação imprime caráter.

O caráter é certo poder espiritual ordenado a algumas ações sagradas. Assim como o Batismo é uma regeneração espiritual à vida cristã, assim a Confirmação é certo crescimento espiritual. É evidente, pela semelhança da vida corporal, que uma é a ação do homem recém-nascido e outra a que lhe corresponde quando chega à idade perfeita. Por conseguinte, pelo sacramento da Confirmação se dá ao homem o poder espiritual para certas ações sagradas, ademais das que lhe foram dadas para outras ações no Batismo; porque no Batismo o homem recebe o poder para fazer as obras que pertencem a sua própria salvação, isto é, na medida em que vive para si mesmo; porém na Confirmação recebe o poder para fazer aquelas que pertencem à luta espiritual contra os inimigos da fé, como se vê pelo exemplo dos apóstolos, os quais, antes de receber a plenitude do Espírito Santo, estavam no cenáculo perseverantes na oração; porém, depois, saindo dali, não se envergonhavam de confessar publicamente a fé mesmo diante dos inimigos. da fé cristã. E por isso fica evidente que o sacramento da Confirmação imprime caráter.

-S. Th., IIIª, q. 72, a. 1, 2 e 5

SEXTA-FEIRA DEPOIS DO SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA

Penalidades da vida presente

O Batismo tem a virtude de tirar as penalidades da vida presente; porém não as tira durante a presente vida, senão que por sua virtude serão tiradas aos justos na ressurreição: Quando, pois, este este corpo mortal estiver revestido da imortalidade (1Cor 15, 54). E isto com razão:

1° Porque pelo Batismo se incorpora o homem a Cristo, e se faz membro seu. Assim, é conveniente que se verifique no membro incorporado o que se verificou na cabeça. Mas Cristo desde o princípio de sua concepção esteve cheio de graça e de verdade; e, não obstante, teve um corpo passível, que ressuscitou à vida gloriosa depois de sua Paixão e Morte. Por conseguinte, também o cristão consegue no Batismo a graça quanto à alma; tem, no entanto, um corpo passível, com o que possa padecer por Cristo, porém, finalmente, será ressuscitado para uma vida impassível. Por isso que o Apóstolo diz: E, se o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dos mortos, habita em vós, Ele, que ressuscitou a Jesus Cristo dos mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vós (Rm 8, 11); e pouco depois acrescenta: Herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; mas isto, se sofrermos com Ele, para sermos com Ele glorificados (Rm 8, 17).

2° Isto é conveniente pelo exercício espiritual, ou seja, a fim de que, lutando o homem contra a concupiscência e contra as outras paixões, receba a coroa da vitória. Por isso, comentando estas palavras: A fim de que seja destruído o corpo do pecado (Rm 6, 6), diz a Glosa: "Se depois do Batismo continua o homem vivendo nesta terra, tem que lutar contra a concupiscência com a qual combate, e a vence com a ajuda de Deus". Isto é o que está prefigurado nestas palavras: Estas são as gentes que o Senhor deixou para provar por meio delas Israel, todos aqueles que não tinham conhecido as guerras dos Cananeus, a fim de que as gerações de Israel aprendessem a combater contra os inimigos, se habituassem a pelejar (Jz 3, 1-2).

3º Foi, ademais, conveniente para que os homens não se aproximassem do Batismo com o fim de obter a impassibilidade da vida presente no lugar de aproximar-se para alcançar a vida eterna. Pelo que diz o Apóstolo: Se somente nesta vida esperamos em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens (1Cor 15, 9).

Comentando a expressão da Carta aos Romanos 6, 6, diz a Glosa: Da mesma maneira que quem faz prisioneiro a um inimigo ferocíssimo, não o mata no ato, senão que o deixa viver algum tempo com desonra e sofrimento, assim Cristo primeiro nos ligou à pena, para desligar-nos dela no futuro.

Cristo destruiu completamente a pena infernal, de modo que não a experimentem os batizados e os verdadeiramente arrependidos; porém não suprimiu de todo a pena temporal: já que permanece a fome, a sede, a morte e outras semelhantes; porém destruiu seu reino e seu domínio, de tal modo que o homem não lhes tema, e as destruirá totalmente no último dia.

-S. Th. IIIª q. 69 a. 3

«É preciso ter em conta que em todo o país ou instituição a que o judaísmo chega a ter influência suficiente, seja com as suas atividades públicas ou de forma secreta, por meio de sua quinta coluna, a primeira coisa que faz é conseguir uma condenação ao anti-semitismo

Defesa do sedevacantismo

Alguns dos argumentos que apresento são do Novus Ordo Watch, copiados com permissão.

O sedevacantismo é a conclusão teológica de que os pretendentes do papado do Vaticano segundo não são papas.

Não é um dogma, nem uma doutrina. Esta é a resposta para aqueles que afirmam que os sedevacantistas inventaram uma nova doutrina, dogmatizando-a. Não é uma doutrina, mas uma interpretação da situação actual.

Alguns chegaram a esta conclusão em 1967, como aconteceu com a Irmã Mary Bernadette (CMRI), Patrick Henry Omlor em 1968, P. Joaquin Saenz y Arriaga em 1970, etc. Eles também concluíram que a Igreja do Vaticano Segundo não é a Igreja Católica, porque ensina doutrinas diferentes, por exemplo, sobre o ecumenismo, e reverteu várias condenações de Trento, especialmente sobre a questão da Missa (em vernáculo, voltada para o povo, etc.). Ora, se as doutrinas mudaram, a Igreja não é indefectível e os papas não são infalíveis. Portanto, deve-se escolher entre a nova igreja e os seus “papas” que não fazem parte da revelação divina ou o dogma anterior que é divinamente revelado. Não se pode aceitar simultaneamente duas posições contraditórias. Portanto, é Francisco ou o papado, não ambos. Eu prefiro o papado a Francisco, revelação divina à opinião popular. Embora isto não seja um dogma, afirmar o contrário seria contradizer o dogma do papado.

Lembramos que o sedevacantismo, a posição de que não houve nenhum verdadeiro Papa da Igreja Católica desde a morte de Pio XII em 1958, e que o actual estabelecimento do Vaticano não é a Igreja Católica, é totalmente seguro teologicamente. Ao aderir a esta posição, não se pode ser levado à heresia, nem ao cisma, permanece-se simplesmente fiel ao ensino católico tradicional.

Mesmo supondo, para fins de argumentação, que esta posição estivesse errada, qual seria a nossa culpa? O pior que se poderia dizer de nós é que errámos sobre quem era o Papa. Que acreditámos, de boa-fé, que não havia nenhum papa quando na verdade havia um – mas pelo menos agimos de forma consistente e seguindo o ensino católico, com o melhor da nossa capacidade e em boa consciência. Poderíamos ser responsáveis por ter cometido um erro sincero, nada mais; um erro a respeito da identidade do verdadeiro Papa, como muitos outros fizeram antes na história da Igreja, e de forma totalmente inocente. Mesmo os grandes santos durante o Grande Cisma do Ocidente cometeram tais erros. Isso é o pior que se poderia dizer. Mas não poderíamos ser acusados de aderir ou espalhar falsas doutrinas (heresia), nem de recusarmos sujeição ao homem que reconhecemos ser o Papa (cisma).

Analisemos o obscurecimento dessa doutrina do papado. Apocalipse 6: 12-13 reza:

12 Et vidi cum aperuísset sigíllum sextum : et ecce terræmótus magnus factus est, et sol factus est niger tamquam saccus cilícinus : et luna tota facta est sicut sanguis: et stellæ de cælo cecidérunt super terram, sicut ficus emíttit grossos suos cum a vento magno movétur.

E eu vi, quando ele abriu o sexto selo, e eis que houve um grande terremoto, e o sol tornou-se negro como saco de cilício: e a lua inteira tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como a figueira lança seus figos verdes quando é sacudida por um forte vento.

No seu livro sobre o Apocalipse, o Pe. Sylvester Berry (1921) afirma que o escurecimento do sol e da lua significa que as doutrinas ficarão obscurecidas (pelo menos para algumas pessoas). Parece que uma delas se relaciona com o papado.

Sabemos com certeza que Deus, em algum momento pode retirar a capacidade de ver a alguém que se recuse a ver. Ele dá um número finito de hipóteses de conversão e define para cada um de nós um limite de quantos pecados mortais Ele perdoa. Alguns podem ter ultrapassado esse limite. É irresponsável para nós adivinharmos em que casos isso aconteceu.

Poderia acrescentar que este obscurecimento também pode significar a retenção das graças de Deus no tempo desta grande apostasia. O obscurecimento da lua também pode significar o esquecimento do Culto de Nossa Senhora e, portanto, de Sua intercessão. Sal 71: 7 também está relacionado com isto: Oriétur in diébus ejus justítia, et abundántia pacis, donec auferátur luna. (Em seus dias brotará justiça e abundância de paz, até que a lua seja tirada.)

Por outras palavras, retire-se o culto de Nossa Senhora (representado pela lua), como os “reformadores” fizeram, e tem-se uma receita para o desastre (como o que está em andamento).

Agora alguém pode perguntar, por que há quem se recuse a ver o óbvio? Alguns têm medo de demonstrar uma opinião diferente do comumente aceite, os que valorizam mais a sua popularidade do que a verdade. Outros investiram demasiado na posição contrária, como teólogos “especialistas profissionais”. Estes não querem arriscar perder o rendimento e/ou o prestígio. Nenhum destes admitiria ter estado errado o tempo todo, pelo que se mantêm atacando e inventando argumentos embaraçosos. Nós, como leigos, não podemos ser culpados do mesmo, porque não vivemos de apologética e convertemo-nos sem problema após que estas questões se tornaram mais claras.

Pode-se lembrar as palavras do Cardeal Manning em “O Papa e o Anticristo: A Grande Apostasia Prevista”, onde escreve:

“A apostasia da cidade de Roma do vigário de Cristo e sua destruição pelo Anticristo pode ser um pensamento muito novo para muitos católicos [mas] … Suarez, Belarmino [etc. dizem] … que Roma deve apostatar da fé, afastar o Vigário de Cristo e retornar ao seu antigo paganismo. …Então a igreja será dispersa, levada para o deserto, e permanecerá por um tempo, como era no início, invisível e escondida em catacumbas, em tocas, em montanhas, em lugares ocultos; por um tempo será como que varrida da face da terra. Esse é o testemunho universal dos Padres da Igreja Primitiva.” (Henry Edward Cardinal Manning, The Present Crisis of the Holy See, 1861).

Isto aconteceu muito antes do culto da Pachamama em Roma. Mas há mais paganismo por vir. Como disse Nosso Senhor: “Golpearei o pastor e as ovelhas serão dispersas. Bem aventurado aquele que não será escandalizado.

https://promariana.wordpress.com/2022/01/07/defesa-do-sedevacantismo/

QUINTA-FEIRA DEPOIS DO SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA

Regeneração espiritual por meio do Batismo

1º O Batismo tira todo o pecado.

Como diz o Apóstolo: Todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte (Rm 6, 3); e depois conclui: E assim também vós considerai-vos como estando mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Jesus Cristo (Rm 6, 11). Donde se deduz que pelo Batismo morre o homem para o antigo pecado e começa a viver a novidade da graça. Mas como todo pecado pertence à primitiva velhice, segue-se que todo pecado fica apagado pelo Batismo.

2º O Batismo desfaz totalmente a ligação com o pecado. Porque pelo Batismo o homem é incorporado à Paixão e Morte de Cristo, segundo aquilo: Se morremos com Cristo, creiamos que viveremos também juntamente com Cristo (Rm 6, 8). Donde resulta que a todo batizado se lhe comunica para seu remédio a Paixão de Cristo, como se ele mesmo houvesse padecido e morrido. Porém a Paixão de Cristo é suficiente satisfação por todos os pecados de todos os homens, e por isso o que é batizado se livra da ligação de toda a pena devida pelos pecados, como se ele mesmo houvesse satisfeito suficientemente por todos os seus pecados.

3º O Batismo confere a graça e as virtudes. O Apóstolo diz: Salvou-nos mediante o Batismo de regeneração, isto é, pelo Batismo, e de renovação do Espírito Santo, que Ele difundiu sobre nós abundantemente, quer dizer, para perdão dos pecados e abundância das virtudes (Tt 3, 5-6). Assim, pois, no Batismo se dão a graça do Espirito Santo e a abundância de virtudes. Por outra parte, o Batismo tem poder para que os batizados se incorporem a Cristo como membros seus. Da cabeça, Cristo, deriva a plenitude da graça e da virtude a todos os membros, segundo aquilo de São João: De sua plenitude nós recebemos tudo (1, 16).

4° O Batismo confere a fecundidade das boas obras. Com efeito, pelo Batismo somos regenerados à vida espiritual que se obtém pela fé em Cristo: Mas a vida só pertence aos membros unidos à cabeça, da qual recebem a sensibilidade e o movimento. Por conseguinte, é necessário que pelo Batismo se nos incorporemos a Cristo como um dos seus membros. E assim, como da cabeça natural deriva aos membros o sentimento e o movimento, do mesmo modo, da cabeça espiritual, que é Cristo, deriva a seus membros o sentido espiritual, que consiste no conhecimento da verdade, e o movimento espiritual, que vem do influxo da graça. Pelo qual diz São João: vimos a sua glória (do Verbo), glória como de Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade... e de sua plenitude nós recebemos tudo (Jo 1, 14-16)

Segue-se, pois, que os batizados são iluminados por Cristo, pelo conhecimento da verdade, e fecundados por Ele com a fecundidade das boas obras por infusão da graça.

—S. Th. IIIª, q. 69 a. 3

Telegrama banido no Brasil, qual será o próximo?

Hoje, 1 ano de falecimento de Sua Excelência Reverendíssima Daniel Dolan.

Requiem æternam dona ei Domine, et lux perpetua luceat ei, requiescat in pace. Amen.

QUARTA-FEIRA DEPOIS DO SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA

O homem espiritual

Porém o homem espiritual julga todas as coisas, e não é julgado por ninguém (1 Cor 2, 15).

I. Vejamos quem é o homem espiritual. Mas advirtamos antes que acostumamos chamar espíritos às substâncias incorpóreas; e porque há uma parte da alma que não é o princípio de existência de algum órgão corporal, quer dizer, a parte intelectiva que compreende a inteligência e a vontade, esta parte da alma é chamada espírito de homem, o qual, não obstante, é iluminado pelo Espírito de Deus, quanto ao entendimento, e inflamada na parte afetiva e na vontade.

Homem espiritual se dirá, pois, em dois sentidos:

1° Pela inteligência, iluminada pelo Espírito de Deus; e neste sentido diz a Glosa que o homem espiritual é o que, sujeito ao espírito de Deus, conhece certíssima e fielmente as coisas espirituais.

2º Pela vontade, inflamada pelo Espírito de Deus; e neste sentido diz a Glosa que a vida espiritual é a que, tendo por dirigente o Espírito de Deus, rege a alma, isto é, as forças animais. Vós, que sois espirituais, admoestai-o com espírito de mansidão (Gl 6, 1).

II. Consideremos por que o homem espiritual julga todas as coisas, e ele não é julgado por ninguém. Deve advertir-se aqui que quem retamente se conduz em todas as coisas, tem juízo reto acerca de cada uma delas. Ao contrário, o que tem em si deficiência de retidão, também é defeituoso ao julgar. Pois o que está desperto julga retamente que ele vela e que o outro dorme. Mas o que dorme não possui um juízo verdadeiro sobre si mesmo, nem sobre o que vela, e as coisas não são tais como as vê o que dorme, senão como as vê o que está desperto.

Sucede o mesmo com o que está são e o que está enfermo, para julgar dos sabores; com o que é débil e o que é forte, para julgar dos pesos; com o virtuoso e o vicioso, para julgar os atos humanos. Por isso diz o filósofo Aristóteles que o virtuoso é regra e medida de todas as coisas humanas, porque nas coisas humanas as ações particulares são tais como as julga o virtuoso.

Segundo isto diz aqui o Apóstolo que o homem espiritual julga todas as coisas, porque o homem que tem o entendimento ilustrado e o coração ordenado pelo Espírito Santo possui um critério reto acerca de cada uma das coisas que pertencem à salvação. Ao contrário, o que não é espiritual tem obscurecido o entendimento e desordenado o afeto acerca dos bens espirituais, e, por conseguinte, o homem espiritual não pode ser julgado pelo homem que não é espiritual, do mesmo modo que o que está desperto não pode sê-lo pelo que dorme.

Mas o homem natural não percebe aquelas coisas que são do Espírito de Deus (1Cor 2, 14). O Espírito Santo inflama o coração para que ame os bens espirituais, desprezando os bens sensíveis; mas o que é de vida animal não pode apreciar os bens espirituais, pois como é cada um, tal lhe parece o fim.

—In I Cor., II

TERÇA-FEIRA DEPOIS DO SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA

A perfeição espiritual

Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e... vem e segue-me (Mt 19, 21).

A perfeição da vida espiritual há de medir-se com a caridade; quem carece dela não será nada espiritualmente, como diz o Apóstolo (1 Cor 13, 1-3). Por esta perfeição se diz absolutamente que alguém é perfeito. Por isso está dito: Sobretudo, porém, tende caridade, que é o vínculo da perfeição (Cl 3, 14). O amor tem uma força de transformação, pela qual o que ama se transforma de certo modo no amado. Por isso diz Dionísio: "É o amor divino o que produz o êxtase, não consentindo que os que amam se pertençam a si mesmos, senão às pessoas amadas".

E porque o todo e o perfeito são a mesma coisa, possui perfeitamente a caridade aquele que se transforma totalmente em Deus pelo amor, pospondo-se totalmente a si mesmo e a todas as suas coisas por Deus. Por isso diz Santo Agostinho que assim como o amor próprio leva à cidade da Babilônia até o desprezo de Deus, assim mesmo o amor de Deus leva à cidade de Deus até o desprezo de si mesmo; e em outro lugar diz que a perfeição da caridade consiste em não ter nenhuma paixão pelas coisas criadas. Também diz São Gregório que quando alguém oferece uma coisa a Deus e não lhe oferece outra, faz um sacrifício; porém quando oferece a Deus onipotente tudo o que tem, tudo o que vive, tudo o que desfruta, faz um holocausto.

Quando alguém tem a alma de tal modo afetada em seu interior que se despreza a si mesmo e a todas suas coisas por Deus, conforme àquilo do Apóstolo: Porém, aquelas coisas que eu considerara como lucro, considerei-as como perdas por amor de Cristo... pelo qual renunciei a todas as coisas e as considero como esterco, para ganhar a Cristo (Fl 3, 7-8), esse sim é perfeito, ou seja religioso, ou secular, ou clérigo, ou leigo, ou inclusive esteja unido em Matrimônio. Porque Abraão era casado e rico, e lhe disse o Senhor: Anda em minha presença e sê perfeito (Gn 17, 1).

Se queres ser perfeito: não que sejas perfeito de instante, senão que terás certo princípio de perfeição, porque, descarregado destas coisas (as terrenas), mais facilmente poderás contemplar as celestiais. Disse Santo Agostinho que as vigílias e outras austeridades são instrumentos de perfeição, porém a perfeição consiste no que se diz em seguida: e segue-me. Por conseguinte, o amor de Deus é a perfeição, porém o abandono das coisas é o caminho para a perfeição. De qual maneira? Diz Santo Agostinho que o aumento da caridade é diminuição da ambição terrena; a perfeição da caridade é a negação total da ambição terrena. Logo, é perfeito na caridade o que ama a Deus até o desprezo de si mesmo e de suas posses.

—In Joan., XIX

Uma introdução “moderna” da Igreja (seita) Novus Ordo. O que é?

Definição: a “igreja” que hoje é confundida com a Igreja Católica pela grande maioria das pessoas. Chama-se também de “igreja conciliar” ou “seita conciliar” ou apenas “seita do Vaticano Segundo”, ou a “igreja modernista”, ou a “igreja” ladrão. Não é a Igreja Católica, mas uma seita feia.

Em contraste, o que é a Igreja Católica? Ela também é chamada de Igreja Militante, distinguindo-a da Igreja Triunfante (Céu) e da Igreja Padecente (Purgatório). A definição dada pelos catecismos (especialmente pelo catecismo de Trento) é: “A Igreja é o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, o povo de Deus na Terra. “Portanto, ela consiste de pessoas e não de bens (materiais), como edifícios, propriedades, fundos etc. Estes nem sequer estão incluídos na sua definição. E que pessoas constituem a Igreja? Seus membros são aqueles que são baptizados, acreditam e professam a mesma doutrina, e não estão sob nenhuma excomunhão nem incorrem em heresia.

Portanto, as pessoas que aceitam uma doutrina diferente não são consideradas seus membros.

Os líderes desta seita devem ser considerados papas católicos? Não, uma vez que negam a Doutrina Católica básica, portanto, nem sequer são membros da Igreja. Para ser Papa, é preciso ser um membro masculino da Igreja, e esta é uma condição inegociável, sine qua non.

Como surgiu a Igreja Novus Ordo? O modernismo atormentava a Igreja Católica aproximadamente desde os tempos de Papa Leão XIII. Ele e seu sucessor, o papa São Pio X, condenaram-no. Certos aspectos do modernismo foram condenados pelos papas subsequentes, Bento XV (nota: NÃO XVI!), Pio XI e Pio XII. (Alguns dizem que Bento XV e Pio XII fizeram um péssimo trabalho nisso, e isso é parcialmente verdadeiro, mas um tópico diferente.)

O ecumenismo (um princípio do modernismo) também foi condenado. Os mártires da Igreja primitiva recusaram-se adorar ídolos (mesmo para lhes oferecer uma pitada de incenso) porque acreditavam no ecumenismo (que todas as religiões são mais ou menos iguais, que todos nós adoramos o mesmo Deus)? Os cruzados combateram o Islão porque consideravam-na uma religião da paz, e o “deus” deles é o mesmo do que o nosso? A Santa Inquisição tentou acabar com as outras religiões porque elas eram consideradas verdadeiras? Os missionários arriscaram suas vidas porque todas as religiões são igualmente boas. Devemos então respeitar as superstições dos nativos?

Também estava condenada a evolução do dogma (um outro princípio do modernismo, que o significado dos dogmas evolui, portanto as interpretações precisam ser actualizadas).

Esses modernistas levantaram a cabeça no Concílio Vaticano II, o que sequestraram e transformaram no num conselho de ladrões (latrocineum). O cisma (e o início da seita novus ordo) foi oficialmente formalizado em 1964, pela adopção do documento conciliar “Lumen Gentium”. O termo “cisma” significa “divisão”, implicando que a nova “igreja”

separou-se da antiga, que continuou a existir, ainda que como um “pequeno rebanho”. Isto foi profetizado por Jeremias (23: 3) “Et ego congregábo relíquias gregis mei de ómnibus terris”. (E eu reunirei as remanescente do meu rebanho, de todas as terras …) A Igreja tornou-se um pequeno rebanho, como era no começo, e descrito por Nosso Senhor (Lc 12:32) “Nolíte timére pusíllus grex, quia complácuit Patri vestro dare vobis regnum “(Não temas, pequeno rebanho, porque agradou a teu Pai dar-vos o Reino). Portanto, o número relativamente grande dos desertores não nos deve incomodar. Estes factos são descritos minuciosamente por Griff Ruby no seu livro intitulado “The Resurrection of the Roman Catholic Church”.

Como podemos comprovar que as crenças desta seita definem uma religião diferente? As doutrinas adoptadas pelos “reformadores” são as que foram condenadas anteriormente, como o ecumenismo (que todas as religiões são igualmente boas), colegialidade (que todos os bispos são iguais e o papa é apenas o primeiro dos iguais, primus inter pares), missa em vernáculo (a linguagem do povo, como Lutero quis, em vez das línguas sagradas, como o grego e o latim), celebradas em cima de mesas em vez de altares e virado para o povo (versus populum) em vez de leste (ad orientem) etc. A nova “missa” é baseada numa teologia estranha (o conceito de sacrifício substituído por memorial), ao contrário do que foi estabelecido pelo Conselho de Trento, Sessão 22, como apontado na Intervenção Ottaviani. Eles também substituíram o Catecismo de Trento por outro deles, a conter doutrina até agora condenada; o Código de Direito Canónico e até a versão normativa da Bíblia (a Vulgata pela Neo Vulgata). Os Sacramentos foram invalidados como comprovado pelas obras de P. H. Omlor e Rama Coomaraswamy.

Uma breve explicação da afirmação anterior: a forma sacramental é a frase que deve ser pronunciada quando o Sacramento é conferido. Eles mudaram a forma de uma maneira que não produz as graças que o Sacramento tem que conferir, invalidando-o. Em alguns casos, eles também mudaram a matéria, por exemplo, para a extrema-unção. Agora, em vez de azeite, basta um óleo qualquer de origem vegetal, o que também é um factor invalidante.

Os únicos sacramentos quase preservados são o baptismo e o matrimónio, embora ultimamente, eles conseguiram invalidar mesmo esses na maioria dos casos.

A homofilia e a teologia feminista (mulheres a pregar, ordenação de mulheres, indiferença ao aborto) são galopantes. Eles aceitam até o divórcio e o novo casamento, e querem abolir o celibato sacerdotal. Tudo isso era inconcebível no passado. Portanto, esta é uma clara ruptura com o passado e com o conceito do que o catolicismo costumava significar. Logo, trata-se claramente duma religião diferente, o que não é catolicismo. Além disso, a sua hierarquia é composta principalmente por pervertidos (incluindo molestadores de crianças) e apoiadores dos mesmos (sem contar as pessoas perturbadas, idiotas da vila, comunistas, etc.).

Existem várias interpretações possíveis desses factos: alguns dizem que a Igreja mudou, o que seria verdade se não restasse um pequeno rebanho fiel, que não aceitasse as mudanças, o que obviamente não é verdade.

Portanto, essa interpretação falha, provando, portanto, que temos um cisma. Outros dizem que os tradicionalistas (isto é, aqueles que se mantiveram a pratica antiga) são os cismáticos. Isso é falso, já que aqueles que mudaram devem ser considerados a nova igreja. E, finalmente, a interpretação correcta é que os modernistas são a igreja ou seita separatista, embora que eles nos chamam dum grupo dissidente.

Por que a maioria das pessoas vê essa seita como a Igreja Católica? Primeiro, porque seus autores roubaram nossos edifícios, santuários, obras de arte religiosa (incluindo a maioria, se não todas as imagens e estátuas indulgenciadas, e é isso que realmente dói), as reliquias, a fim de roubar nosso nome (o que dói ainda mais). Segundo, porque outras instituições e estabelecimentos, reconhecem esta Igreja falsa, como Igreja Católica. Terceiro, eles têm dinheiro suficiente para fazer as suas reivindicações serem apresentadas na mídia. Quarto, porque a maioria das pessoas acredita na democracia e como a vasta maioria reconhece essa seita como a Igreja Católica e o seu líder putativo como o papa católico, uma pequena minoria como nós, dizendo o contrário, lhes parece um monte de loucos ou deslocados. Ou seja, eles vêem a Igreja não como uma instituição divina, mas humana. (Se houver uma pessoa na Casa Branca, reconhecida pela maioria como presidente dos Estados Unidos, a América tem um presidente. Da mesma forma, se houver um cara no Vaticano reconhecido como o Papa, segundo eles a Igreja tem um Papa.) Quinto, por causa da incompetência e má vontade da maioria dos jornalistas. Portanto, nossos argumentos lógicos enumerados na secção anterior não fazem diferença nenhuma para eles. O senso comum e a lógica estão na janela hoje em dia. Isto também está relacionado com “multi vocati, pauci electi (muitos são chamados mas poucos são escolhidos) ” (Mateus 20:16). A maioria perde a sua eleição escolhendo livremente para ignorar o óbvio, o “elefante no meio da sala”. Eles podem fazer isso por sua própria conta e risco.

https://promariana.wordpress.com/2020/06/12/uma-introducao-moderna-da-igreja-seita-novus-ordo-o-que-e/